A passear num jardim, olhei para cima e não pude deivar de agarrar o momento. Os arbustos (as trepadeiras...) morreram mas continuam agarrados à vida. Lembrei-me de ti, António, que continuas ligado a todos nós.
O teu livro foi lançado no dia em que tu querias que o fosse. O salão nobre da câmara municipal de Matosinhos estava cheio. O António Carlos substitui-te na mesa. Todos os que falaram tiveram as mais elogiosas palavras para ti. Mas a homenagem ficou muito aquém do que tu merecias.
Na sexta-feira fizemos o jantar e eu partilhei com todos a "Quinquagésima" que tu me ofereceste em 1998. Está a ser muito difícil fazer este luto.
Um beijo meu e olha por nós
"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
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20 setembro 2011
12 setembro 2011
Homenagem a António Magalhães Pinto
A poucas horas de nos deixares, António Magalhães Pinto, falaste-nos com entusiasmo do lançamento do teu novo livro e deixaste-nos a tua vontade de nos teres contigo na próxima quarta-feira, dia 14 de Setembro.

Biografia enriquecida com:
- Cronologia de todos os acontecimentos relevantes da sua vida pessoal e política, desde 23/10/1835 (nascimento do avô paterno) até 2/3/1975 (dia da sua sepultura);
- Índice alfabético de todas as entidades e pessoas citadas na biografia - mais de 400.
APRESENTAÇÃO DO LIVRO NO DIA 14 DE SETEMBRO PRÓXIMO, PELAS 22,00 HORAS, NO SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS, FEITA PELO EXMO. SNR. DR. ANTÓNIO LOBO XAVIER.
SESSÃO PÚBLICA"
Conta comigo.
Até quarta. Beijo
Tu não estarás mas a Sílvia decidiu manter a sessão do lançamento do livro.
Eu lá estarei. Não contigo mas por ti. Porque tu queres que eu esteja, porque tu esperas que eu esteja, porque tu mereces que eu esteja, porque eu te considero muito e porque a nossa amizade não me permitiria estar ausente.
Pela primeira vez não me ofereceste o livro antecipadamente e com uma dedicatória a transbordar de amizade e estima. Mas eu vou ler o livro para depois te dar a minha opinião sincera da obra. E tu sabes que te digo sempre aquilo que penso.
No dia 4 deixaste-nos na tua página do facebook:
"CENTENÁRIO DO ENGº. FERNANDO PINTO DE OLIVEIRA
Vereador da Câmara de 1955 a 1957 e seu Presidente de 1958 a 1970.
Biografado em "FERNANDO PINTO DE OLIVEIRA - um homem além do seu tempo"
Vereador da Câmara de 1955 a 1957 e seu Presidente de 1958 a 1970.
Biografado em "FERNANDO PINTO DE OLIVEIRA - um homem além do seu tempo"

Biografia enriquecida com:
- Cronologia de todos os acontecimentos relevantes da sua vida pessoal e política, desde 23/10/1835 (nascimento do avô paterno) até 2/3/1975 (dia da sua sepultura);
- Índice alfabético de todas as entidades e pessoas citadas na biografia - mais de 400.
APRESENTAÇÃO DO LIVRO NO DIA 14 DE SETEMBRO PRÓXIMO, PELAS 22,00 HORAS, NO SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS, FEITA PELO EXMO. SNR. DR. ANTÓNIO LOBO XAVIER.
SESSÃO PÚBLICA"
Conta comigo.
Até quarta. Beijo
06 setembro 2011
Fica o vazio e uma imensa saudade
VIDA
Um dia acaba...
Outro dia virá...
Um após outro,
compondo a sinfonia dos meses...
..dos anos...
..dos séculos...
Árvores nuas vestir-se-ão,
para se despirem de novo,
e de novo se vestirem...
Num ritmo anunciado...
...quais mulheres de rua
em serão atarefado...
E, por mais que o Homem tente
acabar com o previsto,
surgirão flores
em todas as Primaveras...
E por mais que o Homem se esforce
para cobrir de neve
esta esfera mal redonda
que vai por aí fora,
sem parança,
tantas vezes mal tratada,
o sol brilhará
em cada manhã
de cada novo dia...
..em cada nova hora...
E por mais que o Homem perca
os traços de humanidade
que outrora foram impressos
na sua alma endurecida,
escurecida,
enfurecida,
haverá sempre uma réstea,
um ténue traço,
meio apagado embora,
daquilo que em tempos foi...
E por mais que o Homem se esqueça
de todos os meninos
que estão a morrer
nos mil Timores por aí,
existirá sempre
um novo vagido,
um novo sorriso,
uma nova voz,
para pronunciar
a mais doce das palavras...
"Mãe...
Mãe... Mãe...
Mãe... Terra...
Mãe minha...
Mãe nossa...
Mãe de guerra...
Que no choro dos teus rios,
No grito dos teus ventos,
Perdoas os desvarios
que vivem nos meus intentos...
E enquanto o eco dessa voz
ressoar na imensidão,
confiemos em nós...
Nem tudo estará perdido...
Nem tudo será em vão ...
Ainda fará sentido
a dádiva estremecida
que julgávamos perdida...
A Vida...
António Magalhães Pinto
Não podias ir embora sem te despedires. Não se deixam assim os amigos com um nó no coração embrulhados em saudade. Por que foste?
Tu sabias que nós precisávamos de ti no clube e nos nossos corações e sabias que as lágrimas não matam a tua falta. Por que foste?
Ainda ontem por esta hora estávamos em reunião de trabalho. Tu deixaste imensas dicas. No final falaste com tanto entusiasmo do livro que ias lançar no dia 14. Por que foste?
Hoje vi-te tão branco, tão sem sorriso, tão sem vida. Por que foste?
"Outro dia virá" mas já sem ti. "As ávores nuas vestir-se-ão" mas tu não as poderás ver. "Surgirão flores em todas as primaveras" mas tu não sentirás o seu perfume. "O sol brilhará em cada manhã" mas não te aquecerá.
"Nem tudo estará perdido" porque a tua lembrança fica sempre connosco. "Nem tudo será em vão" porque a tua marca fica em cada um dos que tiveram a sorte de se cruzarem contigo. "A vida" é muito cruel. Muito injusta.
Quem vai publicar os teus poemas?
Um beijo António Magalhães Pinto. Até sempre.
Um dia acaba...
Outro dia virá...
Um após outro,
compondo a sinfonia dos meses...
..dos anos...
..dos séculos...
Árvores nuas vestir-se-ão,
para se despirem de novo,
e de novo se vestirem...
Num ritmo anunciado...
...quais mulheres de rua
em serão atarefado...
E, por mais que o Homem tente
acabar com o previsto,
surgirão flores
em todas as Primaveras...
E por mais que o Homem se esforce
para cobrir de neve
esta esfera mal redonda
que vai por aí fora,
sem parança,
tantas vezes mal tratada,
o sol brilhará
em cada manhã
de cada novo dia...
..em cada nova hora...
E por mais que o Homem perca
os traços de humanidade
que outrora foram impressos
na sua alma endurecida,
escurecida,
enfurecida,
haverá sempre uma réstea,
um ténue traço,
meio apagado embora,
daquilo que em tempos foi...
E por mais que o Homem se esqueça
de todos os meninos
que estão a morrer
nos mil Timores por aí,
existirá sempre
um novo vagido,
um novo sorriso,
uma nova voz,
para pronunciar
a mais doce das palavras...
"Mãe...
Mãe... Mãe...
Mãe... Terra...
Mãe minha...
Mãe nossa...
Mãe de guerra...
Que no choro dos teus rios,
No grito dos teus ventos,
Perdoas os desvarios
que vivem nos meus intentos...
E enquanto o eco dessa voz
ressoar na imensidão,
confiemos em nós...
Nem tudo estará perdido...
Nem tudo será em vão ...
Ainda fará sentido
a dádiva estremecida
que julgávamos perdida...
A Vida...
António Magalhães Pinto
Não podias ir embora sem te despedires. Não se deixam assim os amigos com um nó no coração embrulhados em saudade. Por que foste?
Tu sabias que nós precisávamos de ti no clube e nos nossos corações e sabias que as lágrimas não matam a tua falta. Por que foste?
Ainda ontem por esta hora estávamos em reunião de trabalho. Tu deixaste imensas dicas. No final falaste com tanto entusiasmo do livro que ias lançar no dia 14. Por que foste?
Hoje vi-te tão branco, tão sem sorriso, tão sem vida. Por que foste?
"Outro dia virá" mas já sem ti. "As ávores nuas vestir-se-ão" mas tu não as poderás ver. "Surgirão flores em todas as primaveras" mas tu não sentirás o seu perfume. "O sol brilhará em cada manhã" mas não te aquecerá.
"Nem tudo estará perdido" porque a tua lembrança fica sempre connosco. "Nem tudo será em vão" porque a tua marca fica em cada um dos que tiveram a sorte de se cruzarem contigo. "A vida" é muito cruel. Muito injusta.
Quem vai publicar os teus poemas?
Um beijo António Magalhães Pinto. Até sempre.
30 novembro 2006
A poesia dos sonhos
O Sonho
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Sonha...
Agarra um sonho
Como quem pega uma criança...
E faz dele realidade...
Uma esperança...
Uma cidade
Perdida
No sítio onde os sonhos
Se tornam de verdade...
Prende-o no peito
Com alfinete de marfim...
Com jeito...
Assim...
Uma prenda bem guardada,
Querida...
Amorosa...
E enquanto todos correm
À procura de nada,
Faz do teu sonho
A razão da tua Vida...
A tua lenda encantada...
Magalhães Pinto
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Sonha...
Agarra um sonho
Como quem pega uma criança...
E faz dele realidade...
Uma esperança...
Uma cidade
Perdida
No sítio onde os sonhos
Se tornam de verdade...
Prende-o no peito
Com alfinete de marfim...
Com jeito...
Assim...
Uma prenda bem guardada,
Querida...
Amorosa...
E enquanto todos correm
À procura de nada,
Faz do teu sonho
A razão da tua Vida...
A tua lenda encantada...
Magalhães Pinto
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