Onde estais vós, homens!?...
… heróis temerários de outrora
bravos e ousados
só tementes a Deus?
- Terra mãe!...
… que fizeste desses meus irmãos?
Que nova raça é esta, a de agora?...
Quem gerou estes bastardos?...
… é que estes, filhos teus não são!...
Que nova raça é esta a que eu assisto
cada dia mais distinto e mais distante sem saber se ror, ou se chorar?...
Onde está tu, homem?
… que te não tenho visto?!...
Que ser tão pouco, tão reles e ultrajante
se perfila agora em seu lugar!...
Que raça de vilões … de fantoches… de vendidos
de machos falhados e débeis mentais!...
Que nojo me dá!...
Que repulsa mal contida…
Quem me dera sentir-me sem sentidos
para vos não ver…
Não suporto mais
ter de viver convosco mesma vida.
Que dor que eu sinto!...
… quando vejo esse bobo da corte
esse novo homem-fêmea que passa…
Que dor a minha!...
Que angústia!... que saudade…
… dos tempos áureos em que reinaram
os homens da antiga raça…
Arnaldo Silva