"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
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19 maio 2015
02 maio 2015
Forte de Santiago da Barra
"Traçado por Filippo Terzi, o Forte de Santiago é uma
edificação de planta poligonal constituída por muralhas de perfil trapezoidal,
reforçadas por baluartes triangulares nos vértices voltados a terra, havendo
com guaritas de planta circular nos cunhais. A entrada na fortaleza é feita por
ponte larga sobre o fosso que a circunda, conduzindo a um portal de arco de
volta perfeita ladeado por pilastras, encimado pelo brasão de D. João de Sousa,
governador do forte em 1700, e rematado na cornija pelo escudo de Portugal. No
interior do forte, ao qual se tem acesso por um corredor abobadado, pode ver-se
ao fundo o edifício principal, de planta rectangular de três registos com
alçado ritmado por três portais, sendo o principal enquadrado por arco de volta
perfeita rematado com cartela e ladeado por colunas encimadas por balaústres em
meio relevo, rematado pelo escudo real. Os portais laterais são de moldura em
arco de volta perfeita sem decoração. Ao longo de toda a fachada foram abertas
janelas em ambos os registos. O edifício possui ainda janelas de mansarda. A
norte situa-se a Capela da Santiago, de planta longitudinal, com capela-mor
rectangular e frontispício terminado em empena, com sineira à direita.
Fronteiro a esta situa-se o paiol, edifício de planta quadrangular de um
registo, com portal de volta perfeita encimado pelo escudo de Portugal e
rematado em empena triangular. Integrada na zona sudoeste da fortaleza, situada
num terraço que se forma no segundo registo, ergue-se a Torre da Roqueta, com
entrada pelo adarve, através de rampa. Flanqueada exteriormente com quatro
pequenas torres e rodeada por um pequeno fosso, a Roqueta possui corpo
rectangular com dois registos, um terraço com adarves e as armas do rei D.
Manuel esculpidas na fachada."
01 maio 2015
Biblioteca de Viana do Castelo
Numa terra com casario tão lindo e tão antigo como Viana do Castelo, há dois edifícios recentes. Um deles é a Biblioteca que, apesar de nada ter a ver com o resto do burgo, está bem integrado na paisagem.
A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo foi desenhada por Álvaro Siza Vieira e está localizada no extremo nascente da Praça da Liberdade, na zona ribeirinha de Viana do Castelo, em plena marginal.
O novo edifício começou a ser construído em Janeiro de 2004 e foi inaugurado em 20 de Janeiro de 2008, no âmbito das comemorações dos 750 anos de outorga do Foral a Viana.
O espólio é constituído por cerca de cem mil livros e documentos do Município de Viana do Castelo, e dividido em três fundos: o de livros de consulta livre, o de periódicos e o de colecções mais antigas, este de acesso mais limitado.
A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo foi desenhada por Álvaro Siza Vieira e está localizada no extremo nascente da Praça da Liberdade, na zona ribeirinha de Viana do Castelo, em plena marginal.
O novo edifício começou a ser construído em Janeiro de 2004 e foi inaugurado em 20 de Janeiro de 2008, no âmbito das comemorações dos 750 anos de outorga do Foral a Viana.
O espólio é constituído por cerca de cem mil livros e documentos do Município de Viana do Castelo, e dividido em três fundos: o de livros de consulta livre, o de periódicos e o de colecções mais antigas, este de acesso mais limitado.
Altiva
O céu estava muito nublado, como tem estado estes dias, e a gaivota altiva está atenta parecendo esperar ver as reacções das pessoas quando a chuva começar a cair...
26 abril 2015
Monumento ao 25 de Abril
"O Monumento ao 25 de Abril, erguido na Praça da Liberdade, em Viana do Castelo, foi inaugurado na noite de 24 para 25 de Abril de 1999, altura do 25º aniversário da “Revolução dos Cravos”. É da autoria do escultor José Rodrigues, mede 16 metros de altura e 7,5 de largura. Feito em chapa de aço, coberta por uma camada exterior ferruginosa que o protege da corrosão. Inicialmente, do alto do monumento pendia uma corrente em aço que estava cortada na base. Mais tarde, por volta de 2006, como aquela zona é muito ventosa e a corrente oscilava cerca de dois metros para cada lado, por uma questão de segurança houve a necessidade de a cortar, ficando apenas duas argolas e meia penduradas no topo do monumento, enquanto que as restantes “repousam” no chão."
24 abril 2015
23 abril 2015
Teatro Sá de Miranda
O Teatro Sá de Miranda foi inaugurado no dia 29 de Abril de 1885. A sua construção deveu-se ao esforço de um grupo de personalidades vianenses que constituiu, em 1879, a Companhia Fomentadora Vianense com o objectivo de construir um edifício civilizador.
É um Teatro à italiana projectado por José Geraldo da Silva Sardinha com a plateia em forma de ferradura e três ordens de camarotes, com capacidade de 400 lugares.O Pano de Boca foi desenhado por Luigi Manini e pintado por Hercole Labertini, cenógrafos do Teatro S. Carlos e o tecto, uma imagem do céu em trompe l´oeil, com retratos de dramaturgos, foi pintado por João Baptista do Rio.
Este Teatro, verdadeiro ex-líbris da cultura vianense e alto-minhota, tem acolhido os mais importantes espectáculos de Música, Teatro, Ópera, Dança e Cinema da região.
A Câmara Municipal adquiriu o edifício em 1985, numa altura em que a sua degradação se acentuava. Desde então tem promovido obras de beneficiação, primeiro, em 1993, dando segurança e comodidade ao público e, numa segunda fase, dotando a caixa de palco dos mais modernos equipamentos cénicos, que permitem pôr em cena os mais exigentes espectáculos.
O Teatro Municipal Sá de Miranda entra assim no ano 2000 renovando e alargando o seu papel fundamental na vida cultural vianense.
(http://www.cm-viana-castelo.pt/pt/teatro-municipal-sa-de-miranda)
22 abril 2015
Manel e Maria
Sempre a dançar!
Em cima, O Manel e a Maria vistos da Avenida dos Combatentes e, em baixo, o Manel e a Maria vistos da Estação de Caminhos de Ferro e tendo ao fundo o monumento à liberdade junto ao rio.
Em cima, O Manel e a Maria vistos da Avenida dos Combatentes e, em baixo, o Manel e a Maria vistos da Estação de Caminhos de Ferro e tendo ao fundo o monumento à liberdade junto ao rio.
21 abril 2015
19 abril 2015
A cozinha
"Tendo findado a sua actividade em 1984, o Navio Hospital Gil Eanes, andou de cais em cais do porto de Lisboa até ser vendido a um sucateiro para abate em 1997, quando já estava profundamente degradado e pilhado de muito do equipamento que o apetrechava.
Perante este inglorioso destino do emblemático navio hospital, a comunidade vianense foi mobilizada, pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, para o trazer à cidade onde nascera, resgatando-o à sucata para ser exposto no porto de mar de Viana do Castelo como memória viva do passado marítimo da cidade e do país.Em 1998 recebe profundas obras de reabilitação nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, com o apoio de várias instituições, empresas e cidadãos, e passando a ser propriedade da Fundação Gil Eannes, fica nesse ano, em exposição pública na doca comercial de Viana do Castelo. Os visitantes podem desde então "navegar" pela ponte de comando, cozinha, padaria, casa das máquinas, consultório médico, sala de tratamentos, gabinete de radiologia, diversos camarotes e salas de exposições temporárias.
Outros sectores foram, entretanto, reabilitados para visita: Sala de Reuniões localizada na antiga sala de jantar dos oficiais, Loja de Recordações, Bar/esplanada e Pousada da Juventude com 60 camas, localizada nas antigas enfermarias e camarotes."
18 abril 2015
Navio Hospital Gil Eanes
Depois de visitar o Museu Marítimo de Ílhavo, de que gostei imenso, tinha mesmo que visitar o Navio Hospital Gil Eanes.
Chamava-se Lahneck e pertencia à companhia alemã "Deutsche Dampfschiffarts GeselIschaft Hansa". Tinha a capacidade para 2000 toneladas de carga e para navegar a 10 a 11 nós, media 84.79 m de comprimento e dispunha de um potente motor de 2000 hp. Foi um dos navios alemães requisitados pelo Governo em 23 de Fevereiro, em consequência do que a Alemanha nos declarou guerra a 9 de Março. Dias depois, era rebaptizado. Foi-lhe posto o nome dum daqueles homens que revolucionaram a história e que só sabemos que era algarvio e se chamava Gil Eanes. Mas foi ele que, numa simples barca, ousou desafiar os medos medievais e passar além do Bojador. E, do lugar aonde "passou além da dor" como diz o Poeta, apareceu ao Infante, não com uma espada sangrando nem com um grupo de cativos, mas com um ramo de flores, que os portugueses dedicaram à Padroeira de África e se ficaram chamando "rosas de Santa Maria". Foi "Gil Eannes" que este alemão aportuguesado se passou agora a chamar.
Serviu inicialmente para transporte de tropas para a Guerra que o fez português; foi depois fretado para os Transportes Marítimos, tendo servido na carreira dos Açores.
Mas a situação dos nossos pescadores era aflitiva. As doenças e mortes pairavam como mal permanente. Os portugueses eram até, por isso, alvo das maiores atenções por parte da população de St John's e dos pescadores esquimós que nutriam pelos nossos compatriotas uma grande solidariedade, em grande parte por compaixão. Ao mesmo tempo, o regime apoiava os armadores no sentido de incrementar a pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova e já também da Gronelândia, a fim de nos tomar pelo menos auto-suficientes num produto de intensa procura no espectro do consumo nacional. Foi então que o Gil Eannes, integrado na Marinha de Guerra, passou a dar apoio regular aos nossos pescadores do bacalhau, até 1941. Foi, depois disso, desarmado, em 1942, data em que foi entregue à Sociedade Nacional de Armadores do Bacalhau, a cujo serviço efectuou 27 viagens, 14 das quais de comércio e assistência. Quando a prestava, fornecia à nossa frota bacalhoeira água, óleo, carvão, isco, sal e alimentos. Possuía a bordo um serviço médico, transportava correio e expedia e recebia telegramas.
Chamava-se Lahneck e pertencia à companhia alemã "Deutsche Dampfschiffarts GeselIschaft Hansa". Tinha a capacidade para 2000 toneladas de carga e para navegar a 10 a 11 nós, media 84.79 m de comprimento e dispunha de um potente motor de 2000 hp. Foi um dos navios alemães requisitados pelo Governo em 23 de Fevereiro, em consequência do que a Alemanha nos declarou guerra a 9 de Março. Dias depois, era rebaptizado. Foi-lhe posto o nome dum daqueles homens que revolucionaram a história e que só sabemos que era algarvio e se chamava Gil Eanes. Mas foi ele que, numa simples barca, ousou desafiar os medos medievais e passar além do Bojador. E, do lugar aonde "passou além da dor" como diz o Poeta, apareceu ao Infante, não com uma espada sangrando nem com um grupo de cativos, mas com um ramo de flores, que os portugueses dedicaram à Padroeira de África e se ficaram chamando "rosas de Santa Maria". Foi "Gil Eannes" que este alemão aportuguesado se passou agora a chamar.
Serviu inicialmente para transporte de tropas para a Guerra que o fez português; foi depois fretado para os Transportes Marítimos, tendo servido na carreira dos Açores.
Decidiram mais tarde adaptá-lo a navio de assistência à pesca nos bancos da Terra Nova. Na Holanda recebeu as modificações necessárias, e a 16 de Maio de 1927 partia, enfim, para a Terra Nova, donde regressava a Lisboa em 14 de Novembro.
Estávamos, porém, já sob novo regime: o da Revolução do 28 de Maio, donde sairia o Estado Novo. Ora, não obstante a situação de infra-humanidade em que viviam e trabalhavam os nossos pescadores nos bancos da Terra Nova, as prioridades eram outras. E o Gil Eannes foi empregue no transporte de presos. Só em 1937 voltava a partir para a Terra Nova.Mas a situação dos nossos pescadores era aflitiva. As doenças e mortes pairavam como mal permanente. Os portugueses eram até, por isso, alvo das maiores atenções por parte da população de St John's e dos pescadores esquimós que nutriam pelos nossos compatriotas uma grande solidariedade, em grande parte por compaixão. Ao mesmo tempo, o regime apoiava os armadores no sentido de incrementar a pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova e já também da Gronelândia, a fim de nos tomar pelo menos auto-suficientes num produto de intensa procura no espectro do consumo nacional. Foi então que o Gil Eannes, integrado na Marinha de Guerra, passou a dar apoio regular aos nossos pescadores do bacalhau, até 1941. Foi, depois disso, desarmado, em 1942, data em que foi entregue à Sociedade Nacional de Armadores do Bacalhau, a cujo serviço efectuou 27 viagens, 14 das quais de comércio e assistência. Quando a prestava, fornecia à nossa frota bacalhoeira água, óleo, carvão, isco, sal e alimentos. Possuía a bordo um serviço médico, transportava correio e expedia e recebia telegramas.
17 abril 2015
16 abril 2015
Praça da República
Nos Antigos Paços do Concelho lê-se que Viana é amor. Eu diria que Viana é mesmo um amor de beleza. Só esta Praça da República com o seu Chafariz (Séc. XVI), os Antigos Paços do Concelho (Séc. XVI), o Edifício da Misericórdia e Igreja (Séc. XVI), e tudo o resto, já vale uma ida a Viana do Castelo.
08 março 2015
07 março 2015
03 março 2015
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