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18 outubro 2008

Nicolai Lugansky

Fui hoje a um concerto na Casa da Música. Ouvi o pianista russo Nicolai Lugansky com um programa predominantemente do Romantismo - Leos Janacek, Chopin e Liszt. Com apenas 36 anos, este jovem brindou-nos com um concerto memorável. Por três vezes voltou ao piano por "imposição" dos aplausos.
Lugansky venceu vários concursos internacionais, nomeadamente o Concurso Internacional Bach de Leipzig (1988), o Concurso Sergei Rachmaninov (1990) e o Concurso Internacional de Tchaikovsky (1994), sendo considerado um herdeiro da melhor escola russa de piano.

Aqui sim. Uma pessoa está confortavelmente instalada. As cadeiras da Casa da Música nada têm a ver com as de Serralves (Biblioteca e Auditório) nem com as da Câmara Municipal de Matosinhos.

E, na Casa da Música, a cultura (musical) está ao alcance da maioria das bolsas.

Mobiliário de Arquitectos

Sob esta cúpula fica o Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos. Ontem estive aqui na Sessão solene da abertura oficial das aulas da Universidade Sénior Florbela Espanca. Uma cerimónia bonita em que se homenageou o Professor Doutor Nuno Grande, pedra basilar da USFE, e se ouviu uma palestra imperdível do Professor Doutor Salvato Trigo.

Mas não há nada sem “senãos”. Neste caso foram as cadeiras. É impossível estar sentado mais de dez minutos nas cadeiras desta sala. De um desconforto atroz.

Estou inscrita numa comunidade de leitores na Fundação de Serralves. A mesma coisa. Vou desistir porque não aguento estar duas horas, a passar, nas cadeiras da Biblioteca. Inaceitável para uma Fundação que “vende” cultura a preço de ouro.

Por que é que os Arquitectos não se limitam aos imóveis? E mesmo assim, para alguns, já era demais…
A solução talvez fosse obrigar os arquitectos a viver nos imóveis e utilizar os móveis que fazem para os outros. Assim concluiriam, por si, que a beleza não chega. Aquilo que é para usufruir tem que ser cómodo e, nas duas situações referidas, as cadeiras são tudo menos cómodas.