31 outubro 2007

E veio o vento...

Dia mundial da poupança

A poupança é como a despesa; é para quem pode...

27 outubro 2007

25 outubro 2007

Na quinta...

... também há medronhos.

23 outubro 2007

22 outubro 2007

Passeio de domingo

Ontem, a minha caminhada foi até ao Parque das Sete Bicas. A Comunidade Paroquial da Senhora da Hora organizou aí um concerto. Tuba, trombone, trompete e trompa tocaram, e bem, neste espaço agradável.

De volta a casa, depois de ouvir o Conjunto de Metais, encontrei este portão. Não é um ferro velho, não é um bairro de lata. É mesmo o portão de uma escola. Condizente, aliás, com o estado da educação.

Encontrei ainda esta árvore que revela o espírito de sobrevivência. Meia-morta. Mas a metade viva ignora a morta e insiste em manter-se frondosa. Também podemos fazer um paralelismo com a educação. Apesar de esta estar meia morta, ainda há quem insista e acredite que vale a pena mais um esforço. Veremos se a parte morta não acaba com os resquícios de vida.

Eu

Fui à água enquanto as temperaturas estão apetecíveis.

20 outubro 2007

Casa de Serralves

Hoje passei o segundo sábado (de três) em Serralves onde estou a frequentar um Workshop de fotografia - "A Arte de Ver".

Num artigo que o formador, António Sá, nos forneceu, Rubem Alves diz: "A diferença se encontra no lugar onde os olhos estão guardados. Se os olhos estão na caixa das ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objectos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo."
Estes sábados têm sido de gozo para os meus olhos.
Hoje deixo-vos uns apontamentos da Casa de Serralves.



19 outubro 2007

O nascer da nossa estrela

Ontem gostei de me levantar e ter esta visão da janela.

16 outubro 2007

Um dia em cheio (IV)

Quero que conheçam António Silva. Tem a sua casa e oficina na zona de Vila Cova, uma freguesia de Barcelos. Possivelmente dedicou toda uma vida à agricultura e, já com bastante idade, resolveu pôr a render o seu talento que é muito. Olha para as coisas e vê. Vê o que maioria não veria. Com o que vê, com os desperdícios, com o que os outros deitam fora, ele faz arte.
A oficina de António Silva é o que podem ver:


Apenas com parafusos e porcas construiu este Cristo que teve a gentileza de ma oferecer.

Com um trinco de porta, dois de janela e os espelhos de fechadura, construiu este outro crucifixo.

Com ferro velho, António Silva faz:
  • presépios

  • carros de bois

  • o cão e a sua casota

  • galos

Um dia ia atrás duma carroça que deixou cair um tronco. Ele viu uma raposa. Apanhou e aí está uma obra.

Fabuloso, não acham?

Um dia em cheio (III)

Enquanto esperamos pelo assado, vamos assar uma linguiça e comer umas azeitonas.
Mas em louça com selo de artesanato certificado.

15 outubro 2007

Um dia em cheio (II)

Os amigos da ETGB levaram-me, ainda, a ver as peças de Mistério, como este Santo António ( um santo que me é particularmente simpático)...

... ou este elemento da banda...

... ou este apito.

Da oficina de Júlia Ramalho (que já tem um filho a trabalhar com ela) veio este cinzeiro.

Vimos ainda as peças de Conceição Sapateiro como este Santo António.

Visitámos, ainda, a oficina de louça artesanal de Manuel Fernandes.
Lá estava a filha a pintar uma assadeira.

Pintava com mão firme,

utilizando ferramentas feitas pela família.

E a assadeira ficou pronta para secar, vidrar e levar ao forno.

Um dia em cheio (I)

Uma tendinite nos pulsos têm-me afastado daqui para poupá-los para o estritamente necessário - o trabalho.
Mas hoje não há tendinite que me cale. Duas pessoas maravilhosas, responsáveis pelo que de bom se faz pelos jovens na ETGB, dedicaram-me o seu dia. Fui tratada como uma amiga querida (ia dizer uma rainha, mas foi muito mais do isso). Levaram-me a visitar artesãos da zona de Barcelos. Encheram-me de presentes. Vou tentar partilhar convosco o que vi e as pessoas fantásticas que conheci.
Começámos pela família de Ana Baraça (1904-2001).
O filho de Ana Baraça e os netos no seu posto de trabalho.
O Pai é o responsável pela roda
Na oficina não faltavam os galos de Barcelos...

... o coreto (ainda por pintar) com os músicos, ...

... as profissões (escolhi, obviamente, a sala de aula), ...

... enfim, a terra toda.