Um bonito poema de António Feijó (Ponte de Lima, 1 de Junho de 1859 - Estocolmo, 20 de Junho de 1917) numa linda fonte situada em frente aos paços do Concelho da maravilhosa Ponte de Lima.
"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
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07 agosto 2014
03 julho 2007
Paços do Concelho
O edifício dos Paços do Concelho,
Pela montenha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.
Da minha Amada, no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.
- "Amor! Amor! Mais devagar!
Não corras tanto assim que, tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!"
Súbito, o Amor e o Tempo combinados
Abrem asas trémulas ao vento...
- "Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?" - nesse momento.
Volta-se o Amor e diz com azedume:
- "Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!"
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