"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
01 junho 2007
31 maio 2007
Lição
Oiço todos os dias,
De manhãzinha,
Um bonito poema
Cantado por um melro
Madrugador.
Um poema de amor
Singelo e desprendido
Que me deixa no ouvido
Envergonhado
A lição virginal
Do natural
Que é sempre o mesmo, e sempre variado.
De manhãzinha,
Um bonito poema
Cantado por um melro
Madrugador.
Um poema de amor
Singelo e desprendido
Que me deixa no ouvido
Envergonhado
A lição virginal
Do natural
Que é sempre o mesmo, e sempre variado.
Miguel Torga
29 maio 2007
As escolas dos mais pequenos em Serralves
Em que país eu vivo?!
Tenho perguntado a mim mesma por que razão o processo Casa Pia desapareceu das notícias, nem digo desde quando. Afinal o Supremo Tribunal decidiu que há pedofilias e pedofilias. Depende...
Uma vergonha que nem comento. Apenas me entristece e me dá mais uma razão para ter vergonha de ser portuguesa.
Uma vergonha que nem comento. Apenas me entristece e me dá mais uma razão para ter vergonha de ser portuguesa.
27 maio 2007
26 maio 2007
Maia
Aproveitei e vi o céu reflectido na torre. Valeu!
23 maio 2007
O Tempo
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo o século, e passo adiante.
Trabalhai porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo o século, e passo adiante.
Trabalhai porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Olavo Bilac
22 maio 2007
Lua Adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
21 maio 2007
A água e o golf
Já não é a primeira vez que aqui ponho fotografias do campo de golf. No entanto... Nunca entrei num campo de golf. Não tenho dinheiro para jogar golf. Do golf só sei que tem tacos, bolas e buracos e que é um desporto "bem" e "politicamente correcto". Mas este fica ao pé de minha casa, passo por lá muitas vezes e tem ângulos bonitos para fotografar. Só isso...
20 maio 2007
19 maio 2007
18 maio 2007
17 maio 2007
16 maio 2007
15 maio 2007
Onde estive hoje?
Fui à cerimónia de abertura da Feira de Orientação Profissional de Barcelos. Gostei imenso de ver um grupo de alunos da Academia de Música de Barcelos a tocar. Gostei imenso de ouvir outro grupo da mesma Academia cantar. Adorei ver um grupo de pequenotes do 1º e 2º ano do primeiro ciclo a cantar em Inglês. Enfim, gostei de ver tudo o que se faz no Concelho pela educação e formação dos jovens e adultos.
Fui recebida por pessoas simpáticas e hospitaleiras (ou não estivesse no Minho!) que me mostraram muito do que de bonito Barcelos tem e me proporcionaram uma visita ao passado, ao tempo em que a minha vida profissional ali me levava todos os dias.
No fim da visita, a Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos, ofereceu-me uma peça de artesanato da região. Este galo, feito pelo Vitor Baraça, que parece pequenino mas é enorme. O meu agradecimento à ETGB.
Hei-de voltar lá com tempo para tirar umas fotografias.
14 maio 2007
Ternura
Puxo sobre os teus ombros o lençol
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do Sol,
quando depois do Sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio
como vultos perdidos na cidade
em que uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te lentamente,
e é ternura também que vou vestindo
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do Sol,
quando depois do Sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio
como vultos perdidos na cidade
em que uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te lentamente,
e é ternura também que vou vestindo
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira
12 maio 2007
Parade de grues
11 maio 2007
Coimbra
É imperdoável que uma pessoa que gosta de livros, não conheça esta Biblioteca (isto é para a tinta-azul marcar o dia da ida lá)
09 maio 2007
Pontes
Um pouco de duas pontes. Em primeiro plano a Ponte do Freixo e, em segundo plano, a Ponte de S. João.
08 maio 2007
Parabéns
Há quem diga que não se oferecem flores aos homens. Eu discordo. Há homens que merecem e gostam que se lhes dê uma flor. Esta ofereço-a ao meu cunhado que faz hoje anos e que está cheio de garra para aproveitar cada dia da vida.
06 maio 2007
Minho maravilhoso...
Eu estive no paraíso, junto destas flores campestres que nasceram no muro, com muitas Mães, algumas já Mães de Mães.
05 maio 2007
Cabicanca
Por aí...
Aguiar da Beira
É a terra onde nasceu a minha Mãe (e mais tarde o Dias Loureiro) e onde passei o dia de hoje numa reunião de família.Que bom que é juntar anualmente dezenas e dezenas de primos de todos os graus, desde os pequeninhos aos que já chegaram à faixa dos oitenta!
Aguiar da Beira orgulha-se de possuir, num pequeno espaço, três monumentos nacionais: a Torre do Relógio, a Fonte de mergulho e o Pelourinho manuelino.
Eu orgulho-me de ter as minhas origens no Solar brasonado cuja fotografia coloquei aqui em 11 de Abril e onde começou toda a história desta enorme e feliz família..
A vertigem das palavras inperfeitas
Este é o título do novo livro de poemas do Arnaldo Silva que foi lançado ontem.Sou dos privilegiados que conhecem o Nónó há muitos anos e que pode contar com a sua amizade, o que aliás é recíproco.
Já aqui publiquei um dos seus poemas.
O Nónó é um Homem invulgar, excepcional a todos os níveis, com uma sensibilidade comovente e com quem eu adoro conversar. Pena que o nosso tempo não permita mais tempo de conversa...
Aqui deixo um poema deste novo livro.
A espera (in)determinada
(... por isso aqui estou de corpo e alma
feitos da íntima esperança
de - por um momento que seja -
nos voltarmos a encontrar...
... que da espera e da tardança
não haverei nunca de desesperar...)
Para quê calar ou esconder
o tudo quanto eu penso e que não digo?
Para quê negar ou rebater
esta vontade aberta de falar contigo?
Por uma vez - é certo -
já falei.
Por isso não desespero
e aguardo - tendo de ser -
o tempo que for precciso...
... e crente por confissão
só me resta acreditar
que há-de vir - se puder...
Se vier
- como espero -
quando chegar cá estarei.
Se não
pensarei comigo:
"Ainda não pôde!"
... E como já estava à espera
nada se altera...
... esperarei!...
Um beijo, Nónó, e a minha amizade incondicional
03 maio 2007
02 maio 2007
30 abril 2007
29 abril 2007
28 abril 2007
As cores que eu vi...
Apesar de ser um fim-de-semana de trabalho, fiz um intervalo para almoçar, seguido de uma caminhada higiénica ao pé de casa. Estas foras as cores que eu vi.
27 abril 2007
25 abril 2007
24 abril 2007
23 abril 2007
Dia mundial do livro
22 abril 2007
Balança
Não sou como as loiras que têm que ter sempre a última palavra (ihih) mas vou rebater as tuas espirais.
Apesar de ser Peixes, esta balança é uma das minhas peças de estimação. Comprei-a há uns anos largos numa feira de antiguidades, depois de ter andado outros tantos a juntar dinheiro para realizar o gosto de ter uma balança de dois pratos como esta. A fotografia foi tirada deste ângulo para se verem as massas marcadas. Também gostava de ter uma daquelas que havia nas casas rurais para pesar os sacos das batatas mas ocupa um espação imenso.
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