Neste começo de ano, eu e tantos portugueses gostaríamos que os nossos governantes tivessem mais juízo. Mas Deus e os Seus Santos assim não o quiseram. As idiotices já começaram. Só falo de uma delas. Porque lhe achei piada. Não tenciono perder tempo com esta gente.
Maria de Lourdes Rodrigues não está preocupada com o sucesso educativo, nem com o logro que está a ser a implementação das Novas Oportunidades, nem com a enorme desmotivação que ela própria criou na classe docente, nem com a aberração que foi/é o acesso a professor titular, nem com a violência nas escolas, nem com as condições físicas das mesmas, nem com os diminutos conhecimentos com que os alunos terminam os seus estudos, nem com a estupidez que são os programas curriculares, nem com tanta e tanta coisa que vai muito mal na Educação. A preocupação desta senhora é com o nome das escolas.
Questionei-me. Será causa de tanta miséria na educação uma escola ter um nome de um santo? Causará traumas à comunidade em que se insere essa escola? Ou aos próprios alunos? Trará problemas para as contas públicas? E que fazer com a escola Padre Benjamim Salgado ou Padre Martins Capela? Não são santos mas são padres. Até podem vir a ser santos... E a Escola da Sé, como fica?
Apesar de tantas dúvidas, encontrei a justificação. Correia de Campos precisa dos santos todos para o novo hospital da capital que ele já anunciou com pompa e circunstância, como é da praxe. O Hospital de Todos os Santos.
Mas não temos com que nos preocupar. A Escola de S. Pedro será sempre a Escola de S. Pedro, a de S. Pedro da Cova será sempre a de S. Pedro da Cova e a de Santa Maria Maior será sempre a de Santa Maria Maior, apenas como exemplos.
Lembrei-me logo dos tempos do PREC em que a ponte Salazar foi renomeada como se Salazar deixasse de fazer parte da nossa história por isso e não tivesse sido no tempo dele que a dita ponte foi construída.
Valha-nos Santo António!