O meu sobrinho António aproveitou o nevão em Roma para tirar umas fotografias que me enviou.
"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
25 fevereiro 2012
21 fevereiro 2012
Citrinos
Adoro todos os citrinos e estamos na época deles. Um limão dá uma excelente limonada, tempera carne, peixe e saladas, faz mousses e bolos deliciosos, faz excelentes champôs e sabonetes, ajuda a tirar os cheiros das mãos, tem um aroma delicioso... eu sei lá que mais... e ainda ajuda a realçar todos os sabores. O que se consegue com um simples limão!
Subo?
Tuda a vida é feita de opções. Antes de optar é preciso pensar porque depois há que assumir a responsabilidade do que daí advier.
20 fevereiro 2012
Recordar
No dia 29 de Janeiro de 1975, pelas 12.35, o super-petroleiro Jabob Maersk, de pavilhão dinamarquês, carregado com 80.000 tonaledas de petróleo vindo do Irão, encalhou num banco de areia junto ao Porto de Leixões, em frente á Avenida Montevideu, na cidade do Porto.
Poucos momentos depois, o motor do navio incendiou-se, provocando uma súbita e estrondosa explosão, partindo o navio em 3 partes. A explosão foi audível em quase toda a cidade e inúmeras viaturas que passavam junto á marginal viram as suas viaturas afectadas com a queda de petróleo em chamas. 7 dos tripulantes faleceram na explosão.
Durante 3 dias o navio esteve em chamas que atingiram os 100 metros de altura. A nuvem de fumo criada foi visível em vastas extensões, havendo relatos do seu avistamento em Viana do Castelo e Aveiro.
Dezenas de pessoas moradoras na zona mais próxima do acidente foram internadas com problemas respiratórios devido aos fumos tóxicos. Em toda a cidade o ar tornou-se quase irrespirável, tornando-se necessário manter portas e janelas fechadas. Muitos estabelecimentos comerciais foram obrigados a fechar. Chegou a aventar-se a hipótese de dezenas de milhar de pessoas terem de ser evacuadas da cidade, pelo perigo de exposição aos gases tóxicos e dificuldades respiratórias.
Nas semanas seguintes ao acidente, a parte dianteira do navio foi-se lentamente deslocando até encalhar definitivamente mesmo junto ao Forte de S. Francisco Xavier (Castelo do Queijo), onde permaneceu nos 20 anos seguinte, tornando-se um ícone, ainda que involuntário e temporário, da cidade.
(do blogue Porto Antigo)
Aquando deste acidente, rebocadores do porto de Leixões acudiram à tragédia e ao salvamento dos tripulantes do Maersk. Um dos homens que nesses rebocadores fizeram a operação de salvamento foi o Senhor Manuel Lima.
Os alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca, tiveram a honra de ouvir o Sr. Manuel Lima falar, na primeira pessoa, dessa operação de salvamento. Foi uma lição excepcional. Passados 37 anos, este senhor fala daquele dia com uma emoção comovedora. O risco que correu, o que viu, o que sentiu, estão ainda tão presentes. Deixo aqui algumas fotografias dos muitos slides que o Sr. Manuel Lima nos mostrou. É que a tragédia também permite fotografias magníficas.
(pode ver uma sequência de fotografias aqui)
03 fevereiro 2012
Sol de inverno
Aproveitei este sol lindo...
... e, sob este céu limpo, ... ... fui passear a minha sombra.
O sol provocava na água ao pé do clube de golf reflexos maravilhosos.Quando regressava, após a caminhada, deparei-me com um sinal de proibição que, esquecido da sua função, estava refastelado no chão a tomar banhos de sol.
31 janeiro 2012
Mar sonoro
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
Sophia de Mello Breyner
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim.Sophia de Mello Breyner
26 janeiro 2012
Até sempre João
Fui, com a minha Teresa, despedir-me de si pela última vez (já viu que nunca nos conseguimos tratar por tu...).
A sua despedida foi de uma beleza imensa. Foi a festa de despedida que o João merecia. Quem celebrou a missa foi o seu irmão Manel (deveria dizer Senhor D. Manuel Clemente, mas para mim será sempre o Manel) que teve mais sete padres a concelebrar. A música era linda; ao piano o Zé Alexandre e um violinista (talvez da escola do Zé Alexandre) e, quando a missa acabou ouvimos todos “What a wonderful wordl” pela voz de Louis Armstrong, a música de que o João tanto gostava.
Na Igreja das Carmelitas, na Foz, não cabia mais gente. Estava lá a sua família toda e a da Maria Manuel, o “nosso” grupo, o Garcia em peso, talvez o Rodrigues de Freitas, talvez o D. Duarte e umas dezenas de padres. A homilia do Manel foi muito terna e, quando falou da vossa mãe, acabou por se comover. Que maravilhosa era a Sra. D. Sofia!
No final falou o Rui, a Cláudia, a Joana e os seus netos (menos a pequenina). Todos realçaram a sua alegria, o seu amor pela vida, o seu amor pelos amigos, a sua convicção de que realmente este é um mundo maravilhoso.
A Maria Manuel leu um texto de Santo Agostinho que, por ser tão belo, aqui o deixo como despedida.
Se me amas não chores
Se conhecesses o mistério imenso do céu
onde agora vivo, este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor, uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para além
da morte, matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!
onde agora vivo, este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor, uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para além
da morte, matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!
Até sempre, João
25 janeiro 2012
Há dias tristes
Há dias tristes como o de hoje. Em que um amigo muito grande nos deixa. É nestes momentos que eu penso que a nossa geração chegou à pole position.
Que saudades que ficam do João Clemente! Fica um espaço vazio mas muitos momentos bons para recordar que foram nossos e ninguém no-los tira.
Ficam as férias passadas nas casas que alugávamos nas Areias de S. João. Ficam as brincadeiras das minhas três filhas e das vossas duas na praia dos Tomates. As cinco faziam uma escadinha que ficou registada em fotografias. Estão ali guardadas. Ficam as festas na Rodrigues Lobo e na Gonçalo Velho. Fica o ‘Pucarot’ no Foco onde ‘petits-déjeuners sont servis’. Ficam os deliciosos fins de semana no Marco. Ficam as noitadas de animada conversa acompanhada de uma garrafa de whisky em que nós dois acabávamos por desistir mas a Maria Manuel e o Mário aguentavam até o dia nascer (o Mário foi o primeiro a ir quando ainda éramos todos uns jovens e a morte era algo muito, muito distante). Fica tanta coisa boa para recordar.
Fica comigo a sua lembrança, a sua alegria, o seu sentido de humor.
Um beijo, João, e até sempre.
24 janeiro 2012
18 janeiro 2012
13 janeiro 2012
Pintura de Carlos Carreiro
Um grupo de alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca teve hoje o privilégio de fazer uma visita guiada à exposição de pintura de Carlos Carreiro, pelo próprio pintor. Com a excelência das explicações foi, para além de uma visita, uma aula de pintura.
Um belo programa numa tarde soalheira de sexta-feira. Esta exposição está patente na Galeria da Câmara Municipal de Matosinhos.
12 janeiro 2012
10 janeiro 2012
A cabra da velha torre...
Fui a Coimbra à festa dois anos do Francisco e do Salvador, meus sobrinhos netos. "A cabra da velha torre" lá estava sempre linda e a "chamar por mim".
(Julgo que só quem estudou em Coimbra entende este chamamento...)
(Julgo que só quem estudou em Coimbra entende este chamamento...)
30 dezembro 2011
Os anos que nascem e morrem
O 2011 está a acabar. No final do dia de amanhã, acaba mais um Dezembro e começa mais um Janeiro. Nunca consegui entender por que se festeja a passagem de ano. Passa-se de um dia para o outro como todas as meias noites… Olavo Bilac fala-nos, de uma maneira simples, da passagem inexorável do tempo.
O Tempo
Olavo Bilac
Eu só quero que o tempo pareça passar depressa. Quando as coisas correm bem, o tempo parece que voa mas quando temos que esperar que o tempo resolva qualquer tipo de problema, os segundos parecem demorar anos. Já vivi isso e não quero repetir.
Para todos um bom dia de amanhã, de depois de amanhã, de depois de depois de amanhã,...
O Tempo
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo o século, e passo adiante.
Trabalhai porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Olavo Bilac
Eu só quero que o tempo pareça passar depressa. Quando as coisas correm bem, o tempo parece que voa mas quando temos que esperar que o tempo resolva qualquer tipo de problema, os segundos parecem demorar anos. Já vivi isso e não quero repetir.
Para todos um bom dia de amanhã, de depois de amanhã, de depois de depois de amanhã,...
28 dezembro 2011
Sol de inverno
Hoje está-se bem num banco como este a apanhar o sol de inverno. Vamos aproveitá-lo já que o fim de ano vai ser de chuva.
23 dezembro 2011
Boas Festas
Na tal
Desejo a todos um Santo Natal
Na tal habitação volto a falar-te
Na tal que já eu próprio não conheço
Na tal que mais que tálamo era berço
Na tal em que de noite nunca é tarde
Na tal de que por fim ninguém se evade
Na tal a que sei bem que não regresso
Na tal que umbilical cabe num verso
Na tal sem universo que a iguale
Na tal habitação te vou falando
Na tal como quem joga às escondidas
Na tal a ver se tu me dizes qual
Na tal de que eu herdei só este canto
Na tal que para sempre está perdida
Na tal em que o natal era Natal
David Mourão-Ferreira
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