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05 setembro 2014

Praças, pracinhas, pracetas

Percorrer ruas duma qualquer terra e encontrar, sem mais, uma praceta encanta-me. Esta surgiu-me em Oviedo e deixou-me maravilhada. As varandas cheias de flores, as arcadas aproveitadas para esplanada, as árvores podadas,... achei tudo lindo.


19 agosto 2012

16 janeiro 2008

Praça

Uma praça linda de uma terra linda, Oviedo. Cidade do País dos Filipes que nós corremos em 1640.
Para isto?!...
António Gedeão dedicou um poema divino ao segundo dos Filipes
Poema do fecho-éclair

Filipe II tinha um colar de oiro,
tinha um colar de oiro com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de oiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco,
e a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da Terra,
foi senhor do Mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safiras, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo,
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho-éclair.