02 julho 2007

Cidade jardim

Os plátanos em frente da janela do quarto...
... só deixavam ver pedacinhos do rio onde se reflectia a luz do Sol.

Nas ruas, os jardins redeavam-me...



... nas margens do Lima lá estavam as flores.

E ao antardecer, o Sol deitava-se nas águas do rio...


01 julho 2007

Ponte de Lima

"O rio que, nascido na fonte do Talarinho, em Ginzo, se torna mais largo e sereno, quando sente próximo o oceano, antes de se espraiar nas férteis veigas, ao cruzar-se com a estrada romana, que noutros tempos foi a principal via da civilização, originou uma ponte e, com esta, deu o nome à povoação que desse cruzamento nasceria: Ponte de Lima.


Em 1125, D. Teresa decidiu atribuir o estatuto de vila e sede de município a essa povoação, reconhecendo a sua importância sob o ponto de vista da estratégia militar e económica. Na definição da fisionomia da vila medieval tiveram influência marcante o rio, a ponte e as saídas para as mais importantes vias de comunicação terrestre: para noroeste, na direcção de Ponte da Barca, para sudeste, na direcção de Braga, e para sudoeste, na direcção da foz do Lima.
A ponte romana, já em ruínas, foi substituída por outra, nas últimas décadas do século XIII e primeiros anos do século XIV.Às obras da ponte, seguiu-se, ainda no século XIV, a construção das novas muralhas.Ao seu início, em 3 de Julho de 1354, alude a inscrição de uma lápide que esteve encastoada numa torre junto à entrada da ponte.Em 14 de Junho de 1372, a obra estava pronta, como constava de uma carta enviada ao Rei, cuja cópia existe no arquivo da Câmara de Ponte de Lima.A ligação da vila com o exterior fazia-se através de seis portas, cada uma delas defendida por uma torre.Mas havia ainda três torres situadas na parte mais alta da cerca, que não estavam junto de qualquer porta de comunicação com o exterior mas eram necessárias para garantir a defesa do longo troço da muralha.Tinha esta um perímetro que se pode considerar muito amplo para a época em que foi construída. Prevendo o crescimento demográfico, incluíram-se no seu interior diversas áreas de utilização quase exclusivamente agrícola, que a toponímia revelará, como as Pereiras, e, aos lados da actual Rua do Souto, o Linhar e o Pomar.Parte deste espaço irá ser aproveitado, num dos lados, para a construção do Paço do Alcaide, já no século XV e do outro, para a expansão urbanística que se verificará ao longo dos séculos XV e XVI."

30 junho 2007

De volta...

Ainda que me esforçasse, ainda que usasse as mais belas palavras, nunca conseguiria dizer a beleza de Ponte de Lima. Por isso, utilizo esta quadra...

... de um dos grandes Homens desta terra.

"Uma beleza destas não se pinta" nem se diz. Aprecia-se.




26 junho 2007

Até breve...

Vou uns dias para o verde Minho: Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez,...
Terras lindas de uma linda zona do nosso país. Volto em breve com fotografias bonitas para partilhar com vocês todos e boas lembranças para guardar comigo.

Igreja de Cedofeita

As andorinhas no telhado da capela-mor da Igreja Românica de Cedofeita.
"Do Passeio Alegre rumamos, agora de autocarro, até ao Largo do Priorado, em Cedofeita, onde se pode admirar uma das mais antigas igrejas do Porto - a igreja românica de Cedofeita. Portugal ainda não tinha nascido politicamente como país independente e já esta igrejinha existia. A história deste templo é muito obscura, sobretudo no que diz respeito à data da sua fundação. Do que não há dúvida é de que se trata de um belo exemplar de arte românica do século XII. Sabe-se ainda que pelo espaço de três séculos experimentou três diferentes proprietários: os Suevos, que a terão fundado; os Godos, que a conquistaram; e os Mouros, que dela se assenhorearam até ao reinado de Afonso I de Leão. Durante a ocupação moura do Norte do País, a igreja de Cedofeita foi o único templo cristão da zona ocupada em que, sem qualquer interrupção, se celebrou missa, mediante um tributo que os cónegos pagavam ao rei mouro." (texto daqui)

Inscrição na Areia

O meu amor não tem
importância nenhuma
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!

Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.


Cecília Meireles

25 junho 2007

Borboleta verde

Borboleta verde,
aqui não há flores.
- Procuras nas pedras
jardins interiores?

Borboleta verde,
aqui não há zumbidos.
- Procuras nas pedras
perfumes dormidos?

Borboleta verde,
aqui só há calçadas.
- Procuras nas pedras
as flores geladas?

Borboleta verde
chama quase morta.
- Também eu, também,
aos tombos nas pedras,
não encontro a Porta.

Gomes Ferreira
"O blogue com grelos premeia mulheres que, na sua escrita, para além de mostrarem uma preocupação pelo mundo à sua volta ainda conseguem dar um pouco de si, dos seus sentires e com isso tornar mais leve a vida dos outros. Mulheres, mães, profissionais que espalham a palavra de uma forma emotiva e cativante. Que nos falam da guerra mas também do amor.Foi nomeada para o prémio "Blogue com Grelos"?
Parabéns. Descarregue uma das imagens acima e faça as suas 5 nomeações. Não deixe de me informar, para citar as suas nomeações neste blog.
Eu, Marta F., autora da iniciativa, reservo-me o direito de nomear Blogues com Grelos, sempre que encontrar alguns. O prémio "Blogue com Grelos", destina-se a distinguir a escrita no feminino, em toda a net lusófona.
Não serão permitidas nomeações de blogues de escrita no masculino ou com participação masculina."
A amiga ka decidiu atribuir-me esta distinção. Obrigada ka!
Como já foram escolhidas Mulheres que eu nomearia, só vou nomear uma que considero uma Mulher inteira:

23 junho 2007

Noite de S. João


Em noite de S. João não vou de alho porro (agora martelo de plástico) para lado nenhum. Já não me apetece confusão. Mas fica aqui a minha lembrança desta noite tão do Porto.
Em 1997, foi construída uma cascata de S. João em frente à Câmara do Porto. Uma cascata lindíssima com um Porto pequenino e de que deixo aqui quatro pormenores. Foi-me extremamente difícil escolher apenas quatro das cerca de trinta fotografias que tirei.

22 junho 2007

Batentes

Rua do Senhor, Senhora da Hora

Rua de Cedofeita, Porto

21 junho 2007

Um pouco mais de azul...

... e era um belo céu de Verão. Lá no meio, muito pequenino, vai um avião que saiu do Porto pelas 15:30 h. Alguns dos passageiros irão de férias. Boas férias para eles.

20 junho 2007

Peixe fresco

Com a brisa que se fazia sentir no Furadouro, garanto que este peixe estava bem fresquinho.
A equipa passou por aqui para uma reunião de trabalho externo...
Mas este também estava fresco... Bem temperado, bem assado e bem acompanhado com batata cozida, pimentos e bom vinho.

Mas a mesa estava farta: presunto, chouriço, broa, ...

... queijos...

... excelentes sobremesas...

... e boa fruta.

Uma tarde muito bem passada. A repetir. Trabalhar assim dá gosto!...

Pôr do sol no Furadouro

19 junho 2007

Passado

Quem ainda se lembra dos lenços de assoar da Efanor? Dos tecidos da Efanor? Tudo isso é passado.
O que resta da Efanor é isto...

18 junho 2007

Sete Bicas

No Metro do Porto uma das paragens é a das Sete Bicas. Para quem não sabe o porquê desse nome aqui fica a explicação. Perto dessa estação há uma igreja - a igreja das Sete Bicas.

A rodear essa igreja há um parque - o Parque das Sete Bicas.

Nesse parque há uma fonte com sete bicas - a fonte das Sete Bicas.

Nessa fonte está escrito:

Já agora, e por curiosidade, posso informar que no primeiro domingo de cada mês há, no Parque das Sete Bicas, uma feira de velharias.

17 junho 2007

17 de Junho de 1922



O F400 "Lusitânia" preparando para descolar no rio Tejo para a travessia aérea do Atlântico Sul.



A 30 de Março de 1922, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, iniciaram a 1.ª Travessia Aérea do Atlântico Sul percorrendo 4367 milhas, num tempo de voo de cerca de 60 horas. Essa viagem aérea foi repartida por várias etapas
Lisboa – Las Palmas (Canárias)
Gando – S. Vicente (Cabo Verde)
S. Vicente - Praia, na ilha de S. Tiago
Praia – Penedos – Fernando Noronha
Fernando Noronha – Recife
De Recife seguem para Baía, Porto Seguro, Victória e finalmente chegam ao Rio de Janeiro a 17 de Junho de 1922.
Sacadura Cabral e Gago Coutinho a bordo do "Lusitânia" e respectivas assinaturas.
Para saber mais:

16 junho 2007

Textura





















Hoje não digo o que é.

15 junho 2007

Estatística

Quando eu nasci havia em Portugal
(em Portugal continental
e nas ridentes,
verdes e calmas
ilhas adjacentes)
uns seis milhões e umas tantas mil almas.
Assim se lia no meu livrinho de Corografia
de António Eusébio de Morais Soajos.
Hoje, graças aos progressos da Higiene e da Pedagogia,
já somos quase dez milhões de gajos.
António Gedeão

13 junho 2007

Restos

Depois da poda, ficam pelo chão tantos restos bonitos

11 junho 2007

Batente

Porto, Rua Pinto Bessa