Há pouco tempo um amigo ofereceu-me o livro de contos "Os grão-capitães" de Jorge de Sena. Estou a lê-lo. Um dia destes li o parágrafo da página 55, que transcrevo.
"De modo que os doentes, quando os havia, baixavam ao hospital (que, em Penafiel, era o hospital civil da Misericórdia, único da cidade), oficialmente por três dias, recebiam alta, voltavam em braços para o quartel por não haver transporte providenciado para eles, e aí continuavam, extra-oficialmente, a frequentarem as aulas e a participarem das formaturas, respondendo, às vezes, às chamadas pela boca de outros que os representavam."
Voltei a ler. Não há dúvidas. O erro está lá. Em duplicado. Erro tanto mais grave quanto se trata de Jorge de Sena. Se fosse um livro de alguém ligado ao futebol ou à televisão (que agora todos publicam livros), continuava a ser erro mas não tinha, para mim, o mesmo peso.
Gralha? Não. Gralha não aparece duas vezes seguidas. Fui ver a edição. Sexta. Quantos portugueses já leram este livro? Ninguém até hoje chamou a atenção para estes erros? Jorge de Sena não conhece a conjugação perifrástica?
É. no mínimo, muito estranho.
"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
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14 novembro 2007
05 outubro 2007
5 de Outubro
Cândido dos Reis, próximo da Carbonária, foi, como almirante republicano, o estratega militar do 5 de Outubro. Suicidou-se na madrugada do dia 4, pensando que a revolução abortara.
Na madrugada do dia 5 de Outubro, Paiva Couceiro leva as suas tropas para o Jardim de Torel.
Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas proclamou, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a República em Portugal. D. Manuel II e a sua família partiram para o exílio, onde o Rei morreu em 1932.
Teófilo Braga, foi presidente do Governo Provisório Republicano até às eleições, onde foi eleito Manuel de Arriaga, como primeiro Presidente de Portugal. Desiludido abandonou o cargo em 1915. Morreu dois anos depois.
Teófilo Braga foi, em 1915, eleito segundo Presidente da República.
Em 5 de Outubro de 2007, realizaram-se, como sempre, as comemorações da implantação da República. Cavaco Silva falou e, a meu ver, muito bem. Bem pelo conteúdo e bem pelo bom português que usou. Não disse “tratam-se de escolas …", como o Presidente da Câmara de Lisboa nem “a maioria dos professores foram colocados…” como a Ministra da Educação. É tão bom ouvir falar a minha língua correctamente!
Também como sempre, o Governo considerou as palavras do Presidente da República como um apoio às suas políticas educativas e a Oposição como um reparo às mesmas políticas educativas. À portuguesa…
Na madrugada do dia 5 de Outubro, Paiva Couceiro leva as suas tropas para o Jardim de Torel.
Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas proclamou, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a República em Portugal. D. Manuel II e a sua família partiram para o exílio, onde o Rei morreu em 1932.
Teófilo Braga, foi presidente do Governo Provisório Republicano até às eleições, onde foi eleito Manuel de Arriaga, como primeiro Presidente de Portugal. Desiludido abandonou o cargo em 1915. Morreu dois anos depois.
Teófilo Braga foi, em 1915, eleito segundo Presidente da República.
Em 5 de Outubro de 2007, realizaram-se, como sempre, as comemorações da implantação da República. Cavaco Silva falou e, a meu ver, muito bem. Bem pelo conteúdo e bem pelo bom português que usou. Não disse “tratam-se de escolas …", como o Presidente da Câmara de Lisboa nem “a maioria dos professores foram colocados…” como a Ministra da Educação. É tão bom ouvir falar a minha língua correctamente!
Também como sempre, o Governo considerou as palavras do Presidente da República como um apoio às suas políticas educativas e a Oposição como um reparo às mesmas políticas educativas. À portuguesa…
01 outubro 2007
Tudo condiz
Ouvi nas notícias. Ninguém me contou. O final de um julgamento mediático. Uma advogada, das pessoas que começa por "É assim" (o suficiente para me tirar do sério...), diz para as câmaras do canal televisivo "... provas que a defesa entendeu ser pertinentes...", e continua alegando que, quanto ao recurso, "se se provar ser pertinente, nós falemoemos" (nem sei como isto se escreverá!). Não é faremo-lo. Outra asneira, Muito menos o correcto fá-lo-emos. Pensei ter ouvido mal. Esperei uma hora e voltei ao mesmo canal. Não havia dúvidas. Foi exactamente o que disse a Senhora.
A classe dos advogados, que grassa na política, nomeadamente na Assembleia da República, é esta. A da mediocridade. Com esta gente, não admira que as novas leis sejam o que são. Condiz...
A classe dos advogados, que grassa na política, nomeadamente na Assembleia da República, é esta. A da mediocridade. Com esta gente, não admira que as novas leis sejam o que são. Condiz...
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