27 janeiro 2015

13 janeiro 2015

Chegou o tempo farrusco

A gaivota está tão desiludida quanto eu... O sol é vida.

07 janeiro 2015

Santuário de Nossa Senhora da Lapa

Santuário de Nossa Senhora da Lapa está situado na serra do mesmo nome, na freguesia de Quintela, concelho de Sernancelhe, diocese de Lamego, distrito de Viseu.
Diz a lenda que, em 1498, uma pastorinha de 12 anos, de nome Joana, muda de nascença, introduzindo-se por entre as fendas das rochas encimadas pela grande lapa, aí encontrou uma linda imagem da Virgem, que ali teria sido escondida há mais de quinhentos anos por umas religiosas fugindo a uma perseguição. A devoção e todo o carinho que a menina dedicou à imagem, valeram-lhe uma especial protecção da Virgem que por milagre lhe concedeu o dom da fala.Depressa se divulgou o milagre, originando uma crescente afluência de peregrinos, jamais interrompida até aos dias de hoje. Os primeiros devotos prepararam uma gruta debaixo da lapa, onde entronizaram a imagem, construindo ao lado uma pequena ermida.Em 1576, a Lapa foi confiada aos Padres da Companhia de Jesus, sediados no Colégio de Coimbra. Estes construíram, então, o actual Santuário, abrigando a penedia no seu interior. Em 1685 iniciaram a construção do "Colégio da Lapa", contíguo ao Santuário.Daqui partiu a devoção para os mais variados pontos do país e do mundo, chegando à Índia e ao Brasil. Esta expansão foi facilitada pela actividade missionaria dos mesmos Padres Jesuítas, aos quais estava confiado este Santuário.A Senhora da Lapa, em Portugal e Santiago de Compostela, na Espanha, chegaram a ser, em tempos, os dois Santuários mais importantes da Península Ibérica.

05 janeiro 2015

O meu mar

O sol a deitar-se na Foz...

01 janeiro 2015

A começar devagarinho...

Começar 2015 com sol, flores e cor. Óptimo!
(dispensava esta constipação monumental...)

30 dezembro 2014

Sol de fim de ano

Com este sol, perdoo o frio. 

28 dezembro 2014

Aguiar da Beira

O Solar dos meus bisavós, onde nasceu e cresceu a minha avó materna. Hoje pertence a uma prima direita da minha mãe. 
(o ângulo é mau porque chovia muito e eu queria ir bater à porta para ver as minhas primas e admirar a casa por dentro)

24 dezembro 2014

Bom Natal

Ofereçamos aos nossos amigos Lealdade
Ofereçamos aos nossos inimigos Perdão
Ofereçamos à nossa família Tempo
Ofereçamos aos outros Um Bom Exemplo
Ofereçamos aos nosso pais Gratidão
Ofereçamos a todos Amor
E ofereçamos a Jesus A Nossa Vida

(baseado num texto da Paróquia do Padrão da Légua)

22 dezembro 2014

Aguiar da Beira

Ainda não havia reino de Portugal e já Aguiar da Beira, a terra dos meus avós paternos e da minha mãe, era vila. Na Praça do Pelourinho, Aguiar da Beira consegue reunir três monumentos nacionais: o Pelourinho manuelino, rematado por esfera armilar, a Torre do Relógio, quatrocentista, e a Tribuna do antigo Senado Municipal, , em terraço quadrado ameado e com banco corrido.

19 dezembro 2014

Fim de Outono


Hoje deixo Sernancelhe para vir até à Senhora da Hora, mais concretamente à zona da estação do Metro de Pedro Hispano.
Apesar de o Outono estar a acabar (o Inverno está aí...) ainda se encontram estas cores outonais tão do meu agrado.

18 dezembro 2014

Pelas ruas de Sernancelhe

Depois de casas e solares bonitos, não posso deixar de realçar que em Sernancelhe também há uma Academia de Música, um Centro de Artes e uma Casa da Crianças todos em casas antigas restauradas, sendo que a Casa da Criança tem uma parte nova que, pessoalmente, não me choca. O facto de estes serviços existirem, numa terra tão interior, é, sem dúvida, muito louvável.

17 dezembro 2014

Solar dos Carvalhos

O Solar dos Carvalhos situa-se por detrás da igreja Matriz de Sernancelhe. É uma fidalga moradia dos meados do séc. XVIII mandada levantar por Paulo de Carvalho, tio do Marquês de Pombal, ao pé das ruínas da antiga casa. A arquitectura do solar, que constitui um dos belos exemplares a reflectir uma feição barroquizante no tratamento de alguns elementos decorativos, distribui-se por dois corpos quase simétricos unidos por uma capela de gosto rococó, com a característica concha dourada da cantaria e a brancura dos panos de muro caiados. Possui na fachada principal um brasão de armas, que além das armas dos Carvalhos parece documentar a origem de alta clerezia, a que pertencera o proprietário e mandante. Este solar foi construído em parte sobre as ruínas da casa onde viveu parte da sua infância o Marquês do Pombal.

16 dezembro 2014

Casa da Comenda da Malta

A Ordem de Malta chegou a Sernancelhe no século XII, onde em conformidade com as suas regras teve um ampla acção ao nível da caridade, acolhimento e defesa do território. A Ordem de Malta possuía no Concelho muitos bens e foros, tendo o seu cento nesta casa. Casa que impressiona pela sua sobriedade  e nobreza austera. Toda a fachada corrida, de granito amarelo e com cornija saliente, é enobrecida e marcada por símbolos da missão militar de defesa da região, da pátria e peregrinos. Por esse motivo lá se encontram, quatro bocas de canhão: dois maiores e de colarinhos rendilhados, e os outros dois, sobre a parte privativa mais pequenos. O portal é sobrepujado pela pedra de armas (com a data de 1611), não da Comenda mas do seu comendador. Marco característico da Ordem é, sem dúvida, a cruz de Malta, género estela, primorosamente esculpida que se perfila pelo edifício. A Casa da Comenda é um espaço de história, adaptado às modernas exigência de um turismo de qualidade e preparado para oferecer uma agradável estadia.

15 dezembro 2014

Pelas ruas de Sernancelhe

E o passeio continua pelas ruas de Sernancelhe...

11 dezembro 2014

Pelas ruas de Sernancelhe...

Em qualquer rua por onde se ande vêm-se casas bonitas e bem restauradas. A chuva e a cor da pedra transmitem paz. Passear por aqui alimenta a alma.


09 dezembro 2014

08 dezembro 2014

Pelas ruas de Sernancelhe...

Quem entra em Sernancelhe, vindo de Marialva, encontra este pequeno pelourinho junto a uma casa antiga bem restaurada. Se continuarmos a passear pelas ruas, encontramos uma série de belas casas antigas todas bonitas e restauradas. A cor da pedra, realçada pelo molhado da chuva, é lindíssima. Hoje deixo aqui estas duas.

06 dezembro 2014

Pormenores

Maciça, a frontaria granítica da Igreja de Sernancelhe é antecedida de alguns degraus, rasgando-se nela um portal românico de três arquivoltas, sendo o arco interno decorado por renque de dez anjos esculpidos. O tímpano de linhas ondeadas é preenchido por relevos vegetalistas e geométricos. Os arcos de volta perfeita repousam sobre três pares de colunas com capitéis de cariz fitomórfico. Ao nível das arquivoltas, o portal é ladeado por dois baldaquinos, sob os quais se abrigam figuras de santos e os evangelistas; de um lado estão três imagens, dois evangelistas do tetramorfo rodeando S. Pedro, enquanto no outro figuram os dois restantes acompanhando o Apóstolo S. Paulo. O edifício é rematado por uma empena triangular, flanqueado por urnas sobre pedestais e, ao centro, ergue-se uma cruz latina. Lateralmente, desenvolve-se a torre sineira quadrangular e robusta, rasgada por ventanas e marcada na cornija por pináculos triangulares sobre pedestais. 

05 dezembro 2014

Igreja Matriz de Sernancelhe

Embora se desconheça a data de construção desta singular igreja românica, o ano de 1172 surge como provável aproximação, uma vez que constitui a única referência documental da vila nesse período. O templo é um característico monumento de estilo românico, cuja cabeceira parece ser a parcela mais antiga.

A Matriz de Sernancelhe é um monumento ainda relativamente mal estudado, mas cuja relevância na História da Arte da Beira Alta se impõe, não apenas no período românico, cuja originalidade é evidente, mas também na Baixa Idade Média, em que se instituiu como local de sepultura privilegiado para nobres da região.

Pelourinho de Sernancelhe

Situada entre as serras da Lapa e da Zebreira, e junto ao Rio Távora, nas denominadas Terras do Demo, numa zona de particular beleza natural, as origens de Sernancelhe perdem-se no tempo. 
Erigido no centro das actividades da povoação, fronteiro à residência da família Fraga de Azevedo que foi, há muito, utilizada para outras finalidades, designadamente camarárias e judiciárias, o pelourinho (1554) inscreve-se, do ponto vista arquitectónico e decorativo, no denominado estilo manuelino, resultando de uma reformulação conduzida no tempo de D. João III (1502-1557), assim como de uma pequena intervenção de restauro efectuada já na década de cinquenta de novecentos. 
De "gaiola" estilizada e afeiçoado numa das matérias-primas mais abundantes na zona - granito -, o pelourinho, com mais de nove metros de altura, é constituído por plataforma de três degraus octogonais sobre a qual assenta base de um único degrau de igual configuração, como octogonal é o fuste (com seis metros de altura) que nele se eleva, e em cujo capitel, tronco-piramidal oitavado, foi gravado o sobredito ano. Quanto ao remate, ele é formado por oito colunelos cilíndricos e lavrados ligados à parte superior da "gaiola" sustentada por esteio interior, e sobre a qual se eleva pináculo composto de gola encimado por pomo no qual se crava grimpa de ferro com cruz.