25 fevereiro 2012

Vai um café? Ou um gelado?

A esplanada está pronta. E está maravilhosa.
(fotografia do meu sobrinho António)

A neve em Roma


 O meu sobrinho António aproveitou o nevão em Roma para tirar umas fotografias que me enviou.

21 fevereiro 2012

Citrinos


Adoro  todos os citrinos e estamos na época deles. Um limão dá uma excelente limonada, tempera carne, peixe e saladas, faz mousses e bolos deliciosos, faz excelentes champôs e sabonetes, ajuda a tirar os cheiros das mãos, tem um aroma delicioso... eu sei lá que mais... e ainda ajuda a realçar todos os sabores. O que se consegue com um simples limão!

Subo?


Tuda a vida é feita de opções. Antes de optar é preciso pensar porque depois há que assumir a responsabilidade do que daí advier.

20 fevereiro 2012

Recordar

 
No dia 29 de Janeiro de 1975, pelas 12.35, o super-petroleiro Jabob Maersk, de pavilhão dinamarquês, carregado com 80.000 tonaledas de petróleo vindo do Irão, encalhou num banco de areia junto ao Porto de Leixões, em frente á Avenida Montevideu, na cidade do Porto.
Poucos momentos depois, o motor do navio incendiou-se, provocando uma súbita e estrondosa explosão, partindo o navio em 3 partes. A explosão foi audível em quase toda a cidade e inúmeras viaturas que passavam junto á marginal viram as suas viaturas afectadas com a queda de petróleo em chamas. 7 dos tripulantes faleceram na explosão.
Durante 3 dias o navio esteve em chamas que atingiram os 100 metros de altura. A nuvem de fumo criada foi visível em vastas extensões, havendo relatos do seu avistamento em Viana do Castelo e Aveiro.
Dezenas de pessoas moradoras na zona mais próxima do acidente foram internadas com problemas respiratórios devido aos fumos tóxicos. Em toda a cidade o ar tornou-se quase irrespirável, tornando-se necessário manter portas e janelas fechadas. Muitos estabelecimentos comerciais foram obrigados a fechar. Chegou a aventar-se a hipótese de dezenas de milhar de pessoas terem de ser evacuadas da cidade, pelo perigo de exposição aos gases tóxicos e dificuldades respiratórias.
Nas semanas seguintes ao acidente, a parte dianteira do navio foi-se lentamente deslocando até encalhar definitivamente mesmo junto ao Forte de S. Francisco Xavier (Castelo do Queijo), onde permaneceu nos 20 anos seguinte, tornando-se um ícone, ainda que involuntário e temporário, da cidade.
(do blogue Porto Antigo)
Aquando deste acidente, rebocadores do porto de Leixões acudiram à tragédia e ao salvamento dos tripulantes do Maersk. Um dos homens que nesses rebocadores fizeram a operação de salvamento foi o Senhor Manuel Lima.
Os alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca, tiveram a honra de ouvir o Sr. Manuel Lima falar, na primeira pessoa, dessa operação de salvamento. Foi uma lição excepcional. Passados 37 anos, este senhor fala daquele dia com uma emoção comovedora. O risco que correu, o que viu, o que sentiu, estão ainda tão presentes. Deixo aqui algumas fotografias dos muitos slides que o Sr. Manuel Lima nos mostrou. É que a tragédia também permite fotografias magníficas.
(pode ver uma sequência de fotografias aqui)

03 fevereiro 2012

Sol de inverno

Aproveitei este sol lindo...
 ... e, sob este céu limpo, ...
 ... fui passear a minha sombra.
 O sol provocava na água ao pé do clube de golf reflexos maravilhosos.
Quando regressava, após a caminhada, deparei-me com um sinal de proibição que, esquecido da sua função, estava refastelado no chão a tomar banhos de sol.

31 janeiro 2012

Mar sonoro

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim.

Sophia de Mello Breyner

26 janeiro 2012

Até sempre João

Fui, com a minha Teresa, despedir-me de si pela última vez (já viu que nunca nos conseguimos tratar por tu...).
A sua despedida foi de uma beleza imensa. Foi a festa de despedida que o João merecia. Quem celebrou a missa foi o seu irmão Manel (deveria dizer Senhor D. Manuel Clemente, mas para mim será sempre o Manel) que teve mais sete padres a concelebrar. A música era linda; ao piano o Zé Alexandre e um violinista (talvez da escola do Zé Alexandre) e, quando a missa acabou ouvimos todos “What a wonderful wordl” pela voz de Louis Armstrong, a música de que o João tanto gostava.  
Na Igreja das Carmelitas, na Foz, não cabia mais gente. Estava lá a sua família toda e a da Maria Manuel, o “nosso” grupo, o Garcia em peso, talvez o Rodrigues de Freitas, talvez o D. Duarte e umas dezenas de padres. A homilia do Manel foi muito terna e, quando falou da vossa mãe, acabou por se comover. Que maravilhosa era a Sra. D. Sofia!
No final falou o Rui, a Cláudia, a Joana e os seus netos (menos a pequenina). Todos realçaram a sua alegria, o seu amor pela vida, o seu amor pelos amigos, a sua convicção de que realmente este é um mundo maravilhoso.
A Maria Manuel leu um texto de Santo Agostinho que, por ser tão belo, aqui o deixo como despedida.
Se me amas não chores
Se conhecesses o mistério imenso do céu
onde agora vivo, este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor, uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para além
da morte, matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!

Até sempre, João

25 janeiro 2012

Há dias tristes

Há dias tristes como o de hoje. Em que um amigo muito grande nos deixa. É nestes momentos que eu penso que a nossa geração chegou à pole position.
Que saudades que ficam do João Clemente! Fica um espaço vazio mas muitos momentos bons para recordar que foram nossos e ninguém no-los tira.
Ficam as férias passadas nas casas que alugávamos nas Areias de S. João. Ficam as brincadeiras das minhas três filhas e das vossas duas na praia dos Tomates. As cinco faziam uma escadinha que ficou registada em fotografias. Estão ali guardadas. Ficam as festas na Rodrigues Lobo e na Gonçalo Velho. Fica o ‘Pucarot’ no Foco onde ‘petits-déjeuners sont servis’. Ficam os deliciosos fins de semana no Marco. Ficam as noitadas de animada conversa acompanhada de uma garrafa de whisky em que nós dois acabávamos por desistir mas a Maria Manuel e o Mário aguentavam até o dia nascer (o Mário foi o primeiro a ir quando ainda éramos todos uns jovens e a morte era algo muito, muito distante). Fica tanta coisa boa para recordar. 
Fica comigo a sua lembrança, a sua alegria, o seu sentido de humor.
Um beijo, João, e até sempre.

24 janeiro 2012

Cactos


 Desconheço como manda o novo acordo ortográfico escrever "cactos". Nem tal me preocupa.

18 janeiro 2012

13 janeiro 2012

Pintura de Carlos Carreiro

 Um grupo de alunos da Universidade Sénior Florbela Espanca teve hoje o privilégio de fazer uma visita guiada à exposição de pintura de Carlos Carreiro, pelo próprio pintor. Com a excelência das explicações foi, para além de uma visita, uma aula de pintura. 
Um belo programa numa tarde soalheira de sexta-feira. Esta exposição está patente na Galeria da Câmara Municipal de Matosinhos.

O mar da Foz

12 janeiro 2012

A teia


Que trabalheira que a aranha teve!
Já agora vale a pena ver como ela trabalha.

O mar de Leça

10 janeiro 2012

Missa do Galo

Fui ver de novo esta peça em cena no Constantino Nery. Um espectáculo a não perder.

A cabra da velha torre...

 Fui a Coimbra à festa dois anos do Francisco e do Salvador, meus sobrinhos netos. "A cabra da velha torre" lá estava sempre linda e a "chamar por mim".

(Julgo que só quem estudou em Coimbra entende este chamamento...)

30 dezembro 2011

Drogaria

Acho maravilhosas estas lojas, em extinção, onde não há nada que não haja.

Os anos que nascem e morrem

O 2011 está a acabar. No final do dia de amanhã, acaba mais um Dezembro e começa mais um Janeiro. Nunca consegui entender por que se festeja a passagem de ano. Passa-se de um dia para o outro como todas as meias noites… Olavo Bilac fala-nos, de uma maneira simples, da passagem inexorável do tempo.

O Tempo 

Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!

A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.  

Ninguém pode evitar os meus danos
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo o século, e passo adiante.   

Trabalhai porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!

Olavo Bilac

Eu só quero que o tempo pareça passar depressa. Quando as coisas correm bem, o tempo parece que voa mas quando temos que esperar que o tempo resolva qualquer tipo de problema, os segundos parecem demorar anos. Já vivi isso e não quero repetir.

Para todos um bom dia de amanhã, de depois de amanhã, de depois de depois de amanhã,...

28 dezembro 2011

Sol de inverno

Hoje está-se bem num banco como este a apanhar o sol de inverno. Vamos aproveitá-lo já que o fim de ano vai ser de chuva.