O Inhaqui já fazia parte da família há 16 anos. Era um dos elementos da família da minha filha Teresa. Era o meu "neto" mais velho. Hoje foi adormecido para sempre. Já estava cego e surdo e já não se segurava nas pernas. Foi internado na quinta-feira e o progóstico era o pior possível. Não era qualidade de vida para um amigo que foi sempre tratado como um príncipe. Fica a saudade de um cão amigo que, ainda por cima, era lindo. Muito lindo mesmo.
"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
Mostrar mensagens com a etiqueta Saudade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saudade. Mostrar todas as mensagens
25 novembro 2012
06 setembro 2011
Fica o vazio e uma imensa saudade
VIDA
Um dia acaba...
Outro dia virá...
Um após outro,
compondo a sinfonia dos meses...
..dos anos...
..dos séculos...
Árvores nuas vestir-se-ão,
para se despirem de novo,
e de novo se vestirem...
Num ritmo anunciado...
...quais mulheres de rua
em serão atarefado...
E, por mais que o Homem tente
acabar com o previsto,
surgirão flores
em todas as Primaveras...
E por mais que o Homem se esforce
para cobrir de neve
esta esfera mal redonda
que vai por aí fora,
sem parança,
tantas vezes mal tratada,
o sol brilhará
em cada manhã
de cada novo dia...
..em cada nova hora...
E por mais que o Homem perca
os traços de humanidade
que outrora foram impressos
na sua alma endurecida,
escurecida,
enfurecida,
haverá sempre uma réstea,
um ténue traço,
meio apagado embora,
daquilo que em tempos foi...
E por mais que o Homem se esqueça
de todos os meninos
que estão a morrer
nos mil Timores por aí,
existirá sempre
um novo vagido,
um novo sorriso,
uma nova voz,
para pronunciar
a mais doce das palavras...
"Mãe...
Mãe... Mãe...
Mãe... Terra...
Mãe minha...
Mãe nossa...
Mãe de guerra...
Que no choro dos teus rios,
No grito dos teus ventos,
Perdoas os desvarios
que vivem nos meus intentos...
E enquanto o eco dessa voz
ressoar na imensidão,
confiemos em nós...
Nem tudo estará perdido...
Nem tudo será em vão ...
Ainda fará sentido
a dádiva estremecida
que julgávamos perdida...
A Vida...
António Magalhães Pinto
Não podias ir embora sem te despedires. Não se deixam assim os amigos com um nó no coração embrulhados em saudade. Por que foste?
Tu sabias que nós precisávamos de ti no clube e nos nossos corações e sabias que as lágrimas não matam a tua falta. Por que foste?
Ainda ontem por esta hora estávamos em reunião de trabalho. Tu deixaste imensas dicas. No final falaste com tanto entusiasmo do livro que ias lançar no dia 14. Por que foste?
Hoje vi-te tão branco, tão sem sorriso, tão sem vida. Por que foste?
"Outro dia virá" mas já sem ti. "As ávores nuas vestir-se-ão" mas tu não as poderás ver. "Surgirão flores em todas as primaveras" mas tu não sentirás o seu perfume. "O sol brilhará em cada manhã" mas não te aquecerá.
"Nem tudo estará perdido" porque a tua lembrança fica sempre connosco. "Nem tudo será em vão" porque a tua marca fica em cada um dos que tiveram a sorte de se cruzarem contigo. "A vida" é muito cruel. Muito injusta.
Quem vai publicar os teus poemas?
Um beijo António Magalhães Pinto. Até sempre.
Um dia acaba...
Outro dia virá...
Um após outro,
compondo a sinfonia dos meses...
..dos anos...
..dos séculos...
Árvores nuas vestir-se-ão,
para se despirem de novo,
e de novo se vestirem...
Num ritmo anunciado...
...quais mulheres de rua
em serão atarefado...
E, por mais que o Homem tente
acabar com o previsto,
surgirão flores
em todas as Primaveras...
E por mais que o Homem se esforce
para cobrir de neve
esta esfera mal redonda
que vai por aí fora,
sem parança,
tantas vezes mal tratada,
o sol brilhará
em cada manhã
de cada novo dia...
..em cada nova hora...
E por mais que o Homem perca
os traços de humanidade
que outrora foram impressos
na sua alma endurecida,
escurecida,
enfurecida,
haverá sempre uma réstea,
um ténue traço,
meio apagado embora,
daquilo que em tempos foi...
E por mais que o Homem se esqueça
de todos os meninos
que estão a morrer
nos mil Timores por aí,
existirá sempre
um novo vagido,
um novo sorriso,
uma nova voz,
para pronunciar
a mais doce das palavras...
"Mãe...
Mãe... Mãe...
Mãe... Terra...
Mãe minha...
Mãe nossa...
Mãe de guerra...
Que no choro dos teus rios,
No grito dos teus ventos,
Perdoas os desvarios
que vivem nos meus intentos...
E enquanto o eco dessa voz
ressoar na imensidão,
confiemos em nós...
Nem tudo estará perdido...
Nem tudo será em vão ...
Ainda fará sentido
a dádiva estremecida
que julgávamos perdida...
A Vida...
António Magalhães Pinto
Não podias ir embora sem te despedires. Não se deixam assim os amigos com um nó no coração embrulhados em saudade. Por que foste?
Tu sabias que nós precisávamos de ti no clube e nos nossos corações e sabias que as lágrimas não matam a tua falta. Por que foste?
Ainda ontem por esta hora estávamos em reunião de trabalho. Tu deixaste imensas dicas. No final falaste com tanto entusiasmo do livro que ias lançar no dia 14. Por que foste?
Hoje vi-te tão branco, tão sem sorriso, tão sem vida. Por que foste?
"Outro dia virá" mas já sem ti. "As ávores nuas vestir-se-ão" mas tu não as poderás ver. "Surgirão flores em todas as primaveras" mas tu não sentirás o seu perfume. "O sol brilhará em cada manhã" mas não te aquecerá.
"Nem tudo estará perdido" porque a tua lembrança fica sempre connosco. "Nem tudo será em vão" porque a tua marca fica em cada um dos que tiveram a sorte de se cruzarem contigo. "A vida" é muito cruel. Muito injusta.
Quem vai publicar os teus poemas?
Um beijo António Magalhães Pinto. Até sempre.
21 outubro 2008
De luto
Jantámos todos juntos sexta-feira. O L. estava, como sempre, bem disposto. Despedi-me dele e da mulher pouco passava da meia noite.
No domingo de manhã o coração traiu-o junto ao portão da sua casa.
Demorei horas a acreditar que o L. já não brincava mais connosco. Já não jantava mais connosco.
Porquê ele? Vai fazer tanta falta a tanta gente. Vai deixar tanta saudade. A lembrança ficará para sempre.
No domingo de manhã o coração traiu-o junto ao portão da sua casa.
Demorei horas a acreditar que o L. já não brincava mais connosco. Já não jantava mais connosco.
Porquê ele? Vai fazer tanta falta a tanta gente. Vai deixar tanta saudade. A lembrança ficará para sempre.
Subscrever:
Mensagens (Atom)