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23 abril 2015

Os livros

Os Livros

Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.

Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.


José Jorge Letria, “Pela casa fora”, 1997

08 setembro 2009

Do baú

Passei mais uns dias em Coimbra mergulhada em livros antigos, pó, bolor e mofo. Num dos livros que me calhou em partilhas vinham estes dois marcadores de livros, já idosos, e que eu achei maravilhosos. Também trouxe o cheiro a mofo que me faz passar os dias a mudar livros de um lado para o outro de acordo com o sol.

07 dezembro 2008

Covilhã 1927 - Lisboa 2008

Era ainda nova quando li "Os nós e os laços". Foi um livro que me marcou tanto que comecei a comprar quase todos os livros de Alçada Baptista que iam sendo publicados. A escrita deste grande homem sempre me encantou.
Dos livros de Alçada Bptista, o que mais me marcou foi "O Riso de Deus".


Ajudou-me a ver:

- que é possível "fazer um acordo honrado entre aquilo que sou e o que queria ser."

- que "passei a maior parte da minha vida a limpar o meu próprio terreno de construções clandestinas, de obras feitas sem licença - sem minha licença."

- que entre mim e o meu Pai "quase tudo tinha ficado por dizer: se calhar porque a cultura da paternidade é uma coisa construída do outro lado do mundo dos nossos afectos: é isso que separa os pais dos filhos e os deixa morrer sem se terem conhecido, com o amor engasgado na garganta da vida."

- que "quando já somos fortes, podemos dar-nos ao luxo de ser fracos."

- que, "por mais estranho que pareça, homens livres, para quem a liberdade é efectivamente um valor, são os que estão presos por causa da liberdade dos outros."

- que "a gente vai aprendendo, aprendendo, e, quando está a saber quase tudo, morre..."

"Eu estou conformado com a minha morte mas tenho pena de muitas coisas que aprendi e que, nesse dia, se vão escoar pelas frinchas do meu caixão." Esse dia foi hoje.

Obrigada, Alçada Baptista, por todos os ensinamentos. Eles ficaram comigo. Não se vão escoar pelas frinchas do seu caixão.
Obrigada, Alçada Baptista, pelos momentos felizes que os seus livros me proporcionaram.
Obrigada, Alçada Baptista, por ter sido quem foi e por me ter deixado tanta coisa boa para (re)ler.

14 novembro 2007

Os grão-capitães

Há pouco tempo um amigo ofereceu-me o livro de contos "Os grão-capitães" de Jorge de Sena. Estou a lê-lo. Um dia destes li o parágrafo da página 55, que transcrevo.

"De modo que os doentes, quando os havia, baixavam ao hospital (que, em Penafiel, era o hospital civil da Misericórdia, único da cidade), oficialmente por três dias, recebiam alta, voltavam em braços para o quartel por não haver transporte providenciado para eles, e aí continuavam, extra-oficialmente, a frequentarem as aulas e a participarem das formaturas, respondendo, às vezes, às chamadas pela boca de outros que os representavam."

Voltei a ler. Não há dúvidas. O erro está lá. Em duplicado. Erro tanto mais grave quanto se trata de Jorge de Sena. Se fosse um livro de alguém ligado ao futebol ou à televisão (que agora todos publicam livros), continuava a ser erro mas não tinha, para mim, o mesmo peso.
Gralha? Não. Gralha não aparece duas vezes seguidas. Fui ver a edição. Sexta. Quantos portugueses já leram este livro? Ninguém até hoje chamou a atenção para estes erros? Jorge de Sena não conhece a conjugação perifrástica?
É. no mínimo, muito estranho.

11 julho 2007

Cá estão eles!

Fui desafiada pela ka e não posso deixar de responder ao desafio.
O tempo por aqui tem escasseado pelo que escolhi 5 dos livros de que mais gostei e que me vieram à ideia. Haveria muitos mais mas estes vale mesmo a pena serem lidos.
A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón (Dom Quixote). Estou a acabar de o ler e tem-me acompanhado todos os dias no metro. Muito a meu gosto.


O Riso de Deus
de Alçada Baptista (Presença). Um dos livros mais manuseados por mim. Com montes de sublinhados e post-its. Delicioso.


O Principezinho
de Antoine de Saint Exupéry (Editorial Aster). Já com a capa amarelecida do tempo e das muitas vezes que foi aberto e fechado. O livro dos livros com lições para todas as idades. Divino.

As velas ardem até ao fim de Sándor Márai (Dom Quixote). Um livro que li há pouco tempo e de gostei imenso.

O Livro das Ilusões
de Paul Auster (Edições ASA). Nunca tinha lido nada deste escritor e comecei por um de que gostei imenso.
E aqui ficam as próximas vítimas:

23 abril 2007

Dia mundial do livro



No dia mundial do livro deixo aqui o livro que mais folheei, sublinhei, reli... em que mais post-its coloquei. Foi o livro que mais me marcou e com o qual aprendi muito. De leitura muito fácil, tem passagens de uma profundidade extrema.

Homenageio os livros e o Alçada Baptista.

07 fevereiro 2007

Sr. Scrooge

"...
- Feliz Natal, Bob - exclamou Scrooge. - Vou aumentar-lhe o ordenado e procurarei ajudar a sua família. Discutiremos os seus problemas, hoje à tarde, perante uma taça fumegante de ponche.
Scrooge cumpriu a sua palavra. Fez tudo isso e muito mais. Foi um segundo pai para o Tinzinho, que não morreu. Tornou-se tão bom amigo, tão bom patrão e tão bom homem como aquela velha cidade jamais conhecera, ou qualquer outra velha cidade, vila ou aldeia do Velho Mundo. E dizia-se que ninguém melhor do que ele observava as tradições de Natal. Que o mesmo se possa dizer, com razão, de nós. Que Deus nos abençoe a todos, como dizia o Tinzinho."

Excerto do final de "O Natal do Sr. Scrooge" de Charles Dickens

Charles Dickens nasceu faz hoje 195 anos.
Entre outras obras deixou-nos os cássicos como "David Copperfield" e "Oliver Twist".

Ver mais em http://www.victorianweb.org/authors/dickens/dickensov.html

28 janeiro 2007

À sombra de árvores com história...

... é o título de um livro reeditado pela Gradiva sobre as árvores do Porto que inspiraram poetas.
Todos temos as nossas árvores com história. Aqui estão duas das minhas.
Foz do Douro, 2005

Velhas árvores

Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...

O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:

Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Olavo Bilac

14 dezembro 2006

Para Natércia Freire





Malangatana

em "O Livro de Natércia"

11 novembro 2006

O Principezinho

"...
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se recordar.
- Os homens esqueceram esta verdade. Mas tu não deves esquecê-la. Ficas para sempre responsável por aquele que cativaste. És responsável pela tua rosa.
- Sou responsável pela minha rosa, repetiu o principezinho, a fim de se recordar.
..."

Antoine de Saint Exupery e Consuelo, Um Amor Lendário

Todos temos os nossos pequenos rituais. O meu é oferecer a todos os bébés que nascem, na família ou na roda de amigos, o começo da sua biblioteca - O Principezinho. As coisas costumeiras dão os outros. Para mim é o livro dos livros com o qual aprendemos, a cada leitura, mais um pouco. Acompanha-nos da infância à velhice.

Na comemoração dos 60 anos da primeira edição de O Principezinho, foi lançado o livro

Antoine de Saint Exupery e Consuelo, Um Amor Lendário
Autor - Alain Vircondelet
Arquivos de José Martinez Fructuoso
Tradução de Manuel Ruas
Edotora - Teorema