02 fevereiro 2007

Algumas perguntas

Se dermos ouvidos ao argumento dos que fazem campanha pelo sim no próximo referendo, a liberalização é a solução para acabar com a praga social que é o aborto.
Partido desse princípio não será altura de liberalizar as drogas, a corrupção, a fuga ao fisco, o álcool, os excessos de velocidade, …?

Na pergunta que me vão fazer no dia 11 estão, bem claras, duas perguntas. Se apoio a despenalização do aborto e se apoio a sua liberalização.
Como se responde sim ou não a duas perguntas em simultâneo, se as respostas não coincidem?

Argumentam-me que se faz um número alarmante de abortos porque os métodos contraceptivos, e há imensos, falham.
Será que os preservativos, as pílulas, os diafragmas, os dispositivos intra-uterinos, … são feitos a martelo?

O problema do aborto não é um problema religioso mas da moral de cada um.
Que direito tem um partido político para interferir na moral de cada um dos seus filiados ou simpatizantes?

1 comentário:

poliscópio.blogspot.com disse...

Uma questão mais para acrescer a dúvida. Enquanto ligado pelo cordão umbilical à mulher, o feto é parte integrante do seu corpo ou é a ele alheio?

A questão não é bem o do momento do aparecimento da Vida. Claro que o feto é Vida. Como já o eram as células que lhe estão na origem. A Vida é um processo ininterrupto que começou na primeira célula e só terminará com a morte da última das células.

E a questão tem utilidade para que julguemos se o feto pode ser extirpado como se fora um tumor - curiosamente, o feto é considerado tão nocivo como um tumor por quem decide interromper a gravidez.