22 abril 2007

Por aí...


Quando eu tinha tempo e desenhava a nanquim o que ia vendo por aí...
Uma varanda na Ponte da Barca.

21 abril 2007

Uma época

Não considero a casa de Serralves propriamente bonita. Toda a envolvência torna, no entanto, este espaço divino.
A casa marca uma época. Vale a pena visitar, quando mais não seja para apreciar os soalhos das salas que são verdadeiramente maravilhosos.

O meu sapo

Lua

Tu tens o pato. Eu tenho o sapo.
Anda aos saltinhos mas não tem pilhas. Ainda é de corda.
Tem uma vantagem em relação ao teu pato. Há sempre a esperança de um dia virar o "principe" desta ""princesa"...

20 abril 2007

A defesa da vida

Apesar da poda, ela resiste... e renasce.

18 abril 2007

Não é um paraíso tropical...


... dos que aparecem nos folhetos publicitários das Agências de Viagens. É mesmo no Porto. Em Serralves.

17 abril 2007

Por aí...


Quando eu tinha tempo e desenhava a nanquim o que ia vendo por aí...
Uma casa da Foz e o Palácio de Bertiandos.

16 abril 2007

Os candeeiros e os candeeiros

Em primeiro plano, um dos bonitos candeeiros que proliferavam na Foz e a que me habituei desde miúda. Há largos anos, autarcas inteligentes subsituiram-nos pelos sinistros como o que está em segundo plano.
Para onde terão sido levados os antigos candeeiros? Para o lixo não aceito que tenha sido...
Os responsáveis é que mereciam ir para o lixo.

Brincos


A minha Amiga colocou no ALuaFlutua uns brincos de que muito gosta. Disse que ia fazer o mesmo e, se bem o disse melhor o faço...
Roída de inveja, hein!

15 abril 2007

Serralves


No meio do betão e do (tantas vezes) mau gosto onde os autarcas, os construtures civis e os arquitectos nos obrigam a viver, ainda restam uns espaços para dar alento ao espírito
Esta glicínea está quase no auge da beleza. Mais uma semanita e está no ponto. Lá estarei para ver, fotografar e apreciar o perfume.

14 abril 2007

Recanto de paz

Mais um cheirinho do maravilhoso jardim da Quinta das Lágrimas

13 abril 2007

Metro do Porto


Em Outubro passado vi no AluaFlutua uma fotografia da estação de metro do Campo 24 de Agosto. Só hoje consegui matar a curiosidade de ver a dita estação. Linda. Vale a pena comprar um andante para ir lá.

12 abril 2007

Perto do céu

Picos da Europa, 2005

11 abril 2007

Aguiar da Beira

A casa dos meus bisavós

10 abril 2007

Parador de Leon

Chão do claustro

08 abril 2007

Páscoa

A Páscoa está a acabar.
Uns chegaram, outros partiram...
Eu fui a Campanhã buscar os que chegaram.




06 abril 2007

No país das cerejas

O texto que se segue, publicado num jornal diário em 15 de Junho de 2003, foi escrito por um Senhor de Portalegre a quem eu peço licença para divulgar dada a sua actualidade, pelo menos neste país.

"A cereja é um apreciado e bonito fruto que, para mim, sempre teve alguns senãos. Tem caroço, um tanto desproporcional relativamente ao tamanho da parte comestível, nem sempre é doce, às vezes está podre e muitas têm bicho. Para os que a produzem é de difícil e até perigosa apanha, é muito sujeita às intempéries e tem o que se chama “anos maus”, que, infelizmente, pelas queixas que sempre tenho ouvido, me parece serem praticamente todos.
Mas, esquecidos os senãos, a cereja é, de longe, o fruto que mais admiro e tudo porque tem o tipo de pé que tem, que a une a uma ou mais companheiras que também o possuam. Vivem ligadas pelos respectivos pés, regra geral, aos pares.
A cereja é um fruto que, através do pé, compartilha a sua vida, e que, depois de colhida, intensifica essa sua faceta social emaranhando-se, sempre pelo pé, com todas as outras que também foram apanhadas.
Quase tão sociais como as cerejas, só conheço os morangos e os abacaxis, que vivem, muito apertadinhos em aquénios, e as bananas e as uvas que habitam mais desafogadamente em cachos, quase nada ou pouco se tocando. Todos estes, todavia, vivem em clãs isolados afastados dos demais.
Se os portugueses fossem fruta e eu fosse um agente policial interessado, para exponenciar a minha eficiência, gostaria que todos eles fossem cerejas, mas cerejas com pé. Tinha a vida facilitada e acabavam, em breve, todas as associações de malfeitores, por mais secretas e mafiosas que fossem.
Dou dois ou três exemplos para que entendam as razões dessa minha aparentemente estranha escolha.
Suponhamos que temos um cesto cheio de portugueses que tendo passado do reino animal ao vegetal, se tornaram cerejas sem terem perdido o pé. Peguem numa delas, que sabem que leva uma vida inexplicavelmente flauteada. Vêem, imediatamente, que a maior parte das suas congéneres, isto é, com pés homólogos, vem agarrada entre si e que o cesto fica, pode-se dizer, vazio.
Voltem a pôr todas no cesto, bem misturadas com as que lá tinham restado. Agarrem agora noutra de uma que tem um BM dos grandes e não paga um cêntimo ao fisco. A cesta leva um desbaste e, praticamente, ficam lá só, muito espremidos entre si, mas isolados, os cachos e os aquénios.
Continuem com outros exercícios, voltando, no fim da cada um, sempre a meter tudo no cesto sem nunca esquecerem de previamente misturar muito bem. Peguem, por exemplo, numa cereja pedófila, numa cabecilha da droga, noutra que gostava de ter nascido no Brasil, etc, etc.
Vão ver que o cesto, em todos os casos, quase se esvazia e que uma meia dúzia delas, teimosamente, apesar de terem pé, nunca de lá sai. Se repararem mais atentamente, notarão que essa meia dúzia é sempre a mesma, que anda obrigada a pagar os seus impostos e a fazer tudo para sempre ser mirrada, azeda, bichosa e, fundamentalmente sem pé, para nunca ser apanhada nem ainda mais comida."

Manto laranja

04 abril 2007

Caixas de correio

Estas caixas de correio fazem parte de milhares de pequenas coisas que existem no centro histórico de uma das belas cidades onde já tive o imenso prazer de estar - Florença.

03 abril 2007

Mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! Como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passa?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.

Vinicius de Moraes

02 abril 2007

Lluis Domènech i Montaner

Quem vai a Barcelona leva planeadas as visitas a tudo quanto Gaudi fez, e bem, mas poucos se lembram do grande Domènech responsável pela coisa mais bonita que eu já vi na vida - o Palau de la Musica Catalana.
Aqui fica um pequeno pormenor do exterior. Do interior só tenho em livro. Não é permitido fotografar...

01 abril 2007

31 março 2007

Metro de Paris

Ile de la Cité (2004)

Abbesses (2004)

27 março 2007

Américo Tomás

Os portugueses consideraram Salazar como o maior português de sempre, com uma margem que não deixa qualquer dúvida. Eles lá sabem porquê... Pela minha parte (e para ser honesta) tenho que louvar o facto de Salazar nunca ter usado, nem deixado usar, os dinheiros dos meus impostos para proveito próprio. O mesmo não posso dizer dos políticos do pós 25 de Abril. Infelizmente... para mim, claro..
Mas deixemos o Primeiro-ministro que se deve estar a rir a bandeiras despregadas no túmulo para falar do Presidente da República da época.



Quando era uma adolescente, e enquanto aluna do Instituto de Odivelas, recebi, por duas vezes, das mãos de Américo Tomás o prémio de Bom Comportamento. Esta fotografia é a prova de uma delas.

Fui, portanto, uma menina bem comportada. Hoje, o trabalho é tanto que não tenho tempo para ser mal comportada... E Sócrates só me vai deixar reformar quando já não houver vontade para tal... Coisas da vida...

26 março 2007

Rotina

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Eugénio de Andrade

25 março 2007

Candeeiro (15)





















Barcelona, 2005

24 março 2007

Há muitos, muitos anos...


... tiraram-me esta fotografia ao colo da minha Mãe.
Bébé lindo! Não?
A esta fotografia associo uma história curiosa.
Uma enfermeira que trabalhou muitos anos com a minha Mão aqui no Porto foi, muitos anos mais tarde, visitá-la a Coimbra. Quando viu esta fotografia, e depois de perguntar qual das meninas estava ao colo, comentou: "Como a gente era e como a gente se põe!"
Não foi simpática mas foi honesta.

23 março 2007

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

22 março 2007

Candeeiro (14)

Foz Velha - Rua da Cerca

21 março 2007

A passagem do tempo...

... deixa marcas em tudo e em todos.

20 março 2007

Verde

19 março 2007

17 março 2007

Minho maravilhoso (V)

























Volto para o Minho...
... ver a água do repuxo cair no lago.

16 março 2007

Minho maravilhoso (IV)

Dá laranjas e limões. Será laranjolimoeiro ou limolaranjeira?

15 março 2007

Inhaqui

Este é o Inhaqui. É lindo mas não é meu. É da minha filha mais nova.

14 março 2007

Parabéns

Einstein faria hoje anos. Eu fiz mesmo...

12 março 2007

Minho maravilhoso (III)


















A figueira não tem folhas, nem figos nem sol para lhe aquecer os ramos.

Minho maravilhoso (II)
















O relógio de sol já não está completo mas é lindo.

11 março 2007

Minho maravilhoso (I)

Nada melhor para recuperar energias do que passar um fim-de-semana no paraíso.


Muitas das pétalas das magnólias já estão caídas nas águas do lago...


















... ou mesmo no chão...

... enquanto as magnólias estão cheias de rebentos de folhas.

09 março 2007

Monsaraz



Já foi em 1992 que estive em Monsaraz. Terra maravilhosa que nunca mais esqueci e na qual votei para as 7 maravilhas de Portugal.

A qualidade da fotografia, que só tenho em papel, é fraca mas foi o que consegui no scanner.

Uma homenagem ao MONSARAZ

08 março 2007

Anémona gigante

(Imagem da página de Janet Echelman)
Os problemas ambientais que afligem, ou deviam afligir, todos os habitantes do planeta, também se verificam, e de que maneira, em Portugal. Pedem-nos, e bem, para utilizarmos os transportes públicos. E que condições nos dão para os utilizarmos?
Na estação de Metro da Senhora da Hora confluem 4 linhas: Senhor de Matosinhos, Aeroporto, ISMAI e Póvoa de Varzim. O parque de estacionamento que lá foi construído dá para meia dúzia de carros. Todos os dias utilizo o metro. Vejo-me grega para arranjar, nas imediações da estação, um lugar para deixar o meu carro. Os matosinhenses, que têm que ir de carro até à dita estação, têm duas alternativas. Ou desistem de dar voltas à procura de um sítio permitido e vão nos seus carros para o emprego, ou deixam o carro mal estacionado.
Simultaneamente, em 2004, a Câmara de Matosinhos gastou 800 mil euros, dos nossos dinheiros, para mandar executar uma “instalação” na Praça Cidade S. Salvador da autoria da norte-americana Janet Echelman . Não está em causa gostar-se, ou não, da dita anémona gigante que, aliás, já quase não tem cor e está a desfazer-se. A questão é que aquele “lindo” não contribui minimamente para a resolução dos problemas dos matosinhenses. Mais valia ajardinar a Praça e ter investido o dinheiro na construção de um parque de estacionamento que resolvesse os problemas de quem quer andar de metro.
Os nossos autarcas estão muito mais preocupados em deixar obra “p’ra inglês ver”, do que na qualidade de vida daqueles que dizem representar. E os portugueses não são suficientemente inteligentes para, nas eleições, ver que as palavras com que os políticos enchem a boca não passam disso mesmo. Palavras.

07 março 2007

Batentes

Porto

06 março 2007

Claustro


Convento de Cristo
Tomar

05 março 2007

Espera

Enquanto criança
Esperou por carinho.
Depois, como jovem
Esperou construir
O seu próprio caminho.

Como jovem mulher
Esperou e ganhou
As filhas queridas
Que, com sacrifícios,
Sozinha criou.

Depois, sem esperar,
Perdeu a companhia.
E roubaram-lhe o prazer
De exercer o seu trabalho
Como sempre fazia.

Depois esperou,
E não foi em vão,
O crescer das filhas
As mulheres responsáveis
E independentes que hoje são.

Espera, sozinha,
A partir de então
A tua chegada.
Quem és tu?
Chegas ou não?

Podocarpus

Este podocarpus spinulosus, que estende os seus ramos sobre o palácio da Quinta das Lágrimas, é talvez uma das mais raras árvores da Quinta. Só existe mais um exemplar no Botânico de Coimbra.

04 março 2007

Palavras

As palavras que escrevo
Saem de repente.
Coisas de mim...
Coisas das pessoas
Que me ocupam a mente.

Palavras que falam,
Com todas cores
Dos que marcaram...
Dos melhores amigos...
Dos melhores amores.

Palavras que ficam
Para eu poder ler.
Para lembrar de tudo
Do bom e do mau
Que é o meu viver.

GP

03 março 2007

Uma flor bonita...

... para esquecer que vivo numa democracia onde uns pseudo antifascistas tentam impedir que se construa um Museu sobre o Estado Novo ( que faz parte da nossa História e ninguém pode apagar) onde a figura de relevo foi Salazar (que faz parte da nossa História e ninguém pode apagar). De que é que eles têm medo?

27 fevereiro 2007

Em que país eu vivo?!

É o caso do Ministério da Justiça que não paga à Caixa Geral de Aposentações os descontos dos seus funcionários que pagam a factura não recebendo as pensões a tinham direito.
É a corrupção total nas autarquias, na Moderna, na Independente, no futebol, e por aí fora. E o que conhece é um milionésimo da lama em que vivemos.
Andamos a apertar o cinto (sempre os mesmos) há anos e anos e o que poupa ninguém sabe onde está…
O Governo faz tudo o que quer e diz que o faz por Portugal e pelos portugueses.
Ditadura por ditadura prefiro a do Salazar.
A minha gratidão eterna ao Salazar pelo facto de ter estado 40 anos no Governo e nunca se ter aproveitado, nem deixado ninguém aproveitar, do dinheiro dos meus impostos em proveito próprio. O mesmo não posso dizer dos políticos do pós 25 de Abril. Enquanto durou, viveram da pesada herança. Depois, passaram a viver do pouco que temos nos bolsos. É tão fácil ser milionário assim! E a quem é milionário, os aumentos dos impostos são uma gorjeta.
Definitivamente nasci no tempo ou no espaço errado.
Não perdoo ao D. Afonso Henriques o ter lutado contra a Mãe e, ainda por cima, ter ganho a Batalha de S. Mamede.

26 fevereiro 2007

Poema do fecho-éclair

Filipe II tinha um colar de oiro,
tinha um colar de oiro com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de oiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.

Na mesa do canto
vermelho damasco,
e a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da Terra,
foi senhor do Mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safiras, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo,
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho-éclair.

Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (vulgo António Gedeão)