30 abril 2009

Lá estava ela!

Encontrei a Rainha Dona Leonor em Beja.
A filha de Infante D. Fernando foi uma princesa portuguesa da Casa de Aviz e rainha de Portugal a partir de 1481 pelo casamento com seu primo D. João II, o Príncipe Perfeito. Foi considerada como Princesa Perfeitíssima, pelas suas virtudes cristãs e pela prática constante da misericórdia.
A rainha D. Leonor de Aviz foi a segunda e última rainha consorte de Portugal nascida em Portugal e a primeira com sangue Bragança, pela sua avó materna, filha do 1º duque de Bragança.

27 abril 2009

Água

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.

É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, ácidos, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.

(disse António Gedeão no poema Lição sobre a água)

E temos o S. Pedro a dar-nos água, outra vez...

26 abril 2009

Parabéns

Esta flor está cheia de beijos para a minha filha mais velha que faz hoje anos. Parabéns, M.
As minhas filhas, pelas qualidades que possuem e pelos percursos de vida excepcionais que têm tido, são o meu orgulho.

25 abril 2009

25 de Abril




O 25 de Abril, para mim, é o dia do aniversário de casamento dos meus pais que já não comemoro porque o meu pai, infelizmente, já morreu.


Vejo hoje muita comemoração e muita festa pelo outro 25 de Abril. Falam nos valores de Abril. Mas quais são os valores de Abril? Os que eu vejo hoje? Então perdeu-se uma oportunidade única.

Já era uma mulher casada, mãe de duas filhas e grávida da terceira quando se deu o 25 de Abril. Trabalhava e vivia em Lisboa nessa altura. Falo, portanto com o conhecimento de quem viveu, enquanto adulta, antes do 25 de Abril, esse dia e os que se lhe seguiram. Esse dia foi vivido com alegria e muita expectativa. Mas essa alegria depressa começou a esmorecer. Os tempos após o 25 de Abril não foram fáceis. Nada fáceis mesmo.
É pena que quando se fala de Abril a quem não o viveu, não se lhes conte tudo. Não se lhes fale de todas as injustiças e arbitrariedades que se cometeram. Não se lhes explique todas estas datas
. Não se lhes explique que a “pesada herança” deixada por Salazar foi desbaratada sem que com ela se tivesse feito algo de bom por Portugal. Não se lhes explique que foram fabricados heróis que, a meu ver, nunca o foram. Não se lhes explique o que foi e para que serviu o COPCON liderado por Otelo Saraiva de Carvalho. Não se lhes explique como foi feita a descolonização. Não se lhes mostre o que a televisão mostrou da “guerra” do 11 de Março. E tantos, tantos acontecimentos que os portugueses pretendem esconder da História. Mas a História não se apaga.
Portugal tem maltratado os que, estiveram no Ultramar a lutar pela Pátria cumprindo ordens dos seus superiores. Não discuto a justeza dessas ordens. Mas as ordens eram para cumprir. E aos que as cumpriram, os portugueses nunca agradeceram. Houve os que fugiram do país. Alguns para passarem maus momentos, outros para exílios dourados. Muitos entenderam não fugir do seu país e das suas obrigações enquanto cidadãos portugueses.


Não foi este Portugal que eu aspirei no dia 25 de Abril de 2005 mas foi este o Portugal que eu previ nos tempos que se lhes seguiram. A educação, a justiça, a política,… que hoje temos não são, de forma nenhuma, motivos de comemoração.


Salazar existiu. Nada o apaga da nossa História. E também teve momentos altos na sua carreira. Temos que olhar, com independência, para toda a História do nosso país. Por que ter medo de um museu dedicado a Salazar ou da inauguração de uma renovada praça na sua terra? A Salazar, eu tenho que agradecer o facto de não ter enriquecido à custa dos portugueses nem ter deixado que os seus políticos o fizessem. Isso não posso dizer da grande maioria dos políticos de hoje.


Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!

23 abril 2009

22 abril 2009

Dia da Terra

Em 1994, a Agência Internacional de Energia (AIE) traçava um cenário preocupante para o futuro. O consumo mundial de energia primária aumentaria 48 por cento até 2010, em relação a 1991. E os combustíveis fósseis continuariam a reinar como fonte principal do bem-estar humano. Como consequência, as emissões de dióxido de carbono – o vilão do aquecimento global – subiriam 50 por cento.O futuro de que então se falava já é hoje. No balanço mais recente da AIE, publicado no ano passado, um dado até parece positivo: o consumo não subiu tanto assim, registando 34 por cento de aumento entre 1990 e 2006. Mas, de resto, estamos hoje tão insustentáveis como no princípio da década de 1990. A contribuição dos combustíveis fósseis – petróleo, carvão e gás natural – está rigorosamente na mesma: 81 por cento do consumo energético global. E as chamadas “novas renováveis” – como os parques eólicos e os painéis solares – pesam menos de um por cento do total. Pela tendência actual, alerta a AIE, a atmosfera terá no futuro uma tal concentração de gases com efeito de estufa que a temperatura da Terra poderá, teoricamente, aumentar em 6 graus Celsius. Para o problema das alterações climáticas, 2009 não é um ano qualquer. Em Dezembro, a comunidade internacional vai reunir-se em Copenhaga para discutir um caminho mais firme para conter a escalada das emissões de gases com efeito de estufa. Por agora, o mundo agarra-se ao Protocolo de Quioto, um tratado de 1997 que obriga os países desenvolvidos a fazerem um esforço, embora insuficiente, para reduzir as suas emissões até 2012. O que estará sobre a mesa em Copenhaga é o que fazer depois disso. E como se conseguirão envolver os maiores poluidores do mundo – entre eles países em desenvolvimento, como a China, Índia, Brasil e outros – num esforço realmente efectivo para se abaterem as emissões.Na história das últimas duas décadas, há animadores casos de sucesso, outros nem tanto. Fica uma certeza: nunca a preocupação com a energia esteve tão disseminada na sociedade como agora. É um passo.
(Ricardo Garcia – Público)

"Não herdámos a Terra dos nossos pais, pedimo-la emprestada aos nossos filhos." (provérbio índio)

21 abril 2009

Gordura pode ser formosura

Uma dama, com um fato de banho muito colorido, joga a bola na praia, digo eu. Mas que fará aquela aranha gigante?

17 abril 2009

Faz hoje 40 anos

No dia 17 de Abril de 1969 foi inaugurado e edifício das Matemáticas da Universidade de Coimbra.
O Presidente da República e as altas individualidades que o acompanhavam foram insultados pelos estudantes. O meu Pai era uma dessas individualidades e tudo o que começou nesse dia marcou a minha relação com ele.
Eu acreditei (ingenuidade minha!) que era um movimento em nome da melhoria do ensino superior. O meu Pai bem se esforçou por me mostrar que era um movimento político mas a minha rebeldia de jovem universitária falou mais alto.
Alberto Martins era o Presidente da Associação Académica de Coimbra. O lugar que hoje ocupa mostra a razão do meu Pai.
Um dia que nunca poderei esquecer. E não por boas razões, infelizmente.

15 abril 2009

O que eu vejo

Dizem que estamos na Primavera...

... mas o que eu vejo é Inverno - na chuva e no frio.

Definitivamente S. Pedro "perdeu a mão".

13 abril 2009

Apontamentos de Barcelona para a Lapa

Por causa da "Espanha aqui tão perto", aqui vão uns apontamentos de Barcelona para te ajudar a decidir pela tal "salida"...
O Palau de la Música Catalana, de Domènec i Montaner...

... o Hospital de la Santa Creu i de Sant Pau, de Demènec i Montaner...

... o parque Guel, de Gaudi...

...a Pedrera, de Gaudi...
... e a Mansana de la Discòrdia, que surge no Passeig de Gràcia. Três edifícios construídos entre 1900 e 1907 pelos grandes modernistas (Gaudi, Domènec i Montaner e Puig i Cadafalch) por encomendados por famílias burguesas concorrentes.
De Gaudi, a casa Batlló, de Puig i Cadafalch, a casa Amatller...
... e de Domènec i Montaner, a casa Lleó Morera.

12 abril 2009

Amor perfeito em minha casa...


No dia 21 de Março ofereceram-me este amor-perfeito. Quando cheguei a casa estava em mau estado, com as flores moribundas. Cortei-as e tenho-o tratado com carinho. Hoje, dia de renascimento, uma flor abriu e estão muitas outras em botão.
Curiosidade - a gaivota também teve um igual, também perdeu as flores e, também hoje, abriu uma flor. Eu e a gaivota devemos ter amores gémeos...

09 abril 2009

Café Majestic


Almoçar no Majestic é um prazer para o corpo e para o espírito.

08 abril 2009

Formigas

Alguma será a formiga rabiga que, na história do coelhinho branco dizia: "Eu sou a formiga rabiga, que te salto em cima e te furo a barriga"?
(exposição no CCB)

03 abril 2009

01 abril 2009