30 março 2009

O'QueStrada

Na quarta-feira fui ao Maxime ver o grupo O’QueStrada. Como chegámos muito cedo, ainda vimos a maior parte do filme Les Diaboliques de Henri-George Clouzot (1955). Um clássico de suspense “tão assustador quanto fascinante”.
Depois entraram no palco uns cromos imperdíveis. Os O’QueStrada.
O primeiro vestia calças azul-celeste uma mão-travessa acima da meia branca e do sapato beije. Casaco azul-escuro de risca clara, muito justo e pouco abaixo da cintura. O segundo começava no palco e acabava lá em cima… muito longe. Muito alto e magro, nariz adunco, cabelo desgrenhado e com uns botins pretos bicudos e imensos…
O terceiro vestia fato claro e colete preto. O cabelo liso caía-lhe pelos ombros e a parte de cima estava apanhada atrás.
O quarto era o que apresentava um ar mais composto. Calça azul-escura com lista lateral clara e cabelo loiro e … nem sei que palavra utilize… talvez… normal.
A vocalista trazia um vestido de alças com padrão anos 60, o cabelo atabalhoadamente apanhado e uma flor cor de laranja ao pé da orelha.
Os instrumentos eram do mais variado que imaginar se possa. Guitarra eléctrica, guitarra mascarada de violino, violino tocado como guitarra, piano eléctrico, instrumentos de sopro, bateria, ... e violoncelo. Vou descrever este último: um balde plástico virado ao contrário donde saía a corda presa a um pau de vassoura. Segurando a corda contra o pau de vassoura em diferentes posições, o jovem percutia a corda e o som era magnífico. A bateria consistia numa cadeira com as costas cortadas em cima. Num dos lodos estava um prego onde o “comprido” suspendia um prato; no outro uma tampa de um tacho estava pregada com um prego e a trave do encosto da cadeira fazia as vezes de “tambor”. Tudo isto se tocava com dois piassabas. Dos antigos. Legítimos.
O ar compenetrado com que gozaram com tudo e com todos esteve na proporção do gozo com que os ouvimos e vimos, já que vê-los é meio espectáculo.
Um espectáculo imperdível que adorei. Valeu!


"O'QueStrada envolve-nos numa boémia suburbana a que, à falta de melhor, chama fado dos subúrbios ou o fado do emigrante."

Quem quiser ouvir e ver os O’QueStrada clique aqui e aqui.

2 comentários:

mdsol disse...

Bem.. Agora começo a ficar com uma certa inveja (e não digo que é da boa, porque acho isso uma impossibilidade) rsrsrs

bjs

:)))

Graça Pimentel disse...

Eu também ficaria com inveja. Foi uma noite memorável. Eles são um postal. Mesmo uns cromos. Daqueles que a gente não troca.
Só tenho pena de não ter filmado porque nada do que eu diga pode ser fiel ao que eu vi.

beijinho