"Dispomos de todas as possibilidades, da mais absoluta liberdade de escolha. Como num livro, onde cada letra permanece para sempre na página, a nossa consciência tem o direito de decidir o que quer ler e o que prefere deixar de parte." (Richard Bach)
30 dezembro 2011
Os anos que nascem e morrem
O 2011 está a acabar. No final do dia de amanhã, acaba mais um Dezembro e começa mais um Janeiro. Nunca consegui entender por que se festeja a passagem de ano. Passa-se de um dia para o outro como todas as meias noites… Olavo Bilac fala-nos, de uma maneira simples, da passagem inexorável do tempo.
O Tempo
Olavo Bilac
Eu só quero que o tempo pareça passar depressa. Quando as coisas correm bem, o tempo parece que voa mas quando temos que esperar que o tempo resolva qualquer tipo de problema, os segundos parecem demorar anos. Já vivi isso e não quero repetir.
Para todos um bom dia de amanhã, de depois de amanhã, de depois de depois de amanhã,...
O Tempo
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo o século, e passo adiante.
Trabalhai porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Olavo Bilac
Eu só quero que o tempo pareça passar depressa. Quando as coisas correm bem, o tempo parece que voa mas quando temos que esperar que o tempo resolva qualquer tipo de problema, os segundos parecem demorar anos. Já vivi isso e não quero repetir.
Para todos um bom dia de amanhã, de depois de amanhã, de depois de depois de amanhã,...
28 dezembro 2011
Sol de inverno
Hoje está-se bem num banco como este a apanhar o sol de inverno. Vamos aproveitá-lo já que o fim de ano vai ser de chuva.
23 dezembro 2011
Boas Festas
Na tal
Desejo a todos um Santo Natal
Na tal habitação volto a falar-te
Na tal que já eu próprio não conheço
Na tal que mais que tálamo era berço
Na tal em que de noite nunca é tarde
Na tal de que por fim ninguém se evade
Na tal a que sei bem que não regresso
Na tal que umbilical cabe num verso
Na tal sem universo que a iguale
Na tal habitação te vou falando
Na tal como quem joga às escondidas
Na tal a ver se tu me dizes qual
Na tal de que eu herdei só este canto
Na tal que para sempre está perdida
Na tal em que o natal era Natal
David Mourão-Ferreira
08 dezembro 2011
A Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso é uma igreja de Vila Nova de Famalicão. O templo original foi fundado no século VII o que tudo indica, por S. Frutuoso, Bispo de Braga e de Dume, em 642 d.C. e destruído pelos mouros no século XI. Foi posteriormente reconstruído por iniciativa de D. Garcia (1042-1090), rei da Galiza, filiando-se ao movimento arquitectónico românico.
Esta igreja foi classificada como Monumento Nacional, através do Decreto Nº. 28536 de 1938, sendo um dos mais valiosos exemplares de arquitectura românica do concelho. No adro da igreja encontram-se duas sepulturas medievais, cavadas em blocos de granito, que são memórias da já confirmada antiguidade do povoamento.
A igreja possui planta longitudinal formada por nave com arcos cegos adoçados às paredes laterais e capela-mor de dois tramos coberta por abóbada cilíndrica. A fachada principal tem portal de tímpano vazado em cruz com arquivoltas de arco redondo e capitéis profusamente decorados com elementos geométricos, entrelaçados e zoomórficos. O portal principal tem os capitéis decorados com curiosas figuras, como quadrúpedes de dois corpos com uma só cabeça e um arco com figuras de quadrúpedes, aves, um cavalo, uma cabeça humana e uma ave com peixe no bico. No interior é de destacar a presença de pinturas a fresco quinhentistas com episódios da vida de Nossa Senhora.
06 dezembro 2011
27 novembro 2011
A caminho do inverno
As árvores estão nuas. Há folhas secas pelo chão. Folhas que já estiveram molhadas, empapadas, escorregadias. Mas hoje, depois de uns dias de sol, tive o gosto de as ouvir estalar debaixo dos sapatos.
Mas se vamos a caminho do inverno, também vamos a caminho de momentos felizes de descontração como estes.
Mas se vamos a caminho do inverno, também vamos a caminho de momentos felizes de descontração como estes.
17 novembro 2011
O ano de Sophia
Na Universidade Sénior Florbela Espanca, este ano lectivo é o ano de Sophia. No Clube de Leitura, de que sou responsável, temos estado a falar de Sophia e a ler Sophia.
Na poesia de Sophia há vários conceitos-chave. O primeiro é, obviamente, o mar. Mas há mais. Um deles é a natureza. Este poema descreve uma paisagem que podíamos perfeitamente pintar.
Paisagem
Passavam pelo ar aves repentinas,
Na poesia de Sophia há vários conceitos-chave. O primeiro é, obviamente, o mar. Mas há mais. Um deles é a natureza. Este poema descreve uma paisagem que podíamos perfeitamente pintar.
Paisagem
Passavam pelo ar aves repentinas,
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.
Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.
Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.
Eram os pinheirais onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
E a sua exalação afirmativa.
Era a verdade e a força do mar largo,
Cuja voz, quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.
Sophia de Mello Breyner
29 setembro 2011
Sempre a aprender
Foi preciso chegar a esta idade para ver pela primeira vez a flor de duas plantas.
Fiquei encantada com a flor do trevo de quatro folhas. Singela mas muito bonita.
O incenso, de cujo aroma gosto muito, tem uma folha muito linda e também está em flor. Uma flor diferente que veio aumentar o meu espólio de conhecimentos.
25 setembro 2011
20 setembro 2011
Momento português
Ontem apanhei este momento que infelizmente não é raro e só é possível em Portugal.
Estacionou assim o carro e foi tratar da sua vida. Este não morre cardíaco.
Estacionou assim o carro e foi tratar da sua vida. Este não morre cardíaco.
A Família Nascimento reuniu na Curia
Mais uma vez organizei a reunião da família Nascimento. Desta vez foi na Curia, onde já tinha sido em 1972 e em 2005. Estavamos 131 pessoas. É muito menos de metade mas um número aceitável. Do Porto a Setúbal, de Ovar a Viseu lá estavam os três ramos representados. Correu tudo bem e os do costume fizeram a animação habitual.
Fiquei para o dia seguinte e na manhã de domingo fomos com os miúdos passear para o parque. Tanta paz! Tanto verde! Retemperei a alma.
Fiquei para o dia seguinte e na manhã de domingo fomos com os miúdos passear para o parque. Tanta paz! Tanto verde! Retemperei a alma.
A caminho do céu
A passear num jardim, olhei para cima e não pude deivar de agarrar o momento. Os arbustos (as trepadeiras...) morreram mas continuam agarrados à vida. Lembrei-me de ti, António, que continuas ligado a todos nós.
O teu livro foi lançado no dia em que tu querias que o fosse. O salão nobre da câmara municipal de Matosinhos estava cheio. O António Carlos substitui-te na mesa. Todos os que falaram tiveram as mais elogiosas palavras para ti. Mas a homenagem ficou muito aquém do que tu merecias.
Na sexta-feira fizemos o jantar e eu partilhei com todos a "Quinquagésima" que tu me ofereceste em 1998. Está a ser muito difícil fazer este luto.
Um beijo meu e olha por nós
O teu livro foi lançado no dia em que tu querias que o fosse. O salão nobre da câmara municipal de Matosinhos estava cheio. O António Carlos substitui-te na mesa. Todos os que falaram tiveram as mais elogiosas palavras para ti. Mas a homenagem ficou muito aquém do que tu merecias.
Na sexta-feira fizemos o jantar e eu partilhei com todos a "Quinquagésima" que tu me ofereceste em 1998. Está a ser muito difícil fazer este luto.
Um beijo meu e olha por nós
12 setembro 2011
Homenagem a António Magalhães Pinto
A poucas horas de nos deixares, António Magalhães Pinto, falaste-nos com entusiasmo do lançamento do teu novo livro e deixaste-nos a tua vontade de nos teres contigo na próxima quarta-feira, dia 14 de Setembro.

Biografia enriquecida com:
- Cronologia de todos os acontecimentos relevantes da sua vida pessoal e política, desde 23/10/1835 (nascimento do avô paterno) até 2/3/1975 (dia da sua sepultura);
- Índice alfabético de todas as entidades e pessoas citadas na biografia - mais de 400.
APRESENTAÇÃO DO LIVRO NO DIA 14 DE SETEMBRO PRÓXIMO, PELAS 22,00 HORAS, NO SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS, FEITA PELO EXMO. SNR. DR. ANTÓNIO LOBO XAVIER.
SESSÃO PÚBLICA"
Conta comigo.
Até quarta. Beijo
Tu não estarás mas a Sílvia decidiu manter a sessão do lançamento do livro.
Eu lá estarei. Não contigo mas por ti. Porque tu queres que eu esteja, porque tu esperas que eu esteja, porque tu mereces que eu esteja, porque eu te considero muito e porque a nossa amizade não me permitiria estar ausente.
Pela primeira vez não me ofereceste o livro antecipadamente e com uma dedicatória a transbordar de amizade e estima. Mas eu vou ler o livro para depois te dar a minha opinião sincera da obra. E tu sabes que te digo sempre aquilo que penso.
No dia 4 deixaste-nos na tua página do facebook:
"CENTENÁRIO DO ENGº. FERNANDO PINTO DE OLIVEIRA
Vereador da Câmara de 1955 a 1957 e seu Presidente de 1958 a 1970.
Biografado em "FERNANDO PINTO DE OLIVEIRA - um homem além do seu tempo"
Vereador da Câmara de 1955 a 1957 e seu Presidente de 1958 a 1970.
Biografado em "FERNANDO PINTO DE OLIVEIRA - um homem além do seu tempo"

Biografia enriquecida com:
- Cronologia de todos os acontecimentos relevantes da sua vida pessoal e política, desde 23/10/1835 (nascimento do avô paterno) até 2/3/1975 (dia da sua sepultura);
- Índice alfabético de todas as entidades e pessoas citadas na biografia - mais de 400.
APRESENTAÇÃO DO LIVRO NO DIA 14 DE SETEMBRO PRÓXIMO, PELAS 22,00 HORAS, NO SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS, FEITA PELO EXMO. SNR. DR. ANTÓNIO LOBO XAVIER.
SESSÃO PÚBLICA"
Conta comigo.
Até quarta. Beijo
06 setembro 2011
Fica o vazio e uma imensa saudade
VIDA
Um dia acaba...
Outro dia virá...
Um após outro,
compondo a sinfonia dos meses...
..dos anos...
..dos séculos...
Árvores nuas vestir-se-ão,
para se despirem de novo,
e de novo se vestirem...
Num ritmo anunciado...
...quais mulheres de rua
em serão atarefado...
E, por mais que o Homem tente
acabar com o previsto,
surgirão flores
em todas as Primaveras...
E por mais que o Homem se esforce
para cobrir de neve
esta esfera mal redonda
que vai por aí fora,
sem parança,
tantas vezes mal tratada,
o sol brilhará
em cada manhã
de cada novo dia...
..em cada nova hora...
E por mais que o Homem perca
os traços de humanidade
que outrora foram impressos
na sua alma endurecida,
escurecida,
enfurecida,
haverá sempre uma réstea,
um ténue traço,
meio apagado embora,
daquilo que em tempos foi...
E por mais que o Homem se esqueça
de todos os meninos
que estão a morrer
nos mil Timores por aí,
existirá sempre
um novo vagido,
um novo sorriso,
uma nova voz,
para pronunciar
a mais doce das palavras...
"Mãe...
Mãe... Mãe...
Mãe... Terra...
Mãe minha...
Mãe nossa...
Mãe de guerra...
Que no choro dos teus rios,
No grito dos teus ventos,
Perdoas os desvarios
que vivem nos meus intentos...
E enquanto o eco dessa voz
ressoar na imensidão,
confiemos em nós...
Nem tudo estará perdido...
Nem tudo será em vão ...
Ainda fará sentido
a dádiva estremecida
que julgávamos perdida...
A Vida...
António Magalhães Pinto
Não podias ir embora sem te despedires. Não se deixam assim os amigos com um nó no coração embrulhados em saudade. Por que foste?
Tu sabias que nós precisávamos de ti no clube e nos nossos corações e sabias que as lágrimas não matam a tua falta. Por que foste?
Ainda ontem por esta hora estávamos em reunião de trabalho. Tu deixaste imensas dicas. No final falaste com tanto entusiasmo do livro que ias lançar no dia 14. Por que foste?
Hoje vi-te tão branco, tão sem sorriso, tão sem vida. Por que foste?
"Outro dia virá" mas já sem ti. "As ávores nuas vestir-se-ão" mas tu não as poderás ver. "Surgirão flores em todas as primaveras" mas tu não sentirás o seu perfume. "O sol brilhará em cada manhã" mas não te aquecerá.
"Nem tudo estará perdido" porque a tua lembrança fica sempre connosco. "Nem tudo será em vão" porque a tua marca fica em cada um dos que tiveram a sorte de se cruzarem contigo. "A vida" é muito cruel. Muito injusta.
Quem vai publicar os teus poemas?
Um beijo António Magalhães Pinto. Até sempre.
Um dia acaba...
Outro dia virá...
Um após outro,
compondo a sinfonia dos meses...
..dos anos...
..dos séculos...
Árvores nuas vestir-se-ão,
para se despirem de novo,
e de novo se vestirem...
Num ritmo anunciado...
...quais mulheres de rua
em serão atarefado...
E, por mais que o Homem tente
acabar com o previsto,
surgirão flores
em todas as Primaveras...
E por mais que o Homem se esforce
para cobrir de neve
esta esfera mal redonda
que vai por aí fora,
sem parança,
tantas vezes mal tratada,
o sol brilhará
em cada manhã
de cada novo dia...
..em cada nova hora...
E por mais que o Homem perca
os traços de humanidade
que outrora foram impressos
na sua alma endurecida,
escurecida,
enfurecida,
haverá sempre uma réstea,
um ténue traço,
meio apagado embora,
daquilo que em tempos foi...
E por mais que o Homem se esqueça
de todos os meninos
que estão a morrer
nos mil Timores por aí,
existirá sempre
um novo vagido,
um novo sorriso,
uma nova voz,
para pronunciar
a mais doce das palavras...
"Mãe...
Mãe... Mãe...
Mãe... Terra...
Mãe minha...
Mãe nossa...
Mãe de guerra...
Que no choro dos teus rios,
No grito dos teus ventos,
Perdoas os desvarios
que vivem nos meus intentos...
E enquanto o eco dessa voz
ressoar na imensidão,
confiemos em nós...
Nem tudo estará perdido...
Nem tudo será em vão ...
Ainda fará sentido
a dádiva estremecida
que julgávamos perdida...
A Vida...
António Magalhães Pinto
Não podias ir embora sem te despedires. Não se deixam assim os amigos com um nó no coração embrulhados em saudade. Por que foste?
Tu sabias que nós precisávamos de ti no clube e nos nossos corações e sabias que as lágrimas não matam a tua falta. Por que foste?
Ainda ontem por esta hora estávamos em reunião de trabalho. Tu deixaste imensas dicas. No final falaste com tanto entusiasmo do livro que ias lançar no dia 14. Por que foste?
Hoje vi-te tão branco, tão sem sorriso, tão sem vida. Por que foste?
"Outro dia virá" mas já sem ti. "As ávores nuas vestir-se-ão" mas tu não as poderás ver. "Surgirão flores em todas as primaveras" mas tu não sentirás o seu perfume. "O sol brilhará em cada manhã" mas não te aquecerá.
"Nem tudo estará perdido" porque a tua lembrança fica sempre connosco. "Nem tudo será em vão" porque a tua marca fica em cada um dos que tiveram a sorte de se cruzarem contigo. "A vida" é muito cruel. Muito injusta.
Quem vai publicar os teus poemas?
Um beijo António Magalhães Pinto. Até sempre.
27 agosto 2011
THE
A THE vai lançar a sua colecção Outono/Inverno nos dias:
8 de Setembro em Lisboa
10 de Setembro no Porto
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21 agosto 2011
Chuva de Agosto
Lá fora chove e troveja. Por isso a Kaya e o Pipoca (não são meus mas é como se fossem) estão dentro de casa.
17 agosto 2011
03 agosto 2011
21 julho 2011
11 julho 2011
04 junho 2011
26 maio 2011
Mensagens
Inaugurou ontem, na Galeria Nave da Câmara Municipal de Matosinhos, a exposição "Mensagens" integrada no programa cultural da Universidade Sénior Florbela Espanca. O Vereador de Cultura esteve nesta inauguração e teve uma visita guiada pelo Dr. Miguel Teixeira.
Fica aqui um pouco de quatro dos dezasseis paineis que compõem a exposição. Quem quiser ver tudo e apreciar a raridade e beleza das peças expostas pode fazê-lo até ao dia 18 de Junho. Aos sábados, domingos e feriados estarão lá alunos da USFE habilitados para fazer visitas guiadas.
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