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05 março 2007

Espera

Enquanto criança
Esperou por carinho.
Depois, como jovem
Esperou construir
O seu próprio caminho.

Como jovem mulher
Esperou e ganhou
As filhas queridas
Que, com sacrifícios,
Sozinha criou.

Depois, sem esperar,
Perdeu a companhia.
E roubaram-lhe o prazer
De exercer o seu trabalho
Como sempre fazia.

Depois esperou,
E não foi em vão,
O crescer das filhas
As mulheres responsáveis
E independentes que hoje são.

Espera, sozinha,
A partir de então
A tua chegada.
Quem és tu?
Chegas ou não?

04 março 2007

Palavras

As palavras que escrevo
Saem de repente.
Coisas de mim...
Coisas das pessoas
Que me ocupam a mente.

Palavras que falam,
Com todas cores
Dos que marcaram...
Dos melhores amigos...
Dos melhores amores.

Palavras que ficam
Para eu poder ler.
Para lembrar de tudo
Do bom e do mau
Que é o meu viver.

GP

09 fevereiro 2007

Como custa soltar as amarras!

Ninguém pode traçar o destino dos filhos mas deve estar consciente de que lhes devem transmitir valores como honestidade, solidariedade, generosidade, gratidão e disciplina.
Quem ama, educa.
Os pais podem querer o sorriso dos filhos mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos mas não podem ser felizes por eles.


Composição de algumas frases de um bonito PP que me enviaram por mail

23 janeiro 2007

Quando...

Quando os degraus são penosos
E a vontade é não subir…
Há um motor no coração
Que nos obriga a dizer não
E, com esforço, prosseguir.

Quando o céu não está azul
E as nuvens são um milhar…
Há sempre uns óculos na alma
Que podemos pôr com calma
Para ver o sol brilhar.

Quando o passado não deixa
Ver o futuro chegar…
A borracha da razão
Guiada pela nossa mão
Pode, o passado, apagar.

Como é fácil de escrever
Que tudo nós dominamos…
Mas é preciso querer ver
Bem dentro do nosso ser
Se a nós próprios nos amamos.


GP

13 janeiro 2007

Por onde ando?

Estou
em mil pedacinhos dividida.
Pedaços que fui deixando,
Aqui, ali, além...
Na vida.


...

06 janeiro 2007

Jovem

Conserva
Anos luz de idealismo
Dentro de ti.
Pensa mesmo
Que o mundo tem conserto
Que tudo vai dar certo.
Uma mole de irreverência
Responsável... controlada...
Com prudência...
Uns milímetros de contestação
Justificada… discutida
Com argumentação...
Muitos volts de alegria de viver
Segundo a segundo
Toda a vida... todo o ser...
Toneladas de amor
De capacidade para amar
Os outros, as coisas, o saber...
Gigacoulombs de responsabilidade
De que te orgulhes...
De que todos, de ti, tenham vaidade...
Uns quilowatt.hora de humor
Que põem nos lábios um sorriso permanente
Um sorriso com cor...
Muitos cavalos-vapor de energia
Que te tornem capaz
De enfrentar o dia a dia com paz...
Muitos ohms de optimismo
Para encarares o mundo
Pelo lado bom, com positivismo...
Muitos newtons de honestidade
Com os outros, contigo, com a sociedade...
Uns miligramas de ambição
Comedida, com moderação.
Mais uns ampères de humildade,
E uns litros de frontalidade
Delicada...
Uns joules de coragem
Para dizer não a toda a resistência

Que conduza a mau porto
A tua viagem...
E faz render a cem por cento
Os dons que possuis.
Não descures os valores destas grandezas.
Controla-os bem
E serás um exemplo
Para qualquer jovem.


GP

26 dezembro 2006

Solidão

Quem sabe ler...
E lê
Quem sabe ouvir...
E ouve
Quem sabe ver...
E vê
Quem sabe amar...
E ama
Quem canta,
Sabendo ou não,
Uma canção...
Mesmo estando só...
Não está sozinho...
Não sente solidão...

GP

15 novembro 2006

Para a minha mãe...

... em dia de aniversário, o meu beijo escrito.

A idade

A idade
Para começarmos...
Ou recomeçarmos
Para cairmos...
E nos levantarmos
Para nos encantarmos...
Ou desencantarmos
Para vivermos o amor...
Ou vencermos,
Com coragem,
A dor
Para que aos outros
Nos demos,
É sempre...
A idade que temos.

A idade
Para saborearmos
Um pôr do sol...
Para sonharmos...
E acordarmos
Para aprendermos...
E, com entusiasmo,
Ensinarmos
Para cantarmos...
Para sabermos
Viver a felicidade...
Para que aos outros
Nos demos,
É sempre...
A idade que temos


GP

08 novembro 2006

Uma paixão moribunda

Uma vantagem de se ter cabelos brancos é a garantia de uma instrução primária equivalente a muitas das licenciaturas de hoje em dia. Quem teve a felicidade de fazer os primeiros anos de estudo quando ainda não havia pedagogias que condenassem a memorização, os castigos e a obrigatoriedade de trabalhar, deve dar-se por feliz. Não me consta que haja alguém traumatizado por ter sido obrigado a decorar a tabuada. E não havia crianças e jovens nos psicólogos ou pedo-psiquiatras como hoje.

GP