27 abril 2009

Água

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.

É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, ácidos, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.

(disse António Gedeão no poema Lição sobre a água)

E temos o S. Pedro a dar-nos água, outra vez...

4 comentários:

WOLKENGEDANKEN disse...

Que azuis fantasticos......e a agua transparente.......

Tinta Azul disse...

Que água tão linda.
A da imagem.
A das palavras.

Beijinhos

:)

Graça Pimentel disse...

wolkengedanken
Este "espelho de água" está no campo de golf que existe ao pé de mim. Não consigo passar por lá sem parar. Encanta-me.

Beijinho

Graça Pimentel disse...

Tinta Azul
As palavras do António Gedeão são sempre lindas. Para mim, claro.

Beijinho