28 fevereiro 2010

De volta a casa

Quarta-feira Lisboa esperava-me com um céu carregado onde dançavam gaivotas.

O sempre lindo elevador de Santa Justa serviu-me de fundo para tomar uma bebida quente.

Lisboa foi uma passagem para um encontro, em Santa Cruz, de quase três dezenas de "mulheres valentes" que, em meninas, comigo entraram para o Instituto de Odivelas. É sempre tão bom revermo-nos. O tempo e a distância não beliscaram minimamente a nossa amizade de crianças. São dezenas de histórias de vida, muitas delas com precalços que todas enfrentaram e enfrentam com muita coragem, muita esperança e muita garra. A alegria e a amizade marcam sempre os nossos encontros. É bonito e gratificante (re)encontrar estas amigas de infância e... os dois próximos encontros já ficaram marcados. Até lá!

20 fevereiro 2010

Eng. Joaquim Capela

A Universidade Sénior Florbela Espanca não pára. Ontem organizou a sessão "O nosso convidado especial - o Violino". Mas para nos falar de violinos ninguém melhor do que o Eng. Joaquim Capela, filho de Domingos Capela, o grande contrutor de violinos.
O Eng. Joaquim Capela trouxe-nos a "sua banca de trabalho". Toas as peças de que é feito um violino.


Ensinou-nos a fazer um violino. O instrumento e sua alma. Ensinou-nos a escolher os materiais - as madeiras, as cordas,... enfim, tudo.

A seguir ensinou-nos os sons. Teoricamente, com fórmulas e tudo, e na prática. As quartas, as quintas, as oitavas.

Ainda nos mostrou um violino, com cerca de 400 anos, feito pelo grande Amati. Uma joia rara.

Para terminar, tivemos um jovem aluno de violino que, depois do nos ensinar a ouvir diversos sons do violino, nos tocou a Suite nº 2 de Bach.

O Eng. Joaquim Capela, com nove anos e sob a supervisão do pai, construiu este violino.
Mas para além dos violinos, Joaquim Capela também constroi guarda joias. Para ele "a melhor amiga do homem é a madeira".
Obrigada Sr. Eng. Joaquim Capela pelo muito que me ensinou.
Com mais esta actividade, a Universidade Sénior Florbela Espanca encheu o auditório da Obra do Padre Grilo, com alunos interessados, interventivos e que, mais uma vez, sairam mais ricos.

A Arte na USFE

(imagem da net)

Na quinta-feira assisti, na Universidade Sénior Florbela Espanca, a uma brilhante intervenção do Professor Cunha e Silva sobre “Amélia Carneiro – Histórias do Rio e do Mar de Leça”
O Professor Cunha e Silva é um ilustre conhecedor da arte em Matosinhos e Leça. Além de nos dar a conhecer talentos escondidos, fá-lo de uma maneira encantadora. É sempre uma delícia ouvi-lo.
A pintora Amélia Carneiro, prima do célebre António Carneiro, nasceu no Porto, passou uma grande parte da sua vida na Pocariça, uma pequena aldeia perto de Cantanhede, mas passou algumas temporadas de Verão em Leça. Acabou por vir viver em Matosinhos onde morreu.
Amélia Carneiro, uma brilhante pintora naturalista, produziu inúmeros quadros de paisagens leceiras.
Amélia Carneiro foi “uma das primeiras alunas da Academia de Belas Artes do Porto, mas não chegou a concluir o curso, uma vez que o seu pai a proibiu de frequentar a Academia por não achar o ambiente apropriado para uma jovem da sua estirpe.” Mesmo assim Amélia Carneiro foi uma grande pintora e participou em muitas exposições quer individuais quer colectivas.

15 fevereiro 2010

Michel Chaudun

A Teresa trouxe-me este G da Paris. Um doce! Lindo!
Quando o comer, vai ficar o sabor mas o "lindo" acaba-se. Então registemos o "antes".
Le chocolat par
Michel Chaudun
149, rue de l'Université
75007 Paris

12 fevereiro 2010

09 fevereiro 2010

Do baú

Hoje lembrei-me do meu primeiro computador. Um Toshiba com uma memória que deixaria a maior parte de vocês de boca aberta e poria este onde trabalho à gargalhada.
Saiu do armário onde está religiosamente guardado com todo o carinho e... voilá! Ele a funcionar.

06 fevereiro 2010

02 fevereiro 2010

30 janeiro 2010

Candeeiro (43)

Mafra, através da janela, reflectida no vidro do candeeiro.

A (e da) janela do Rei

D. João V, quando mandou construir a Igreja e o Convento de Mafra, fez passar por cima da entrada da Igraja um enorme corredor que ligava as alas norte (do Rei) e sul (da Rainha). Esso corredor tem três janelas voltadas para a Igreja. A vista da Igreja dessas janelas é deslumbrante.

A janela do Rei vista da Igreja

A Igreja vista da janela do Rei.

29 janeiro 2010

Igreja e Museu de São Roque

Na visita a Lisboa, os alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca começaram com uma visita guiada à Asembleia da República. Deixo os comentários, por lamentáveis, para o "destramar".
Depois do almoço, na Assembleia da República, os alunos dirigiram-se para a Igreja e Museu de São Roque onde tiveram uma visita guiada.
Não conhecia nem a Igreja nem o Museu de São Roque e fiquei agradavelmente surpreendida. Uma Igreja muito bonita, com uma história interessantíssima, que saiu quase incólume ao terramoto de 1755 e que teve um papel de relevo na vida dos Jesuítas em Portugal.

No Museu pude apreciar peças lindíssimas que vão da escultura à pintura passando por todo o tipo de belos e ricos paramentos.
Aconselho esta visita a quem não conhecer estas preciosidades.

26 janeiro 2010

O mar da Ericeira

Cerca de sessente alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca foi, em visita cultural, à zona da Capital.
O passeio terminou com um almoço na Ericeira. Um dia de sol lindo que terminaria com chuva em Matosinhos.
Uma viagem inesquecível que eu aproveitei para fazer "fisioterapia" ao meu pé direito durante dois dias.


08 janeiro 2010

Cá estão eles

No dia de Reis lá fui ao Pedro Hispano tirar o gesso. O aspecto do pé era fracote. Muito gordo e muito roxo. Vim para casa e com três massagens por dia e o remédio antigo do molho em água morna com sal, a coisa está a compor-se.
O pé direito ainda não é igual ao esquerdo mas já aparenta fortes semelhanças. Falta-lhe descorar um pouco e emagrecer um pedaço.
O mais importante é que anda no chão. Devagar, devagarinho que eu não quero estragar três semanas de imobilidade.
A sensação de liberdade, ainda que parcial, é maravilhosa. Vou passar a tratar os meus pés ainda com mais carinho. Eles valem ouro!

05 janeiro 2010

O 12º e o 13º

Dois sobrinhos netos, apressados, resolveram nascer antes de tempo. Esta noite, em Coimbra nasceram o Francisco e o Salvador com 1,600 kg e 1,300 kg, respectivamente. Lá estão na incubadora a fazer pela vida.
Que Deus lhes dê saúde para fazerem as asneiras que os meus netos fazem. À Inês e ao Vitor a minha solidariedade para os tempos que aí vêm e que são difíceis (como eu sei!...). À minha irmã e ao meu cunhado aquele beijo.
A minha Mãe teve hoje o 12º e o 13º bisnetos. O 14º nasce lá mais para o fim do mês. Já é uma conta linda!

04 janeiro 2010

O dia de Reis

Hoje é segunda-feira, dia 4. Assim sendo, depois de amanhã é quarta-feira, dia 6. Dia de Reis. Infelizmente cá não se comemora o dia de Reis mas, este ano, eu espero ansiosamente a chegada do Gaspar, do Belchior e do Baltasar. É que tenho consulta no Hospital para tirar o gesso da perna. Não sei o que vem a seguir mas é melhor com toda a certeza.

Abri o computador e quando liguei à internet para partilhar esta notícia, o Google estava lindo.

Um ramo de macieira e a maçã da esquerda a cair. Homenagem ao grande Isaac Newton no dia do seu nascimento.
Obrigada, Google, por nos ires lembrando estas efemérides de formas tão adequadas.

Para saber mais clique
aqui.

24 dezembro 2009

Um Santo Natal

Desejo a todos um Santo Natal.

Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido...

Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma casa

Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

19 dezembro 2009

Nem sonhos, nem rabanadas

No dia em que aqui coloquei o poema do António Gedeão todos os meus planos de Natal ruiram.
Ia apanhar o Metro. Tropecei e aqui estou de gesso e "pé ao peito". 15 dias de completa imobilidade e inutilidade. Ainda por cima nunca usei canadianas e a aprendizagem, para a minha idade, não é fácil.
Mudei-me para a casa da minha filha Teresa e cá estou a dar trabalho e com a horrível sensação, nova para mim, da falta de mobilidade.
Assim passarei o Natal e o Ano Novo. Que o Menino Jesus me dê paciência para aguentar os 13 dias que faltam.

17 dezembro 2009

Dia de Natal

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para podermos continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas.
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá ´
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

António Gedeão

12 dezembro 2009

Couves?

De longe o efeito é lindo! Ao perto parecem couves - branca e roxa. Penca? Tronchuda?
Num dos canteiros ajardinados da Praça Cidade S. Salvador.

A anémona gigante

Na Praça Cidade de S. Salvador, onde quase acaba Matosinhos e quase começa o Porto, está a anémona da autoria da norte-americana Janet Echelman.

10 dezembro 2009

Na minha casa

A minha casa também já está alindada. O lugar de destaque vai para o Presépio onde estão as quatro velas que se vão acendendo a cada domingo do Advento.

Depois, está a árvore de Natal que foi enfeitada pelas crianças todas. Só o Lourenço, pela sua idade, não entrou nesta tarefa. Placas de massas Fimo que cada um enfeitou e onde cada um escreveu os nomes dos seus amigos.
Assim, todos os nossos amigos estarão connosco também nesta quadra que, para nós, é festiva.

A USFE no Natal


Os alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca já alindaram a "sua casa" para a época natalícia e no dia 21 de Dezembro terão a sua festa e o seu jantar de Natal. Lá estaremos, para conviver e registar em imagens.

09 dezembro 2009

Parabéns

O meu herói, o meu prematuro, o meu chinoca, o meu Lourenço faz hoje 2 anos. A todos os que acompanharam o atribuladíssimo princípio da vida deste pequenote e, com as suas orações ou a sua vontade, ajudaram a que hoje houvesse festa, o meu agradecimento sincero.

08 dezembro 2009

O mar da Foz...


...hoje.

Os pescadores

Na minha caminhada cruzei-me com estes dois em cima do rochedo com as suas canas.

Sempre a aprender...

Acabada de chegar de uma reunião, liguei o computador para ir aos meus blogues. A imagem maravilhosa do Google levou-me à pesquisa.



Não fazia a mínima ideia que o Popeye (the sailor man) nasceu em 1929 numa banda desenhada humorística de um jornal norte-americano. O seu criador Elzie Crisler Segar nasceu em Chester, Illinois, em 8 de Dezembro de 1894. Faria hoje 119 anos.

Afinal o Popeye, cujos filmes animaram a minha juventude (já que na infância não havia televisão), já era "velho" quando eu o conheci. Nunca imaginei.

Mas gostei de o ver nesta imagem, com a lata de espinafres já aberta e os ditos a caminho da sua boca para lhe darem aqueles músculos fabulosos.
Andei uns anos largos para o passado e foi bom.

05 dezembro 2009

O dia de Haydn

Cheguei da Casa da Música com o corpo leve e a alma cheia. As minhas assinaturas de Piano e ONP ao sábado, 2009, estão a acabar. Hoje fui ver um concerto divino pela Orquestra Nacional do Porto.
Obras de Joseph Haydh e Arvo Part que me encantaram.


01 dezembro 2009

Da ponte

O Palácio da Bolsa e a Igreja de S. Francisco no meio do casario.
(vista da Ponte D. Luis)