08 abril 2007

Páscoa

A Páscoa está a acabar.
Uns chegaram, outros partiram...
Eu fui a Campanhã buscar os que chegaram.




06 abril 2007

No país das cerejas

O texto que se segue, publicado num jornal diário em 15 de Junho de 2003, foi escrito por um Senhor de Portalegre a quem eu peço licença para divulgar dada a sua actualidade, pelo menos neste país.

"A cereja é um apreciado e bonito fruto que, para mim, sempre teve alguns senãos. Tem caroço, um tanto desproporcional relativamente ao tamanho da parte comestível, nem sempre é doce, às vezes está podre e muitas têm bicho. Para os que a produzem é de difícil e até perigosa apanha, é muito sujeita às intempéries e tem o que se chama “anos maus”, que, infelizmente, pelas queixas que sempre tenho ouvido, me parece serem praticamente todos.
Mas, esquecidos os senãos, a cereja é, de longe, o fruto que mais admiro e tudo porque tem o tipo de pé que tem, que a une a uma ou mais companheiras que também o possuam. Vivem ligadas pelos respectivos pés, regra geral, aos pares.
A cereja é um fruto que, através do pé, compartilha a sua vida, e que, depois de colhida, intensifica essa sua faceta social emaranhando-se, sempre pelo pé, com todas as outras que também foram apanhadas.
Quase tão sociais como as cerejas, só conheço os morangos e os abacaxis, que vivem, muito apertadinhos em aquénios, e as bananas e as uvas que habitam mais desafogadamente em cachos, quase nada ou pouco se tocando. Todos estes, todavia, vivem em clãs isolados afastados dos demais.
Se os portugueses fossem fruta e eu fosse um agente policial interessado, para exponenciar a minha eficiência, gostaria que todos eles fossem cerejas, mas cerejas com pé. Tinha a vida facilitada e acabavam, em breve, todas as associações de malfeitores, por mais secretas e mafiosas que fossem.
Dou dois ou três exemplos para que entendam as razões dessa minha aparentemente estranha escolha.
Suponhamos que temos um cesto cheio de portugueses que tendo passado do reino animal ao vegetal, se tornaram cerejas sem terem perdido o pé. Peguem numa delas, que sabem que leva uma vida inexplicavelmente flauteada. Vêem, imediatamente, que a maior parte das suas congéneres, isto é, com pés homólogos, vem agarrada entre si e que o cesto fica, pode-se dizer, vazio.
Voltem a pôr todas no cesto, bem misturadas com as que lá tinham restado. Agarrem agora noutra de uma que tem um BM dos grandes e não paga um cêntimo ao fisco. A cesta leva um desbaste e, praticamente, ficam lá só, muito espremidos entre si, mas isolados, os cachos e os aquénios.
Continuem com outros exercícios, voltando, no fim da cada um, sempre a meter tudo no cesto sem nunca esquecerem de previamente misturar muito bem. Peguem, por exemplo, numa cereja pedófila, numa cabecilha da droga, noutra que gostava de ter nascido no Brasil, etc, etc.
Vão ver que o cesto, em todos os casos, quase se esvazia e que uma meia dúzia delas, teimosamente, apesar de terem pé, nunca de lá sai. Se repararem mais atentamente, notarão que essa meia dúzia é sempre a mesma, que anda obrigada a pagar os seus impostos e a fazer tudo para sempre ser mirrada, azeda, bichosa e, fundamentalmente sem pé, para nunca ser apanhada nem ainda mais comida."

Manto laranja

04 abril 2007

Caixas de correio

Estas caixas de correio fazem parte de milhares de pequenas coisas que existem no centro histórico de uma das belas cidades onde já tive o imenso prazer de estar - Florença.

03 abril 2007

Mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! Como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passa?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.

Vinicius de Moraes

02 abril 2007

Lluis Domènech i Montaner

Quem vai a Barcelona leva planeadas as visitas a tudo quanto Gaudi fez, e bem, mas poucos se lembram do grande Domènech responsável pela coisa mais bonita que eu já vi na vida - o Palau de la Musica Catalana.
Aqui fica um pequeno pormenor do exterior. Do interior só tenho em livro. Não é permitido fotografar...

01 abril 2007

31 março 2007

Metro de Paris

Ile de la Cité (2004)

Abbesses (2004)

27 março 2007

Américo Tomás

Os portugueses consideraram Salazar como o maior português de sempre, com uma margem que não deixa qualquer dúvida. Eles lá sabem porquê... Pela minha parte (e para ser honesta) tenho que louvar o facto de Salazar nunca ter usado, nem deixado usar, os dinheiros dos meus impostos para proveito próprio. O mesmo não posso dizer dos políticos do pós 25 de Abril. Infelizmente... para mim, claro..
Mas deixemos o Primeiro-ministro que se deve estar a rir a bandeiras despregadas no túmulo para falar do Presidente da República da época.



Quando era uma adolescente, e enquanto aluna do Instituto de Odivelas, recebi, por duas vezes, das mãos de Américo Tomás o prémio de Bom Comportamento. Esta fotografia é a prova de uma delas.

Fui, portanto, uma menina bem comportada. Hoje, o trabalho é tanto que não tenho tempo para ser mal comportada... E Sócrates só me vai deixar reformar quando já não houver vontade para tal... Coisas da vida...

26 março 2007

Rotina

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Eugénio de Andrade

25 março 2007

Candeeiro (15)





















Barcelona, 2005

24 março 2007

Há muitos, muitos anos...


... tiraram-me esta fotografia ao colo da minha Mãe.
Bébé lindo! Não?
A esta fotografia associo uma história curiosa.
Uma enfermeira que trabalhou muitos anos com a minha Mão aqui no Porto foi, muitos anos mais tarde, visitá-la a Coimbra. Quando viu esta fotografia, e depois de perguntar qual das meninas estava ao colo, comentou: "Como a gente era e como a gente se põe!"
Não foi simpática mas foi honesta.

23 março 2007

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

22 março 2007

Candeeiro (14)

Foz Velha - Rua da Cerca

21 março 2007

A passagem do tempo...

... deixa marcas em tudo e em todos.

20 março 2007

Verde

19 março 2007

17 março 2007

Minho maravilhoso (V)

























Volto para o Minho...
... ver a água do repuxo cair no lago.

16 março 2007

Minho maravilhoso (IV)

Dá laranjas e limões. Será laranjolimoeiro ou limolaranjeira?

15 março 2007

Inhaqui

Este é o Inhaqui. É lindo mas não é meu. É da minha filha mais nova.

14 março 2007

Parabéns

Einstein faria hoje anos. Eu fiz mesmo...

12 março 2007

Minho maravilhoso (III)


















A figueira não tem folhas, nem figos nem sol para lhe aquecer os ramos.

Minho maravilhoso (II)
















O relógio de sol já não está completo mas é lindo.

11 março 2007

Minho maravilhoso (I)

Nada melhor para recuperar energias do que passar um fim-de-semana no paraíso.


Muitas das pétalas das magnólias já estão caídas nas águas do lago...


















... ou mesmo no chão...

... enquanto as magnólias estão cheias de rebentos de folhas.

09 março 2007

Monsaraz



Já foi em 1992 que estive em Monsaraz. Terra maravilhosa que nunca mais esqueci e na qual votei para as 7 maravilhas de Portugal.

A qualidade da fotografia, que só tenho em papel, é fraca mas foi o que consegui no scanner.

Uma homenagem ao MONSARAZ

08 março 2007

Anémona gigante

(Imagem da página de Janet Echelman)
Os problemas ambientais que afligem, ou deviam afligir, todos os habitantes do planeta, também se verificam, e de que maneira, em Portugal. Pedem-nos, e bem, para utilizarmos os transportes públicos. E que condições nos dão para os utilizarmos?
Na estação de Metro da Senhora da Hora confluem 4 linhas: Senhor de Matosinhos, Aeroporto, ISMAI e Póvoa de Varzim. O parque de estacionamento que lá foi construído dá para meia dúzia de carros. Todos os dias utilizo o metro. Vejo-me grega para arranjar, nas imediações da estação, um lugar para deixar o meu carro. Os matosinhenses, que têm que ir de carro até à dita estação, têm duas alternativas. Ou desistem de dar voltas à procura de um sítio permitido e vão nos seus carros para o emprego, ou deixam o carro mal estacionado.
Simultaneamente, em 2004, a Câmara de Matosinhos gastou 800 mil euros, dos nossos dinheiros, para mandar executar uma “instalação” na Praça Cidade S. Salvador da autoria da norte-americana Janet Echelman . Não está em causa gostar-se, ou não, da dita anémona gigante que, aliás, já quase não tem cor e está a desfazer-se. A questão é que aquele “lindo” não contribui minimamente para a resolução dos problemas dos matosinhenses. Mais valia ajardinar a Praça e ter investido o dinheiro na construção de um parque de estacionamento que resolvesse os problemas de quem quer andar de metro.
Os nossos autarcas estão muito mais preocupados em deixar obra “p’ra inglês ver”, do que na qualidade de vida daqueles que dizem representar. E os portugueses não são suficientemente inteligentes para, nas eleições, ver que as palavras com que os políticos enchem a boca não passam disso mesmo. Palavras.

07 março 2007

Batentes

Porto

06 março 2007

Claustro


Convento de Cristo
Tomar

05 março 2007

Espera

Enquanto criança
Esperou por carinho.
Depois, como jovem
Esperou construir
O seu próprio caminho.

Como jovem mulher
Esperou e ganhou
As filhas queridas
Que, com sacrifícios,
Sozinha criou.

Depois, sem esperar,
Perdeu a companhia.
E roubaram-lhe o prazer
De exercer o seu trabalho
Como sempre fazia.

Depois esperou,
E não foi em vão,
O crescer das filhas
As mulheres responsáveis
E independentes que hoje são.

Espera, sozinha,
A partir de então
A tua chegada.
Quem és tu?
Chegas ou não?

Podocarpus

Este podocarpus spinulosus, que estende os seus ramos sobre o palácio da Quinta das Lágrimas, é talvez uma das mais raras árvores da Quinta. Só existe mais um exemplar no Botânico de Coimbra.

04 março 2007

Palavras

As palavras que escrevo
Saem de repente.
Coisas de mim...
Coisas das pessoas
Que me ocupam a mente.

Palavras que falam,
Com todas cores
Dos que marcaram...
Dos melhores amigos...
Dos melhores amores.

Palavras que ficam
Para eu poder ler.
Para lembrar de tudo
Do bom e do mau
Que é o meu viver.

GP

03 março 2007

Uma flor bonita...

... para esquecer que vivo numa democracia onde uns pseudo antifascistas tentam impedir que se construa um Museu sobre o Estado Novo ( que faz parte da nossa História e ninguém pode apagar) onde a figura de relevo foi Salazar (que faz parte da nossa História e ninguém pode apagar). De que é que eles têm medo?

27 fevereiro 2007

Em que país eu vivo?!

É o caso do Ministério da Justiça que não paga à Caixa Geral de Aposentações os descontos dos seus funcionários que pagam a factura não recebendo as pensões a tinham direito.
É a corrupção total nas autarquias, na Moderna, na Independente, no futebol, e por aí fora. E o que conhece é um milionésimo da lama em que vivemos.
Andamos a apertar o cinto (sempre os mesmos) há anos e anos e o que poupa ninguém sabe onde está…
O Governo faz tudo o que quer e diz que o faz por Portugal e pelos portugueses.
Ditadura por ditadura prefiro a do Salazar.
A minha gratidão eterna ao Salazar pelo facto de ter estado 40 anos no Governo e nunca se ter aproveitado, nem deixado ninguém aproveitar, do dinheiro dos meus impostos em proveito próprio. O mesmo não posso dizer dos políticos do pós 25 de Abril. Enquanto durou, viveram da pesada herança. Depois, passaram a viver do pouco que temos nos bolsos. É tão fácil ser milionário assim! E a quem é milionário, os aumentos dos impostos são uma gorjeta.
Definitivamente nasci no tempo ou no espaço errado.
Não perdoo ao D. Afonso Henriques o ter lutado contra a Mãe e, ainda por cima, ter ganho a Batalha de S. Mamede.

26 fevereiro 2007

Poema do fecho-éclair

Filipe II tinha um colar de oiro,
tinha um colar de oiro com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de oiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.

Na mesa do canto
vermelho damasco,
e a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da Terra,
foi senhor do Mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safiras, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo,
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho-éclair.

Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (vulgo António Gedeão)

25 fevereiro 2007

Beira-mar

A descer para a Praia da Luz, com umas pequeninas pinceladas de mar...

23 fevereiro 2007

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei.
Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno, a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Cecília Meireles

22 fevereiro 2007

Batentes

Porto

20 fevereiro 2007

Ao JP...

o meu beijo em dia de aniversário.
Sogrinha

Batentes


Porto

19 fevereiro 2007

E o povo paga...

O "rei" da Madeira resolveu demitir-se para ser eleito outra vez. Já não basta o que o Governo nos rouba! Agora o Alberto João faz uma birra e o povo é que vai pagá-la.
Definitivamente nasci no sítio errado ou no tempo errado...

Batentes

Porto

18 fevereiro 2007

Batentes e aldrabas


Florença, 2003

17 fevereiro 2007

As fontes

Fui à Fonte dos Amores...
... não vi os amores


Fui à Fonte das Lágrimas...
... vi as lágrimas

15 fevereiro 2007

Candeeiro (13)

Barcelona, 2005

O retorno ao passado

No tempo do Salazar, de que quase todos dizem mal mesmo os que nada sabem desses tempos, os rapazes que não queriam ser mobilizados para a guerra do ultramar, tinham que fugir “a salto” para o estrangeiro. Era o tempo a que chamam de obscurantismo. Agora, no glorioso tempo da democracia, em dizem que temos liberdade, Agora há quem sugira que se acabe com a objecção de consciência para os médicos que não querem praticar o aborto. Será que agora os médicos que são, em consciência, contra o aborto e o não querem praticar, vão ter que fugir para o estrangeiro como no tempo do Salazar?

14 fevereiro 2007

Esta gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
Outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
Dum país liberto
Duma vida limpa
E dum tempo justo

Sophia de Mello Breyner Andresen

13 fevereiro 2007

Este ano pode acabar o défice!

Construção civil, obras públicas, agentes e clubes desportivos são os principais alvos, em 2007, da investigação das equipas de combate à fraude e evasão fiscal, disse ontem o director nacional da Polícia Judiciária. As autoridades vão dar também "especial atenção" a agentes que estão "fora do sistema". - diz hoje o DN.
Se em vez de nomes a investigação só usasse números para identificar os infractores nos processos a averiguar, era desta que acabava o défice.
Que pena isso não ser possível! Os impostos dos honestos diminuiam substancialmente.

12 fevereiro 2007

Assim vai o país...

“Esquerda comemora e direita promete continuar a luta” – Público
“José Sócrates é claramente o vencedor da noite” – Constança Cunha e Sá
E eu a pensar que a despenalização e a liberalização do aborto eram assuntos que a cada cidadão diziam respeito independentemente das suas preferências políticas. Mais. Nunca me passou pela cabeça que o aborto fosse um troféu para festejar com champanhe.
É um Portugal de pequeninos que não é bonito como o “Portugal dos Pequenitos”



É assim a democracia...

Um cidadão fotocopia um livro, comete um crime; usa a Netcabo pirata, comete um crime; copia um CD ou DVD, comete um crime, rouba uns bolos numa pastelaria, comete um crime, efectua uma manobra perigosa, comete um crime; foge ao fisco, comete um crime; etc. etc. etc.
Faz um aborto, não comete nenhum crime e os seus concidadãos são obrigados a pagar a sua, e do seu companheiro, falta de responsabilidade.
Tantos anos que tem a humanidade e ainda não se descobriu nada melhor que a democracia!

10 fevereiro 2007

As formigas

No Porto foi preciso a Micas para esburacar o sub-solo. Na Manta Rota as formigas fazem esse serviço. Mais económico, não?

09 fevereiro 2007

Como custa soltar as amarras!

Ninguém pode traçar o destino dos filhos mas deve estar consciente de que lhes devem transmitir valores como honestidade, solidariedade, generosidade, gratidão e disciplina.
Quem ama, educa.
Os pais podem querer o sorriso dos filhos mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos mas não podem ser felizes por eles.


Composição de algumas frases de um bonito PP que me enviaram por mail

Candeeiro (12)

Continuo a olhar para os candeeiros mas ainda não se me fez luz... Mas não desisto... (Leon)

07 fevereiro 2007

Sr. Scrooge

"...
- Feliz Natal, Bob - exclamou Scrooge. - Vou aumentar-lhe o ordenado e procurarei ajudar a sua família. Discutiremos os seus problemas, hoje à tarde, perante uma taça fumegante de ponche.
Scrooge cumpriu a sua palavra. Fez tudo isso e muito mais. Foi um segundo pai para o Tinzinho, que não morreu. Tornou-se tão bom amigo, tão bom patrão e tão bom homem como aquela velha cidade jamais conhecera, ou qualquer outra velha cidade, vila ou aldeia do Velho Mundo. E dizia-se que ninguém melhor do que ele observava as tradições de Natal. Que o mesmo se possa dizer, com razão, de nós. Que Deus nos abençoe a todos, como dizia o Tinzinho."

Excerto do final de "O Natal do Sr. Scrooge" de Charles Dickens

Charles Dickens nasceu faz hoje 195 anos.
Entre outras obras deixou-nos os cássicos como "David Copperfield" e "Oliver Twist".

Ver mais em http://www.victorianweb.org/authors/dickens/dickensov.html

06 fevereiro 2007

Sou pela Vida

A Vida é uma oportunidade: aproveita-a
A Vida é beleza: admira-a
A Vida é um dom: aprecia-o
A Vida é um sonho: realiza-o
A Vida é um desafio: aceita-o
A Vida é um dever: assume-o
A Vida é um jogo: joga-o
A Vida é cara: preserva-a
A Vida é um tesouro: conserva-o
A Vida é amor: saboreia-o
A Vida é mistério: aprofunda-o
A Vida é uma promessa: cumpre-a
A Vida é tristeza: ultrapassa-a
A Vida é uma canção: canta-a
A Vida é uma luta: trava-a
A Vida é uma tragédia: enfrenta-a
A Vida é uma aventura: ousa-a
A Vida é sorte: merece-a
A Vida é preciosa: não a destruas
A Vida é Vida: luta por ela!

Madre Teresa de Calcutá

Num país ...

... onde as leis não passam de meras sugestões, a que criminaliza o aborto é mais uma delas. Os que defendem a despenalização do aborto não a aceitam se, simultaneamente,o aborto não for liberalizado. A isto eu chamo chantagem.

05 fevereiro 2007

Ninguém venha me dar Vida

Ninguém venha me dar vida,
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferido,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser
e não quero me encontrar,
que estou dentro de um navio
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
por que está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.
Corações por que chorais?
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.
Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu amor sem preço,
que só quis quem não me quis.
Cecília Meireles

A pergunta enganosa

"Não concordo discordando nem discordo concordando", disse José Sócrates. Excepcionalmente estamos de acordo.
A diferença está em que o primeiro-ministro quer que eu escolha a despenalização e a liberalização do aborto fazendo-me apenas uma pergunta. É, no mínimo, batota. Dele e dos 230 deputados, pagos por nós, e que deveriam pensar antes de aprovar esta estúpida pergunta.

04 fevereiro 2007

Sol

Quero ver um sol que me obrigue a procurar uma sombra gostosa mesmo que não brilhe assim.

Eternidades

Yo no soy yo.
Soy éste
que va a mi lado sin yo verlo;
que, a veces voy a ver,
y que, a veces, olvido.

El que calla, sereno, cuando hablo,
el que perdona, dulce, cuando odio,
el que pasea por donde no estoy,
el que quedará en pie cuando yo muera.

Juan Ramón Jiménez.

02 fevereiro 2007

Algumas perguntas

Se dermos ouvidos ao argumento dos que fazem campanha pelo sim no próximo referendo, a liberalização é a solução para acabar com a praga social que é o aborto.
Partido desse princípio não será altura de liberalizar as drogas, a corrupção, a fuga ao fisco, o álcool, os excessos de velocidade, …?

Na pergunta que me vão fazer no dia 11 estão, bem claras, duas perguntas. Se apoio a despenalização do aborto e se apoio a sua liberalização.
Como se responde sim ou não a duas perguntas em simultâneo, se as respostas não coincidem?

Argumentam-me que se faz um número alarmante de abortos porque os métodos contraceptivos, e há imensos, falham.
Será que os preservativos, as pílulas, os diafragmas, os dispositivos intra-uterinos, … são feitos a martelo?

O problema do aborto não é um problema religioso mas da moral de cada um.
Que direito tem um partido político para interferir na moral de cada um dos seus filiados ou simpatizantes?