12 abril 2012

Longe do mundo, perto do que é bom

O meu carro, que não trocava por um Porsche, levou-me para longe do mundo.
Uns verdes separavam-me do horizonte longínquo e que eu queria esbatido. Fugi de tudo, que não de todos. Foram uns dias de amena cavaqueira com gente querida, com boa comida, boa bebida e noites compridas onde só as cigarras tinham voz.
A boa vida é mesmo boa!

05 abril 2012

Que é feito do burro?

Qando eu vim morar aqui, do outro lado da larga rua em frente da sala, havia uma quinta. Um dia vieram as máquinas e com elas o meu medo que aquele terreno se transformasse num prédio alto. Felizmente apareceu apenas um comboio com seis moradias. Uma delas foi adquirida por alguém que teve a ideia peregrina de que eu falei aqui e que já serviu para apresentações da Neoturf.
Há já um tempo que não olhava para o burro mas ontem fui surpreendida com esta vista:
Que é feito do burro? Fugiu? Morreu? Ou foi à terra?

Cor

 A mancha colorida, que me encantou, é feita de pequenas flores que parece terem sido pintadas à mão.

25 março 2012

Ovos moles de Aveiro

As minhas ida a Ovar tornaram-se agora muito assíduas. Hoje parei na Área de Serviço e não resisti a acompanhar o meu café com um doce de ovos moles de Aveiro. Alguém é servido?

23 março 2012

Da janela de outros

Adoro o reino vegetal. Fotografo-o, aprecio-o. Mas reconheço os meus poucos conhecimentos sobre os nomes das plantas. Tenho pena e gostava mesmo de saber os nomes de todas, ou pelo menos da maioria das plantas com as quais me cruzo. Mas não me posso dedicar a tudo e tenho um genro que é Engenheiro Agronómico que me tira as dúvidas.

22 março 2012

Da janela do meu quarto


Abrir a janela do quarto e ver esta mancha colorida, é um bom presságio para o dia que começa.

19 março 2012

Histórias de uma mesa

Uma mesa apenas. Uma mesa numa área de serviço. Parece nada ter de belo ou interessante.
Quem se terá já sentado nesta mesa? Que palavras já terá ela ouvido? Que promessas já terão sido feitas a esta mesa? Que lamentos já aqui ficaram? Se esta mesa falasse, perguntar-lhe-ia o que mais a marcou de tudo o que viu e ouviu. Aposto que seria uma linda história. Imaginemo-la.

O mar de Leça

Hoje o céu esteve todo azul. Na quarta-feira estava bem nublabo em Leça.

14 março 2012

Einstein e eu

Einstein faria hoje anos. Eu faço.

13 março 2012

O arco-iris

Um dia destes apanhei o arco-iris nesta teia de aranha. Apesar da fotografia não mostrar todo o matiz de cores que eu vi, dá uma ideia. Fiquei momentos esquecidos a apreciar os arcos perfeitamente cincuncêntricos que a aranha teceu e como a luz aproveitou essa maravilha para se decompor. A Natureza é mesmo maravilhosa. Haja olhos para a apreciar.

Envelhecer

Não me sai da cabeça o último livro que li do Valter Hugo Mãe "A máquina de fazer espanhois". Para quem não leu, a história passa-se num lar de idosos.
Passei hoje por uma situação que me deixou de rastos. Foi um dia muito dorido em que fui obrigada a fazer algo que nunca imaginei.
A minha tia, que também é minha mãe e minha madrinha está a envelhecer. Já tem 88 anos mas cheios de genica e jovialidade. Não casou, vive sozinha em Ovar e as filhas somos nós as cinco que estamos espalhadas pelo país desde a Ponte da Barca até Faro. Há umas semanas caiu e partiu o colo do fémur. Durante uma semana fui todos os dias para o Hospital de Santa Maria da Feira para estar com ela, para a ajudar, para a animar, para a mimar. Fez uma prótese total da anca e a operação correu muito bem. No dia 2 teve alta e eu e uma das minhas irmãs fomos buscá-la, levámo-la para casa e tratámos dela o melhor que pudemos. Mas quer eu quer a minha irmã temos as nossas vidas, as nossas famílias, as nossas casas e era impossível continuarmos lá. Tivemos que tomar a decisão de, contra a vontade de todas, a colocar no lar da Santa Casa da Misericórdia. O lar tem umas instalações óptimas, o cuidado é excelente mas doeu muito deixá-la lá. Muito, muito mesmo.
Dizem que o dinheiro não dá felicidade mas que ajuda muito, isso ajuda. Se eu pudesse, na minha casa, proporcionar-lhe o acompanhamento que ela vai ter no lar, nunca a teria lá deixado.
Era bom que nós envelhecessemos como esta rosa.

25 fevereiro 2012

Vai um café? Ou um gelado?

A esplanada está pronta. E está maravilhosa.
(fotografia do meu sobrinho António)

A neve em Roma


 O meu sobrinho António aproveitou o nevão em Roma para tirar umas fotografias que me enviou.

21 fevereiro 2012

Citrinos


Adoro  todos os citrinos e estamos na época deles. Um limão dá uma excelente limonada, tempera carne, peixe e saladas, faz mousses e bolos deliciosos, faz excelentes champôs e sabonetes, ajuda a tirar os cheiros das mãos, tem um aroma delicioso... eu sei lá que mais... e ainda ajuda a realçar todos os sabores. O que se consegue com um simples limão!

Subo?


Tuda a vida é feita de opções. Antes de optar é preciso pensar porque depois há que assumir a responsabilidade do que daí advier.

20 fevereiro 2012

Recordar

 
No dia 29 de Janeiro de 1975, pelas 12.35, o super-petroleiro Jabob Maersk, de pavilhão dinamarquês, carregado com 80.000 tonaledas de petróleo vindo do Irão, encalhou num banco de areia junto ao Porto de Leixões, em frente á Avenida Montevideu, na cidade do Porto.
Poucos momentos depois, o motor do navio incendiou-se, provocando uma súbita e estrondosa explosão, partindo o navio em 3 partes. A explosão foi audível em quase toda a cidade e inúmeras viaturas que passavam junto á marginal viram as suas viaturas afectadas com a queda de petróleo em chamas. 7 dos tripulantes faleceram na explosão.
Durante 3 dias o navio esteve em chamas que atingiram os 100 metros de altura. A nuvem de fumo criada foi visível em vastas extensões, havendo relatos do seu avistamento em Viana do Castelo e Aveiro.
Dezenas de pessoas moradoras na zona mais próxima do acidente foram internadas com problemas respiratórios devido aos fumos tóxicos. Em toda a cidade o ar tornou-se quase irrespirável, tornando-se necessário manter portas e janelas fechadas. Muitos estabelecimentos comerciais foram obrigados a fechar. Chegou a aventar-se a hipótese de dezenas de milhar de pessoas terem de ser evacuadas da cidade, pelo perigo de exposição aos gases tóxicos e dificuldades respiratórias.
Nas semanas seguintes ao acidente, a parte dianteira do navio foi-se lentamente deslocando até encalhar definitivamente mesmo junto ao Forte de S. Francisco Xavier (Castelo do Queijo), onde permaneceu nos 20 anos seguinte, tornando-se um ícone, ainda que involuntário e temporário, da cidade.
(do blogue Porto Antigo)
Aquando deste acidente, rebocadores do porto de Leixões acudiram à tragédia e ao salvamento dos tripulantes do Maersk. Um dos homens que nesses rebocadores fizeram a operação de salvamento foi o Senhor Manuel Lima.
Os alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca, tiveram a honra de ouvir o Sr. Manuel Lima falar, na primeira pessoa, dessa operação de salvamento. Foi uma lição excepcional. Passados 37 anos, este senhor fala daquele dia com uma emoção comovedora. O risco que correu, o que viu, o que sentiu, estão ainda tão presentes. Deixo aqui algumas fotografias dos muitos slides que o Sr. Manuel Lima nos mostrou. É que a tragédia também permite fotografias magníficas.
(pode ver uma sequência de fotografias aqui)

03 fevereiro 2012

Sol de inverno

Aproveitei este sol lindo...
 ... e, sob este céu limpo, ...
 ... fui passear a minha sombra.
 O sol provocava na água ao pé do clube de golf reflexos maravilhosos.
Quando regressava, após a caminhada, deparei-me com um sinal de proibição que, esquecido da sua função, estava refastelado no chão a tomar banhos de sol.

31 janeiro 2012

Mar sonoro

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim.

Sophia de Mello Breyner

26 janeiro 2012

Até sempre João

Fui, com a minha Teresa, despedir-me de si pela última vez (já viu que nunca nos conseguimos tratar por tu...).
A sua despedida foi de uma beleza imensa. Foi a festa de despedida que o João merecia. Quem celebrou a missa foi o seu irmão Manel (deveria dizer Senhor D. Manuel Clemente, mas para mim será sempre o Manel) que teve mais sete padres a concelebrar. A música era linda; ao piano o Zé Alexandre e um violinista (talvez da escola do Zé Alexandre) e, quando a missa acabou ouvimos todos “What a wonderful wordl” pela voz de Louis Armstrong, a música de que o João tanto gostava.  
Na Igreja das Carmelitas, na Foz, não cabia mais gente. Estava lá a sua família toda e a da Maria Manuel, o “nosso” grupo, o Garcia em peso, talvez o Rodrigues de Freitas, talvez o D. Duarte e umas dezenas de padres. A homilia do Manel foi muito terna e, quando falou da vossa mãe, acabou por se comover. Que maravilhosa era a Sra. D. Sofia!
No final falou o Rui, a Cláudia, a Joana e os seus netos (menos a pequenina). Todos realçaram a sua alegria, o seu amor pela vida, o seu amor pelos amigos, a sua convicção de que realmente este é um mundo maravilhoso.
A Maria Manuel leu um texto de Santo Agostinho que, por ser tão belo, aqui o deixo como despedida.
Se me amas não chores
Se conhecesses o mistério imenso do céu
onde agora vivo, este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor, uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para além
da morte, matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!

Até sempre, João

25 janeiro 2012

Há dias tristes

Há dias tristes como o de hoje. Em que um amigo muito grande nos deixa. É nestes momentos que eu penso que a nossa geração chegou à pole position.
Que saudades que ficam do João Clemente! Fica um espaço vazio mas muitos momentos bons para recordar que foram nossos e ninguém no-los tira.
Ficam as férias passadas nas casas que alugávamos nas Areias de S. João. Ficam as brincadeiras das minhas três filhas e das vossas duas na praia dos Tomates. As cinco faziam uma escadinha que ficou registada em fotografias. Estão ali guardadas. Ficam as festas na Rodrigues Lobo e na Gonçalo Velho. Fica o ‘Pucarot’ no Foco onde ‘petits-déjeuners sont servis’. Ficam os deliciosos fins de semana no Marco. Ficam as noitadas de animada conversa acompanhada de uma garrafa de whisky em que nós dois acabávamos por desistir mas a Maria Manuel e o Mário aguentavam até o dia nascer (o Mário foi o primeiro a ir quando ainda éramos todos uns jovens e a morte era algo muito, muito distante). Fica tanta coisa boa para recordar. 
Fica comigo a sua lembrança, a sua alegria, o seu sentido de humor.
Um beijo, João, e até sempre.

24 janeiro 2012

Cactos


 Desconheço como manda o novo acordo ortográfico escrever "cactos". Nem tal me preocupa.

18 janeiro 2012

13 janeiro 2012

Pintura de Carlos Carreiro

 Um grupo de alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca teve hoje o privilégio de fazer uma visita guiada à exposição de pintura de Carlos Carreiro, pelo próprio pintor. Com a excelência das explicações foi, para além de uma visita, uma aula de pintura. 
Um belo programa numa tarde soalheira de sexta-feira. Esta exposição está patente na Galeria da Câmara Municipal de Matosinhos.

O mar da Foz

12 janeiro 2012

A teia


Que trabalheira que a aranha teve!
Já agora vale a pena ver como ela trabalha.

O mar de Leça

10 janeiro 2012

Missa do Galo

Fui ver de novo esta peça em cena no Constantino Nery. Um espectáculo a não perder.

A cabra da velha torre...

 Fui a Coimbra à festa dois anos do Francisco e do Salvador, meus sobrinhos netos. "A cabra da velha torre" lá estava sempre linda e a "chamar por mim".

(Julgo que só quem estudou em Coimbra entende este chamamento...)