Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
... porque o sonho é o que nos resta...
"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
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03 dezembro 2010
05 maio 2009
Amanhã
O Menino Grande
Também eu, também eu,
joguei às escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...
Depois cresci,
tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:
ficou-me,
dos tempos de menino
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.
Vida!,
não me venhas roubar o meu tesoiro:
não te importes que eu ria,
que eu salte como dantes.
E se eu riscar os muros
ou quebrar algum vidro
ralha, ralha comigo, mas de manso...
(Eu tinha um bibe azul...
Tinha berlindes,
tinha bolas, cavalos, papagaios...
A minha Mãe ralhava assim como quem beija...
E quantas vezes eu, só pra ouvi-la
ralhar, parti os vidros da janela
e desenhei bonecos na parede...)
Vida!, ralha também,
ralha, se eu te fizer maldades, mas de manso,
como se fosse ainda a minha Mãe...
(Sebastião da Gama)
Também eu, também eu,
joguei às escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...
Depois cresci,
tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:
ficou-me,
dos tempos de menino
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.
Vida!,
não me venhas roubar o meu tesoiro:
não te importes que eu ria,
que eu salte como dantes.
E se eu riscar os muros
ou quebrar algum vidro
ralha, ralha comigo, mas de manso...
(Eu tinha um bibe azul...
Tinha berlindes,
tinha bolas, cavalos, papagaios...
A minha Mãe ralhava assim como quem beija...
E quantas vezes eu, só pra ouvi-la
ralhar, parti os vidros da janela
e desenhei bonecos na parede...)
Vida!, ralha também,
ralha, se eu te fizer maldades, mas de manso,
como se fosse ainda a minha Mãe...
(Sebastião da Gama)
As meninas, que com dez anos entraram comigo para o Instituto de Odivelas e comigo viveram vinte e quatro horas por dia durante cinco anos, são hoje meninas grandes. Comigo brincaram, comigo estudaram, comigo sentiram a falta da casa, dos pais, dos irmãos.
A vida separou-nos mas em Dezembro reencontrámo-nos. Nem tudo se foi: ficou-nos,dos tempos de meninas, esta alegria ingénua perante as coisas novas e esta vontade de brincar. Ficou a amizade. Incólume.
Três delas vêm amanhã passar uns dias comigo. Vão abandonar o Sul para virem conhecer o meu Porto.
Vamos rir, saltar, riscar os muros ou quebrar algum vidro… Vamos (re)viver.
01 janeiro 2009
O Sonho
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Porque hoje, o primeiro dia de 2009, alguém me falou de sonhos
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Porque hoje, o primeiro dia de 2009, alguém me falou de sonhos
19 fevereiro 2008
O sonho
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
(Com este Governo, só mesmo pelo sonho é que vamos)
Chegamos? Não chegamos?
(Com este Governo chegamos onde o grande chefe quer. Não chegamos a bom porto)
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
(Com este Governo não há mesmo frutos mas, para já, ainda há o sonho)
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
(Com este Governo resta-nos a conformação naquilo que temos e a certeza de que nada teremos)
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
(Com este Governo nada desconhecemos; já era bom se o ordenado chegasse para o dia a dia)
O poema é do Sebastião da Gama. Os comentários são de uma cidadã desiludida, descrente, desanimada, revoltada, farta destes governantes, destes políticos e destas políticas.
E a Espanha aqui tão perto...
comovidos e mudos.
(Com este Governo, só mesmo pelo sonho é que vamos)
Chegamos? Não chegamos?
(Com este Governo chegamos onde o grande chefe quer. Não chegamos a bom porto)
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
(Com este Governo não há mesmo frutos mas, para já, ainda há o sonho)
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
(Com este Governo resta-nos a conformação naquilo que temos e a certeza de que nada teremos)
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
(Com este Governo nada desconhecemos; já era bom se o ordenado chegasse para o dia a dia)
O poema é do Sebastião da Gama. Os comentários são de uma cidadã desiludida, descrente, desanimada, revoltada, farta destes governantes, destes políticos e destas políticas.
E a Espanha aqui tão perto...
30 novembro 2006
A poesia dos sonhos
O Sonho
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Sonha...
Agarra um sonho
Como quem pega uma criança...
E faz dele realidade...
Uma esperança...
Uma cidade
Perdida
No sítio onde os sonhos
Se tornam de verdade...
Prende-o no peito
Com alfinete de marfim...
Com jeito...
Assim...
Uma prenda bem guardada,
Querida...
Amorosa...
E enquanto todos correm
À procura de nada,
Faz do teu sonho
A razão da tua Vida...
A tua lenda encantada...
Magalhães Pinto
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Sonha...
Agarra um sonho
Como quem pega uma criança...
E faz dele realidade...
Uma esperança...
Uma cidade
Perdida
No sítio onde os sonhos
Se tornam de verdade...
Prende-o no peito
Com alfinete de marfim...
Com jeito...
Assim...
Uma prenda bem guardada,
Querida...
Amorosa...
E enquanto todos correm
À procura de nada,
Faz do teu sonho
A razão da tua Vida...
A tua lenda encantada...
Magalhães Pinto
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