29 agosto 2015

Cedro do Atlas de agulhas azuis


É uma árvore robusta com o tronco direito mas com os ramos a cresceram para os lados quase tocando o chão. As folhas são aciculares, na sua maioria agrupadas sobre curtos raminhos laterais de crescimento reduzido, formando rosetas estreladas. O fruto é uma pinha e a época da maturação do fruto é em Setembro. Aqui estava no início da frutificação. A cor, como o nome indica é um cinzento azulado.

28 agosto 2015

Há luz no Parque

 Os reflexos no lago

Há luz no Parque

Para lembrar o ano internacional da luz, Serralves teve a excelente ideia de abrir o Parque das 21 h às 24 h, apenas com a iluminação dos caminhos e das árvores emblemáticas. A actividade chamava-as simplesmente, "Há luz no Parque".
Fiz uma visita guiada e uma visita livre. Qualquer coisa de mágico. Um silêncio só cortado pelo voo dos morcegos, o roçagar das folhas das árvores e o barulho dos pés no chão. Impressionante como, naquele ambiente, estamos alerta para os aromas e aos fenómenos da reflexão. Coisas que nos passam despercebidas durante o dia.
Duas visitas inesquecíveis de que fica aqui um registo.

24 agosto 2015

Igreja Matriz de Santa Marinha de Trevões

A Igreja Matriz de Santa Marinha de Trevões possui uma fundação medieval indubitável, tanto mais que, quando foi demolida a velha torre sineira, no século XVIII, foram encontradas pedras sigladas e com inscrições, incorporadas na nova estrutura, e há referência de sepulturas cavadas no adro. Do primitivo edifício, construído entre os séculos XII e XIII, resta parte de uma pilastra com friso entrelaçado e arranque de arco, junto ao altar do Espírito Santo, e uma pequena pia de água, colocada na entrada da igreja. A restante obra pensamos ter sido executada por volta dos séculos XV e XVI. O edifício, em excelente estado de conservação, apresenta uma fachada austera, onde se rasga grande portal de arco apontado, sobrepujado por janelão de traça setecentista. Ladeia a fachada imponente torre sineira, mandada construir em 1775. 
O interior da igreja, de nave única, tem piso lajeado com tampas sepulcrais e tecto revestido a caixotões ornados por volutas e anjos. Sobre a entrada ergue-se o coro alto, construído em 1857, assente em colunas de pedra. Junto à entrada, encontra-se a pia baptismal de granito, decorada por gomos, datada dos séculos XV/XVI.
A capela-mor, com tecto forrado a caixotões de madeira, pintados com motivos vegetalistas coroados pelo brasão episcopal, tem retábulo de talha dourada de estilo nacional.
Na parede atrás do retábulo-mor foram recentemente postos a descoberto dois painéis de pinturas a fresco, datadas do século XVI.

A igreja está classificada como Monumento Nacional desde 1921

21 agosto 2015

Praia de Matosinhos

Há quem goste de ir para a praia nestas condições! Com esta gente toda, eu não vou à praia; faço uma caminhada na marginal.

20 agosto 2015

Trevões

Se falassem, que teriam a contar as paredes destas casas? 

19 agosto 2015

Trevões

A uns quilómetros de São João da Pesqueira, por uma estrada complicada, encontramos Trevões que é uma freguesia do Concelho de S. João da Pesqueira,  integrando-se na Região Demarcada do Douro. 
"A origem do topónimo tem levantado alguma controvérsia. Diversos documentos atribuem-lhe o nome de Trovões. Outros documentos porém denominam-na Trevões. Surgem, então, diversas teorias na tentativa de explicar a origem e evolução etimológica deste topónimo. Alguns sugerem que o nome original seria Trovões, devido às frequentes trovoadas que se registam na região. Mais tarde, pelo facto de crescer grande quantidade de trevo na zona, foi alterado para Trevões, segundo consta. Outra tese sugere ainda a existência no antigo pelourinho da vila, hoje desaparecido, da representação de um escudo com cinco folhas de trevo, que pertencia a um fidalgo da freguesia, de nome Travassos, daí provindo o topónimo. Outros defendem que Trevões é a designação mais correcta, constituindo a evolução fonética natural de Trevules, forma original que consta de alguns documentos antigos."

Em Trevões há meia dúzia de casas muito bonitas, umas arranjadas, outras ao abandono e uma igreja lindíssima. Hoje fica o registo de algumas casas

16 agosto 2015

Albizia julibrissin

A albízia é uma árvore ornamental de rápido crescimento, de folha caduca, que resiste bem ao frio apresentando uma floração muito decorativa e uma fragrância delicada. As flores apresentam uma textura de seda, parecendo um monte de pelinhos róseos e brancos, com formato de pompom. A sua floração ocorre na Primavera e Verão. Quando envelhecem tornam-se susceptíveis a algumas doenças, sendo que a duração útil da albízia é de 10 a 20 anos. Mas felizmente podem crescer até 0,9 metros por ano, recompensando o replantio. Por ter uma copa arejada, não prejudica o gramado, deixando passar a luz do sol.
Necessita de sol para seu desenvolvimento e regas regulares para um melhor crescimento e florescimento. Tolerante ao sombreamento parcial e a estiagem não muito prolongada.
Introduzida na Europa apenas no séc. XVIII, a sua nomenclatura deve-se ao botânico italiano Antonio Durazinni que adoptou na sua nomenclatura o nome do introdutor da espécie na Europa, o naturalista amador Filippo degli Albizzi, que a trouxe da capital do império Otomano em 1745 e "julibrissin", o designativo da espécie, deriva do seu nome persa “Abrisham Gul-i”: flores ("Gul") e "Abrisham" ("de seda ") – “árvore de flores de seda” é uma tradução possível.

13 agosto 2015

Duas oliveiras especiais

Oliveira oferecida ao Parque de Serralves. Tem cerca de 1500 anos e veio, com todo o cuidado, do Alentejo. Tem um lugar especial no Parque e está rodeada de urze e rosmaninho. O tronco é uma verdadeira escultura.
Oliveira que existe em Sernancelhe e que foi podada de modo a ficar muito fora do vulgar. Está num jardim particular mas pude fotografá-la através do gradeamento que encima do muro.

10 agosto 2015

Sernancelhe

O granito é composto por quartzo, feldspato e mica mas o granito de Sernancelhe deve ter algo mais. 
As casa feitas em cima do granito, os edifícios junto de grandes blocos de granito, as escadas esculpidas no próprio granito - é assim a Beira Alta.

Sernancelhe

"Graças às características mistas de vale e montanha, influenciadas pela ventosa Serra da Lapa, pela verdejante Borralheira, pela granítica Zebreira e pelos numerosos ribeiros que irrigam os pastos e os terrenos agrícolas à sua passagem, completa-se um cenário construído ao longo de séculos pela natureza e pelo homem."
O tom do granito de Sernancelhe deixa-me sempre deliciada. Quando aqui estive, em Outubro, chovia e eu atribui à chuva a beleza da pedra mas agora, com sol e calor de Verão o granito continua com uma cor maravilhosa. Também me encanta o facto de a quase totalidade das casas estar esplendidamente restaurada. Há sempre um gradeamento, uma porta ou uma janela que me não agradam muito mas, de uma maneira geral considero restauros magníficos.
O Pelourinho de Sernancelhe é lindíssimo.
"A coluna do pelourinho eleva-se sobre quatro degraus octogonais de talhe liso. O fuste de igual configuração nasce de uma pequena base quadrada. O degrau inferior tem cerca de um palmo de altura; o segundo, palmo e meio e os dois restantes dois palmos. O fuste é cingido por uma cinta de ferro de vinte e cinco milímetros de largura. Na parte superior da coluna de alto porte, encontra-se cercadura concordante de duplo filete. no capitel, tronco - piramidal de oito faces está gravada a data do monumento. Era D(E) 1SS4 - 1554. A gaiola possui oitio colunetos em apoio vertical. São peças de bom pormenor, de forma cilíndrica com anéis equidistantes, sobre o segundo dos quais se eleva o pináculo acima da cúpula. Ao centro da gaiola tem um pilar cilíndrico. A cobertura de forte inclinação em cujo bordo se encostam os colunetos, é provida de quatro filetes. No pináculo assenta grimpa de ferro com pequena cruz. "
A fotografia de baixo é um pormenor do solar dos Carvalhos, que fica atrás da igreja Matriz de Sernancelhe. É uma fidalga moradia dos meados do séc. XVIII mandada levantar por Paulo de Carvalho, tio do Marquês de Pombal, ao pé das ruínas da antiga casa. A arquitectura do solar, que constitui um dos belos exemplares a reflectir uma feição barroquizante no tratamento de alguns elementos decorativos, distribui-se por dois corpos quase simétricos unidos por uma capela de gosto rococó, com a característica concha dourada da cantaria e a brancura dos panos de muro caiados. Possui na fachada principal um brasão de armas, que além das armas dos Carvalhos parece documentar a origem de alta clerezia, a que pertencera o proprietário e mandante. Este solar foi construído em parte sobre as ruínas da casa onde viveu parte da sua infância o Marquês do Pombal.

04 agosto 2015

Penedono

O castelo medieval
As fontes documentais mais antigas mencionam esta área apenas à época da reconquista cristã da península Ibérica aos mouros, a propósito do repovoamento da região após a vitória das forças de Ramiro II de Leão na batalha de Simancas (939).
A defesa desta parte do território foi confiada a Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia (irmã de Mumadona Dias) com quem gerou D. Flâmula (ou Chamoa Rodrigues). Rodrigo viria a ser alcaide dos castelos do soberano e, nessa função, teria determinado a reedificação do Castelo de Penedono. Posteriormente, em 998 da Era Hispânica (960 da Era Cristã), Chamoa Rodrigues, achando-se gravemente enferma, fez-se conduzir ao Mosteiro de Guimarães, instituindo como testamenteira a sua tia Mumadona, com o encargo de dispor de seus bens para fins de beneficência. Entre eles, incluía-se uma série de castelos e respectivas gentes (penellas et populaturas) na fronteira da Beira Alta, entre os quais este, de Penela.

Pelourinho 
Imóvel de Interesse Público
Séc. XVI
Pelourinho, símbolo de autonomia municipal é do tipo gaiola estilizada, pormenor construtivo, pela elegância do galbo.
É composto por cinco degraus de granito, recorte em octógono servem de base ao alto fuste monolítico, prismático sobre que assenta o remate, constituído por oito colunelos, termina e pináculo fantasista. Um coruchéu cilíndrico rematado por grimpa de ferro sobrepuja a cúpula em calote semiesférico.