Se o meu pai fosse vivo, os meus pais fariam hoje 69 anos de casados.
"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens
25 abril 2015
25 abril 2013
25 de Abril
Se o meu Pai fosse vivo, os meus Pais fariam hoje 67 anos de casados.
(fotografia tirada no dia do meu baptizado)
25 abril 2009
25 de Abril

O 25 de Abril, para mim, é o dia do aniversário de casamento dos meus pais que já não comemoro porque o meu pai, infelizmente, já morreu.
Vejo hoje muita comemoração e muita festa pelo outro 25 de Abril. Falam nos valores de Abril. Mas quais são os valores de Abril? Os que eu vejo hoje? Então perdeu-se uma oportunidade única.
Já era uma mulher casada, mãe de duas filhas e grávida da terceira quando se deu o 25 de Abril. Trabalhava e vivia em Lisboa nessa altura. Falo, portanto com o conhecimento de quem viveu, enquanto adulta, antes do 25 de Abril, esse dia e os que se lhe seguiram. Esse dia foi vivido com alegria e muita expectativa. Mas essa alegria depressa começou a esmorecer. Os tempos após o 25 de Abril não foram fáceis. Nada fáceis mesmo.
É pena que quando se fala de Abril a quem não o viveu, não se lhes conte tudo. Não se lhes fale de todas as injustiças e arbitrariedades que se cometeram. Não se lhes explique todas estas datas. Não se lhes explique que a “pesada herança” deixada por Salazar foi desbaratada sem que com ela se tivesse feito algo de bom por Portugal. Não se lhes explique que foram fabricados heróis que, a meu ver, nunca o foram. Não se lhes explique o que foi e para que serviu o COPCON liderado por Otelo Saraiva de Carvalho. Não se lhes explique como foi feita a descolonização. Não se lhes mostre o que a televisão mostrou da “guerra” do 11 de Março. E tantos, tantos acontecimentos que os portugueses pretendem esconder da História. Mas a História não se apaga.
Portugal tem maltratado os que, estiveram no Ultramar a lutar pela Pátria cumprindo ordens dos seus superiores. Não discuto a justeza dessas ordens. Mas as ordens eram para cumprir. E aos que as cumpriram, os portugueses nunca agradeceram. Houve os que fugiram do país. Alguns para passarem maus momentos, outros para exílios dourados. Muitos entenderam não fugir do seu país e das suas obrigações enquanto cidadãos portugueses.
Não foi este Portugal que eu aspirei no dia 25 de Abril de 2005 mas foi este o Portugal que eu previ nos tempos que se lhes seguiram. A educação, a justiça, a política,… que hoje temos não são, de forma nenhuma, motivos de comemoração.
Salazar existiu. Nada o apaga da nossa História. E também teve momentos altos na sua carreira. Temos que olhar, com independência, para toda a História do nosso país. Por que ter medo de um museu dedicado a Salazar ou da inauguração de uma renovada praça na sua terra? A Salazar, eu tenho que agradecer o facto de não ter enriquecido à custa dos portugueses nem ter deixado que os seus políticos o fizessem. Isso não posso dizer da grande maioria dos políticos de hoje.
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

